Luto na Bahia. Morre Jorge Portugal

Ex- secretário de cultura sofreu complicações cardíacas

Foto – Reprodução (Internet)

Da Redação- MMQI

A Bahia anoiteceu mais triste nesta (03). Morre o professor,escritor,
compositor e apresentador Jorge Portugal. Atendido por uma equipe do SAMU (Serviço
Móvel de Urgência), ele deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Geral
Roberto Santos apresentando um quadro de falência cardíaca aguda com sinais de
insuficiência respiratória.


Ex-secretário de cultura na primeira gestão do atual senador Jaques Wagner (PT), Jorge
Portugal nasceu em Santo Amaro, no Recôncavo, e completaria 64 anos no dia 05
(quarta-feira). Formado em Letras pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Jorge
marcou teve sua carreira voltada como educador em cursinhos pré-vestibulares, se
consolidando como apresentador do programa “Aprovado” na TV Bahia.

Em nota, o governador Rui Costa lamentou o falecimento e decretou luto oficial no estado
nesta terça-feira (04).
Fonte – Correio da Bahia

A vida medida em detalhes

Como podemos perceber que coisas mínimas podem ser decisivas

Imagem – Reprodução

Por Gustavo Medeiros

Detalhes existem para serem notados. A percepção de diferença mínima nas frações da matemática pode influenciar, de forma significativa nos resultados, seja nas notas de uma avaliação feita por professores, bancas examinadoras e jurados ou então em disputas que medem horas, minutos,segundos, centésimos, metros,centímetros ou,até mesmo, polegadas.

Por duas polegadas,perdemos um título de miss universo. As vezes, por mínima contagem de centésimos,a diferença entre a largada e a chegada pode ser decisiva em uma competição esportiva. Por uma cabeça, um indivíduo que apostou tudo em uma corrida de cavalos, pode se ver falido a ponto de atentar contra a própria vida,em um enredo digno de um tango sofrido. Carlos Gardel que o diga.

Um gol mal anulado nos acréscimos ou uma vitória na última rodada.Pontos percentuais que traduzem um empate técnico na disputa a um cargo eletivo,algo que se define nos detalhes pessoais como a idade.

Para quem está atento aos números diários dos boletins epidemiológicos da COVID 19, os detalhes são percebidos a cada instante, na ansiedade, na angústia e no medo traduzido pela quantidade de pessoas que morrem,que foram infectadas ou que estão curadas. Traduzimos estes pequenos, mais importantes detalhes, naqueles que tiveram as suas vidas transformadas pela epidemia, seja pela perda de um parente ou através da própria sobrevivência.

Um pequeno detalhe (barato e acessível) pode salvar vidas – Imagens – Reuters

Em tempos, onde o isolamento social é regra e o distanciamento é prática, viver cada minuto é importante. Atente-se para os detalhes no dia a dia, em cada mudança sentida ou realizada durante estes meses de confinamento, na intensidade de tudo o que foi feito ou vivido. São coisas mínimas que definem uma tomada de decisão, mudança de hábitos ou a uma necessidade de agir entre ímpetos e impulsos.

A vida se constitui nos detalhes diários

Afrontosa

Colorir para Existir

Por Li Afrontosa

Arquivo pessoal
     Por Li Afrontosa 

Em 1969 em Nova York um grupo de homossexuais reagiram a invasão de policiais em um bar chamado Stonnewall Inn, o conflito ficou conhecido como o mais importante ato de resistência e originou nos anos seguintes as paradas anuais de orgulho LGBTQIA+ que luta pelos direitos, respeito e contra a violência e discriminação sofrida pela comunidade.
No Brasil a cada 23 horas uma pessoa lgbtq é assassinada além, de ataques físicos violentos, eles enfrentam violências verbais, psicológicas, sexuais, dificuldades para se colocarem no mercado de trabalho e principalmente de não poderem assumir publicamente sua orientação sexual e exercerem a liberdade de amar quem quiser.
O arco íris é o símbolo da comunidade LGBTQIA + e chama atenção para o colorido plural que é a vida, nos convidando a refletir que de fato não há nada de errado em amar.
Os padrões sociais, religiosos e ideológicos estão a anos tentando reprimir, discriminar, marginalizar e criminalizar a existência dessas pessoas, o que torna a luta diária por respeito a diversidade uma bandeira de todos que desejam uma sociedade mais justa e humana.
Para entender melhor as vivências de uma pessoa lgbtq, convidei a artista Drag Queen baiana Manoca Costa para um bate papo


Mmqi: Defina Manoca


Manoca Costa: Manoca é, antes de tudo, filha de Suzinete e Ribeiro. E da família Maciel. Preciso me definir primeiro assim porque todo o resto são complementos e jamais seriam iguais caso eu não tivesse nascido nessa família. Depois disso, eu sou uma artista LGBTQIA+ e uma pessoa que respeita TODAS as pessoas. Até mesmo as que não me compreendem. Sou artista desde que nasci e me fiz cantora. Meu gênero é fluido e minha vontade de vencer é enorme. Por eles. E por mim.


Mmqi: Quando você se entendeu e se aceitou?


Manoca Costa: Na verdade eu sempre me aceitei, não teve uma época em que eu não tivesse me aceitado e nem minha família. Sobre entender, só fui entender mesmo na sétima série do ensino fundamental.


Mmqi: Já sofreu algum tipo de violência ou discriminação?


Manoca Costa: Discriminação sim. E violência verbal. Na verdade eu sempre vou sofrer porque o mundo não foi moldado para pessoas LGBTQIA+, nós é que estamos nos moldando ao mundo e eles vão ter que nos ver passar e brilhar. No ensino fundamental um colega chegou a trocar de cadeira porque sentei ao lado dele e eu não entendia o motivo. Mas chorei quietinha no banheiro. Todas essas mini agressões me fizeram ter a força que tenho hoje. Não abaixo a cabeça pra ninguém que não seja da minha família.


Mmqi: Recentemente seu pai virou referência para a comunidade LGBTQ + como foi esse acolhimento?


Manoca Costa: SIMMMM! Eu sempre soube que na primeira vez que fizéssemos um vídeo contando nossa história ele viralizaria. Porque, além de bonita, é uma história REAL. Meu pai sentava comigo no chão da sala pra me ouvir cantar desafinado e me passar a confiança de que eu poderia e posso sim ser uma artista reconhecida. O acolhimento foi algo normal. Porque eu fui acolhida desde o parto. Quando eu me assumi, nada mudou. Aliás, mudou. Pra melhor.


Mmqi: O que você espera para o futuro?


Manoca Costa: Espero que pessoas LGBTS que vierem atrás de mim sofram menos do que as gerações anteriores e que eu consiga realizar todos os meus sonhos. E o primeiro deles é ser orgulho para minha família e retribuir financeiramente tudo o que fizeram por mim. Não é uma cobrança deles. É minha. E vou honrar!

Uma Carta para Seu Luiz

Caro Velho Lua

Em tempos de internet,alta tecnologia, whats app, rede sociais e e-mails, resolvi escrever uma carta para aproveitar o advento do 5G e transmitir as notícias deste mundo, com maior rapidez, refletindo o sentimento de todos em meio a tantos acontecimentos. Não estranhe se eu te falar que atualmente estamos trancados em casa, sem fogueiras e nem fogos, por conta de uma pandemia que assola o mundo, atacando o sistema respiratório e trazendo outros sintomas, levando o “cabra” a morte.

Sua música e seu legado estão sendo transmitidos em canais de streaming pela na grande rede. O mundo,em tempo real, vê a sua história e a sua produção que fala do sertão, da seca, dos amores e dos casos de homens e mulheres reais. Hoje não temos as bandeirolas e balões que adornam e dão colorido às ruas,pois o medo de nos tomarem a vida preenche o vazio dos dias frios de inverno.

E neste inferno diário, vivemos, ou melhor sobrevivemos, no país onde um governante dá péssimos exemplos frente a uma calamidade pública, deixando 210 milhões de habitantes a mercê da própria sorte, em uma roleta russa entre a vida e a morte. Ficamos em casa para não superlotar o sistema público de saúde e, se não fosse por ele, teríamos uma tragédia muito pior. Sei que, caso vivo estivesse, estaria senil e consciente para escrever uma composição, denunciando este estado de coisas, reclamando com Deus assim como em uma Súplica Cearense que o “compadi” Gordurinha te ofereceu. Mas quem contou a morte de um vaqueiro em verso e prosa, certamente vai tirar de letra esse desabafo.

Vivemos divididos, polarizados, insatisfeitos com um país que discrimina negros e nordestinos, mata mulheres, índios e jovens. Este é um Brasil distante da sua alegria, vista e revista por milhares em matinês lotadas no auditório da Rádio Nacional naquelas tardes das décadas de 40 e 50. Infelizmente esse país cheio de problemas existe e resiste ao passar dos tempos. Nem mesmo a “cinturinha de pilão” dá para esconder a misoginia dos versos e nem mesmo o senhor falaria frases como “Mulher querendo é bom demais.”,pois grupos feministas “cairiam de pau”. Nestes tempos, não dá mais para cantar o Xote das Meninas e falar que “Ela só quer, só pensa em namorar”,pois a mulher está conquistando espaços nunca antes imaginados,enfrentando obstáculos para se impor frente a um mundo hegemonicamente masculino.

Talvez, hoje em dia, o senhor falaria da luz na roça, do matuto com o celular na mão, que pode filmar,mostrar a sua plantação em tempo real e ser blogueiro para levar uma “Vida de Viajante”, assim como eu quero fazer com os meus dotes jornalísticos. Talvez você falaria de um certo barbudo irmão nosso, que se tornou presidente e a pessoa mais respeitada no mundo ou então de um intelectual, bem como de uma mulher que também sentou a cadeira da presidência. Assim como em “Xote Ecológico”, o senhor também cantaria sobre os cuidados com o meio ambiente e teria como parceiros grandes artistas que se espelham na sua obra, nomes de primeira linha como Lenine, Mestrinho, Zeca Baleiro, Chico César, Chico Science e Carlinhos Brown ou então faria parcerias pontuais com Flávio José, Targino Gondim, Adelmário Coelho e veria a sua criação se modernizar ecoando pelos quatro cantos do país em tons “lambadeados” por bandas com quatro,cinco cantores.

Talvez você veria com muito orgulho as mulheres despontando cada vez mais, uma em especial,baiana, “arretada” e sertaneja como tu, que herdou a sua alegria em levar na música a verdade de um povo e se eternizar nele.

E como em um retorno da Asa Branca, olhamos para nossas tradições com grandes lembranças das quadrilhas, dos trios nordestinos que saiam as noites para ir de casa em casa perguntar se “São João passou por aí”. Em meio a iminência de um “novo normal”, creio que só iremos ficar com as lembranças ou revisita-las com mais intensidade. Certamente, depois que tudo isso acabar, iremos sentar em frente a uma fogueira e celebrar a alegria do nosso povo e a fartura nas nossas mesas. Saudade de viajar,pegar estrada,sentir o clima do interior,visitar os nossos parentes e pegar aquele gostinho de Pé de Serra.

Em meio a essa loucura que se tornou as nossas vidas em 2020, a lembrança da sua presença neste plano nos consola. A sua alegria é o maior legado para seguir em frente e encarar esse tal de “novo normal” com a natureza preservada, os mares limpos, o ar puro e os pássaros cantando. Vivamos o São João em um novo tempo,com a esperança renovada.

Com o carinho de sempre e agradecido pela sua contribuição, do cabra mais feliz em seguir o seu legado, um cidadão nordestino com muito orgulho

Gustavo Medeiros

Luto na História. A Bahia perde Luís Henrique Dias Tavares

Ele tinha 94 anos e deixou um grande legado para a história do nosso estado

Foto- Divulgação

Da Redação MMQI

A intelectualidade baiana sofre mais uma perda com o falecimento do historiador Luís Henrique Dias Tavares nesta segunda-feira (22). Formado em História e Geografia, ele era professor emérito da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e doutor honoris causa da universidade do Estado da Bahia (UNEB).

Nascido em Nazaré, Recôncavo Baiano. Luís Henrique tinha 94 anos e ocupava cadeira número 1 da Academia de Letras da Bahia, onde era membro desde 1968. Ele contribuiu bastante para ampliar o conhecimento sobre a história da Bahia com suas obras. Seu livro “História da Bahia” reúne um grande arcabouço de informações sobre a formação do povo baiano.

Por conta de sua grande contribuição, o professor se tornou sócio da Academia Portuguesa de História e do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia. Além de escrever obras sobre a história de nosso estado, Luís Henrique também é autor de livros de contos e poesias.

O MMQI presta uma grande homenagem a este baiano ilustre

Fonte – Bahia.ba e Metro 1

Afrontosa

O Padrão da Beleza

Por Li Afrontosa

            Por Li Afrontosa
Desenho: Helena Morani

Mulheres ao longo da história precisaram lutar pelos seus direitos, movimentos feministas surgiram para dar a voz a mulheres que visam igualdades entre os gêneros.
Importantes conquistas como o direito ao voto, acesso a educação e outros ainda por serem conquistados como o direito ao aborto e equiparidade salarial permeiam as lutas desses movimentos.
As pautas feministas são muitas e diversas e precisam ser entendidas dentro de recortes como raça, credo, classe social e orientação sexual, para que assim possam ser amplamente inclusivas.
Porém, há um sofrimento que aflige há anos todas as mulheres. A pressão estética que busca enquadrar todas elas em um padrão de beleza muitas vezes inatingível.
A necessidade de se apresentar um corpo, magro, sem marcas, sem estrias, celulites, uma pele lisa, firme e sem pelos é explorada pelas industrias de moda e cosméticos e vendidas pelas mídias como a beleza ideal.
Essas industrias relutaram por muitos anos em produzir roupas, acessórios e cosméticos que atendam os diferentes corpos e etnias, como se fosse possível existir um padrão único de beleza
Milhares de procedimentos estéticos, incluindo os cirúrgicos fomentam o mercado econômico, levando mulheres de todo o mundo a se submeterem ou consumirem produtos e serviços que as façam se tornarem bonitas.
A busca pela beleza eterna, muitas vezes adoece podendo leva-las a morte, pois os corpos são naturalmente diferentes e passiveis de envelhecimentos e mudanças constantes.
A cobrança exercida sobre o corpo feminino é violenta, a mulher tem que ser eternamente atrativa sexualmente independente dos fatores internos como genéticas ou externos como a passagem do tempo.
Essa pressão pode gerar doenças como depressão, ansiedade, distúrbios alimentares entre outras.
As mulheres são obrigadas a viverem em um tribunal impiedoso que julgam seus corpos como se fossem públicos
As ditas belas não deixam de sofrer, mesmo as consideradas dentro do padrão, não podem descuidar da aparência, basta uma mísera celulite aparecer que as críticas e ofensas surgem de todas as partes.
Quando a mulher é negra e gorda, é quase um crime que deve ser sentenciado a masmorra, pois dificilmente esse corpo será associado a beleza.
Diversos movimentos nasceram com a finalidade de quebrar essas amarras que limitam as mulheres de vivenciarem suas belezas de formas múltiplas, mostrando ao mundo que um corpo bonito é o que abriga uma pessoa feliz.
E o padrão? Que nos siga!

Grande perda no jornalismo baiano. Morre João Carlos Teixeira Gomes, o Pena de Aço

Jornalista que desafiou o carlismo estava internado no Hospital da Bahia

Foto – Reprodução

Da Redação MMQI

O jornalismo brasileiro amanheceu triste nesta sexta feira (19) com a perda do grande João Carlos Teixeira Gomes. Conhecido como Pena de Aço, Joca ocupava a cadeira de número 15 da Academia de Letras da Bahia e se despediu de nós na noite da última quinta-feira (18) após vários dias internado no Hospital da Bahia.

Segundo informações de amigos mais próximos, ele estava enfrentando um AVC ( Acidente Vascular Cerebral) no cerebelo há cerca de três anos. De lá para cá, o seu estado de saúde nunca foi o mesmo. Nos últimos dias, uma fraqueza, precedida de uma pneumonia e falência múltipla dos órgãos, o levou para o internamento.

Além de jornalista, João Carlos era escritor,ensaísta e professor. Junto com Florisvaldo Matos, Calazans Neto e Glauber Rocha ( de quem é biógrafo) formou a geração MAPA na ALB. Mas foi como de perfis biográficos que Joca se notabilizou, mas precisamente por sua coragem em desafiar Antônio Carlos Magalhães com a biografia “Memória das Trevas”, onde ele descreve a trajetória de poder do ex- governador e ex-senador da Bahia.

Joca foi o autor da obra que desafiou o Carlismo. Foto – Divulgação

O nosso Pena de Aço construiu uma carreira sólida dentro do jornalismo, trabalhando, durante muito tempo, no Jornal da Bahia, ocupando diversos cargos, de repórter a chefe de reportagem. Joca também trabalhou no Jornal A Tarde como colaborador fixo e foi secretário de comunicação do Governo do Estado na gestão de Waldir Pires.

Joca deixou uma vasta obra composta por biografias e contos, contribuindo, de forma incansável, para o desenvolvimento da carreira jornalística no estado. É dessa forma que o MMQI homenageia um dos grande nomes do nosso jornalismo.

Fontes – Bahia.ba, Metro 1 e Correio da Bahia

Não coloque pagode no meu forró!!! Um equivoco gigante

Decisão para colocar artista na grade do programa “São João do Nordeste”, da Rede Globo, dividiu opiniões durante a semana

FOTO: Instagram – divulgação

Por Gustavo Medeiros

A Rede Globo vem anunciando, desde o início da semana as atrações do programa São João do Nordeste. A atração, que este ano, por conta do isolamento social, será realizada em formato de live e exibida neste sábado após a novela das 20h. A atração, que vai contar com bandas e artistas que representam os noves estados nordestinos, foi motivo de polêmicas e discussões nas redes sociais por um detalhe gigante, a presença de Léo Santana na grade de artistas do programa, uma vez que a atração é destinada para comemorar as festas juninas com o mais nordestino de todos os ritmos, o forró.

A escolha de Léo Santana, artista ligado ao pagode e com passagem marcada pela banda Parangolé, foi motivo de muitas críticas a produção do programa, que selecionou outros artistas ligados ao forró e suas vertentes como Mano Walter, Solange Almeida, Amazan entre tantos outros. Em nota emitida para a imprensa, a TV Bahia justificou que o pagodeiro terá companhia da banda Forró do Tico. A emissora não explicou os critérios usados no convite ao “Gigante”.

Leo Macedo, vocalista da Banda Estakazero, declarou em um vídeo, postado em suas redes sociais, que os outros artistas que representam o segmento no estado se viram desapontados com a decisão. Para ele, “não existe São João sem forró.”. Entretanto, vale lembrar que isso não é regra para os grandes produtores de eventos e contratantes. Eles não levam a sério a força das tradições culturais existentes nos festejos juninos e montam festas fechadas com atrações diversas, algo distópico e fora da realidade se vermos com detalhes a estrutura que é montada.

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Depoimento sobre o São João do Nordeste.

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Bahia Junina

É possível encarar a escolha de Léo Santana como um duro golpe para quem vive o mês de junho viajando os quatro cantos do estado e da região, perdendo noites nas estradas e cumprindo uma extensa agenda de shows, que vai para um pouco além do mês de junho, normalmente, sem considerar estes tempos de pandemia do Novo Coronavírus. Para além da realidade posta, vale pensar na diversidade territorial do nosso estado e como a cultura junina se performa em cada realidade.

Mais do que se imagina, na Bahia cabe tudo e o forró, assim como o arrocha,a axé music, o samba de roda e a música sertaneja, preenche um espaço de grande importância neste grande imaginário formado por litorais,serras,chapadas e sertão. Do extremo sul até o norte banhado pelo ciúme entre Juazeiro e Petrolina, a Bahia Junina se manifesta no legado máximo deixado pelos gênios como Luiz Gonzaga, Trio Nordestino ( baianos de Curaçá), Dominguinhos e outras lendas vivas como Genival Lacerda.

A Bahia respira ( e transpira) forró

A Bahia também respira forró e não dá para imaginar São João sem os grandes artistas como Adelmário Coelho, Zelito Miranda,Carlos Pitta, Virgílio, Xangai, Edigar Mão Branca e os ícones da nova geração como Estakazero, Targino Gondim ( Um pernambucano que a Bahia adotou), Tio Barnabé, Matheus Boa Sorte, Jeanne Lima, Del Feliz, Cicinho de Assis, Noberto Curvelo, Jô Miranda e Marquinhos Café, só para citar.

Para além do pagode, que contém nomes como de Léo Santana e é uma derivação urbana do Samba de Roda que surgiu no Recôncavo Baiano, o forró se alastra em potência no maior estado da região Nordeste. E não é de se imaginar que, antes de serem estrelas da música sertaneja, Simone e Simaria ( nossas baianas de Uibaí com raízes em Ituaçu) estavam ensaiando os primeiros passos para o sucesso cantando forró, algo que foi revisitado em uma das lives realizadas pela dupla nessa quarentena. Até mesmo Gilberto Gil e Moraes Moreira (também baianos de Ituaçu) se renderam ao ronco nobre do fole em um certo momento de suas produções musicais.

Portanto, não dá para pensar São João sem o forró em Senhor do Bonfim, Cruz das Almas, Amargosa, Cachoeira, Ibicuí, Jequié, Vitória da Conquista, São Sebastião do Passé, Piritiba,Miguel Calmon, Lençóis e nas pequenas cidades onde o legítimo som feito por um triângulo, um zabumba e uma “Sanfona Sentida”, sangrando melodias quentes nas noites frias ao pé de uma fogueira, se faz presente.

Enfim, vale a lembrança, em meio a um ano atípico, onde viveremos os festejos juninos dentro de nossas casas, sem o aquecer das fogueiras e sem o som dos fogos de artifício. O esforço de quem mantém a cultura nordestina na Bahia se traduz na música e na alegria de quem faz o forró seja na Chapada Diamantina, no Recôncavo, na Região Sisaleira ou no longínquo Oeste, já na divisa com Goiás, Piauí, Minas Gerais e Tocantins.

Maior que tudo

O forró é maior que qualquer decisão de interesse de produtoras, é uma tradição sustentada e nutrida de geração para geração, com base na fé e na devoção de um povo aos três santos (Antônio, João e Pedro). Mais além do que a escolha de Léo Santana, o mais nordestino de todos os ritmos sobrevive a ação do tempo, que embala casamentos, dores de amor e alegrias repletas na fartura de uma colheita ou em uma história pitoresca.

Para além de qualquer decisão, o forró continua sendo maior que tudo.

Insights do Cotidiano

Saúde Mental em Tempos de Isolamento

Por Priscilla Fraga

“Foi assim
No dia em que todas as pessoas
Do planeta inteiro
Resolveram que ninguém ia sair de casa
Como que se fosse combinado em todo o planeta
Naquele dia, ninguém saiu de casa, ninguém

O empregado não saiu pro seu trabalho
Pois sabia que o patrão também não ‘tava lá
Dona de casa não saiu pra comprar pão
Pois sabia que o padeiro também não ‘tava lá
E o guarda não saiu para prender
Pois sabia que o ladrão, também não ‘tava lá
E o ladrão não saiu para roubar
Pois sabia que não ia ter onde gastar”

(Raul Seixas)

Como Raul cantava “No dia em que a Terra parou”, imagina-se que ele não fazia idéia do que enfrentaríamos anos depois. Hoje sabemos que o isolamento social é a melhor forma de prevenção ao corona vírus, porém esse novo “normal” trazimpactos nas nossas emoções. 

Cada pessoa vivenciará o momento de maneira diferente, isso é inegável, independente da condição física, mental ou social, porém se já temos antecedentes de diagnóstico de transtornos psicológicos, chamo ainda mais atenção para a ansiedade e a depressão, pois os desdobramentos podem ser ainda mais graves, para algumas pessoas.

E você deve estar, a se perguntar o por que? Bom, porque, pessoas ansiosas se preocupam excessivamente, apresentam dificuldade de se concentrar, irritam-se com facilidade, tem alteração no sono, tensão muscular, além das suas expectativas, serem passíveis a frustração, na grande maioria das vezes. Já nos transtornos depressivos, as pessoas tendem a estarem em um estado de tristeza profunda, tomadas por sentimentos de desespero e desesperança, o que interfere diretamente em atividades da vida cotidiana, diminuindo o interesse em realizá-las, insônia, além dos fatores externos que podem desencadear-la como estressores, perdas e separações.

O que podemos fazer ? Segue abaixo cinco dicas:

1. Rotina

Tente elaborar uma rotina mesmo que semi-estruturada, passível a flexibilizações e mudanças, pois ela ajudará a organizar suas atividades diárias e evitará sensações de angustia e vazio.

2. Tecnologia

Use-a de maneira sábia, a fim de estar próximo dos seus afetos. Evite entrar em contato com notícias que lhe desregulem emocionalmente, ocasionando por consequência crises emocionais.

3. Meditação

Pratique-a, pois ela irá lhe ajudar a diminuir o stress e a ansiedade, melhorar a concentração, além de ser uma excelente ferramenta para estar mais em contato com o autoconhecimento.

4. Atividade Física

Faça atividades que te dêem prazer, pois elas colaboram com o sistema imunológico e melhoram a sensação de bem estar.

5. Terapia On-line

Busque ajuda, caso perceba que não está conseguindo administrar as suas demandas, e não a hesite, ela é fundamental no processo.

Esse nosso inimigo é invisível, mas você não precisa ser diante das suas necessidades.

Se cuide, se ame, se proteja!

*A experiência de vida e profissional.

Fontes utilizadas:

*https://ufrj.br/noticia/2020/03/25/coronavirus-saude-mental-em-tempos-de-isolamento

*http://www.pucrs.br/blog/cuidados-com-a-saude-mental-em-tempos-de-isolamento-social/

*https://saude.abril.com.br/podcast/a-saude-mental-durante-e-apos-a-pandemia-de-coronavirus-podcast/

A ressignificação do amor na pandemia. Como amar na quarentena?

Este é o momento importante de transformar os nossos afetos

Foto – Susan Cipriano/Pixabay

Por Gustavo Medeiros

O Dia dos Namorados é a verdadeira celebração do amor e do consumo, onde o comércio, no clima dos festejos juninos e das férias no meio do ano, lucra bastante com a venda de produtos e serviços. É o momento onde estabelecimentos como bares, restaurantes,cinemas e hotéis/motéis faturam alto.Em 2019, apenas o comércio eletrônico,por exemplo, faturou cerca de 25% a mais do que em 2018. Entretanto, o papo aqui não é sobre vendas e comércio na data feita para celebração do amor.

O que podemos esperar no dia 12 é uma breve reflexão sobre os nossos sentimentos, uma ressignificação do afeto e da forma de sentir o amor em todas as suas versões. Durante a semana, muitas matérias nos telejornais preconizaram o aumento dos serviços de telemensagens e o crescimento do consumo através das compras on-line.Mas nada,além das transmissões e lives, será tão significativo do que repensar como se relacionar com o outro, as várias formas de transmitir os afetos e repensar as relações em tempos onde o isolamento social é regra de sobrevivência.

Pensando as relações

Foto – Reprodução

Na quarentena, muitas relações foram revistas. Com a convivência constante no lar, algumas uniões foram fortalecidas, outras foram repensadas ou então desfeitas. Conviver com o outro foi o termômetro para definir os sentimentos e o nível de afeto em contraposição com a vida agitada que antecedeu este período, onde a falta de tempo era comum.

Para além destes casos, o distanciamento social também separou os crushes, as relações em formação, além dos noivos que celebrariam a união durante estes dias. Enfim, nada que a tecnologia, com as ligações pela internet, possam resolver. Nos dias de hoje, a distância é um pequeno detalhe diante das maravilhas que a grande rede nos proporciona.

Neste sentido, o que deve se refletir são as formas de pensar os afetos, os sentimentos e as trocas.Como definir o amor ou as formas de senti-lo é o maior desafio imposto por este tempo de clausura, que nos colocou em estado de reflexão de tudo o que foi feito, as nossas ações diante do outro com quem convivemos, seja os nossos pais, irmãos, primos,tios amigos,colegas e,por que não, amores. Talvez seja o momento exato para revermos o significado desta data e como devemos pensar as relações durante este dia.

Ressignificando emoções

Foto – Mladen Antonov (AFP)

Repensar a forma como expressamos este amor é algo necessário. Em qualquer tipo de relação, este sublime sentimento se performa de várias maneiras através do contato e da maneira como traduzimos o afeto. Ter a consciência de que o amor se performa independente da efemeridade vista na paixão é importante.

Com a distância proporcionada pelo isolamento social, o amor, ou a forma de amar, deve ser ressignificada,assim como os demais sentimentos. Com a urgência dos dias, que nos mostra a agonia, as dores, as angústias, a preocupação com quem está longe ( ou perto), ou mesmo a forma como amamos se torna premente. No decorrer dos tempos, a forma de amar sempre sofreu transformações e daí descobrimos que este sentimento resiste e nos fortalece, independente da nossa condição, se está solteiro ou em uma relação, o momento é de ressignificar afetos.

Afrontosa

O Amor é para todos?


Por Li Afrontosa

Imagem by Pinterest

Amor: substantivo masculino que se refere a forte afeição por outra pessoa.
O sentimento foi eternizado por poetas, autores e tema de muitas canções.
O modelo de amor romântico está há séculos permeando o imaginário de homens e mulheres ao redor do mundo.
Histórias de amor ilustram livros, filmes, revistas e novelas, tornando quase impossível um ser humano que não conheça um romance.
Ter um amor, um par romântico é uma construção social das mais enraizada na sociedade.
As relações amorosas são pautadas em regras culturais sociais e religiosas, o status de casal pode significar ascensão social, poder, realização, prazer e prestigio.
No mundo de príncipes e princesas com características físicas e psicológicas minuciosamente moldadas a perfeição o amor é vendido como a segurança da felicidade eterna.
Ser digno de ser amado é um desafio que aflige muitas pessoas o perfil que projetaram como desejável é na maioria das vezes inatingível.
A percepção do amor romântico é vivenciado por cada indivíduo de uma forma diferente, levando em conta as condições de raça, gênero e classe social
Será que um sentimento tão poderoso está disponível para todos?
Se pudesse ser descrito, de que cor e de que forma seria?
Para entender um pouco desse recorte, vamos conversar com a Lorena Ifé, 31 anos, moradora de Salvador, jornalista, empreendedora, conhecida como Mainha do Afrodengo, é fundadora dessa rede, pesquisa de forma autônoma, sobre amor a partir da perspectiva de pessoas pretas.
Mmqi =Lorena, o amor romântico está acessível para todos?


Lorena Ifé- O amor é uma construção social que vem se moldando ao longo dos anos cada época ele se configura de uma forma e o amor romântico é galgado nas idealizações, naquele ideal de que um completa o outro, que aquela pessoa é perfeita e está muito presente nos contos de fadas e nos filmes românticos hollywoodianos e ele foi muito centrado na construção histórica de amor para pessoas brancas, o amor romântico está muito presente aqui no ocidente e tem essa configuração, mas na história da construção que a gente teve acesso o amor esteve sempre para pessoas brancas e o que ocorre é que você acaba descobrindo que aquela idealização que você fez da pessoa não é o que a pessoa é , a pessoa tem defeitos, tem falhas enfim. Para mim ele não está acessível para todos principalmente quando se fala de população preta, ele não nos contempla, quando vemos os contos de fadas, os filmes, são sempre pessoas brancas que estão lá , são sempre pessoas que estão longe de ser o que a gente é, mas é algo que foi construído no nosso imaginário e a gente quer isso, mas quando a gente encontra alguém para dividir, para amar, compartilhar a gente se frustra.
Mmqi= Qual a cor e a forma do amor?


Lorena Ifé- Quando a gente fala de amor na perspectiva de pensar população preta a gente percebe que ele tem cor, o amor é algo que é muito acessível para pessoas brancas, mas para a gente ele deixa lacunas, principalmente quando a gente pensa na construção histórica das famílias, quando a gente vai para o período de escravidão que a gente era visto só como corpo, tem um livro A historia do amor do Brasil que relata o amor, o casamento para pessoas pretas está lá os casamentos entre um homem branco e a mulata como eles dizem, era algo que eles faziam de tudo para impedir, então a gente estava apenas para o sexo.
Mmqi: Como nasceu o Afrodengo?


Lorena Ifé– O Afrodengo é um grupo que funciona no Facebook, mas ele é mais que um grupo é uma rede de relacionamento centrada no amor entre pessoas negras, na afroafetividade, o grupo possui mais de 50 mil pessoas de todo o mundo, mas o foco principal é para pessoas pretas no Brasil e ele surgiu da ideia de pensar o amor, a formação de relacionamento entre pessoas negras, porque existe uma falha nos aplicativos de relacionamentos que eles não tem diversidades e eles não são feitos para pessoas pretas, eu utilizava e ainda utilizo, e percebo pessoas falando, relatando casos de racismo e de invisibilidade nesses espaços. O grupo foi criado em 2017 é responsável por formar vários casais, amigos e rede de network focada em pessoas pretas, ele iniciou como um grupo de paquera, mas tornou-se um grupo de paquera, amizade e network, ele já formou várias famílias e trouxe para internet essa pauta de amor preto, desde que o Afrodengo surgiu vários outros grupos surgiram e a gente pode considerar que o amor é uma pauta de extrema importância para se pensar a construção da pessoa preta.
Mmqi= Por que limitar o acesso de não negros?


Lorena Ifé– Essa discursão de entender o amor como forma política começou para mim quando eu li um texto de Bell Hooks uma intelectual afro americana que falava sobre a construção do amor nas famílias pretas e eu percebi as lacunas deixadas da escravidão na nossa forma de amar, eu percebia vários conflitos que existiam dentro de famílias, de não demostrar amor por ser uma fraqueza, ai eu entendi que criar um movimento politico de afeto preto seria importante, e eu limitei as pessoas negras porque são as que mais sofrem as consequências dessa falta de amor. Então eu quis promover um resgate histórico, um processo de resistência de resgate de algo que quando a gente vai buscar as histórias de famílias africanas esteve presente em nossas vidas, mas quando a gente foi trazido par a o Brasil isso foi muito massificado, quando a gente pensa hoje em espaços de pratica religiosa como religião de matiz africana, parte muito dessa ideia de pensar o quilombo para construção do amor de formação de família. O Afrodengo é esse nicho para pessoas pretas porque ele visa atender essa demanda que a demanda do amor está para todos, mas quando se fala de pessoas negras tem algumas particularidades.
Mmqi =A solidão da mulher negra é uma realidade?


Lorena Ifé – É uma realidade para as mulheres negras no Brasil, mas eu acho que ele vai muito para além de não ter um par romântico, eu acredito que a solidão da mulher negra vai muito no sentido de a gente achar que amor na nossa vida não é uma prioridade, que a gente precisa estudar, trabalhar e ter outras prioridades e achar que o amor é perda de tempo, que a gente não tem direito a isso e eu digo amor em varias esferas, tanto o amor romântico, como da própria família, que as vezes a gente acaba se isolando e buscando construir nossas trajetórias sozinhas ou estar sempre para cuidar do outro e nunca ter esse lugar de ser cuidada.
Mmqi = Quais as barreiras que a mulher encontra para engatar um relacionamento?


Lorena Ifé – Eu penso que nós mulheres pretas estamos centradas nessa construção desse amor romântico mas que não nos contempla que é o amor que está no imaginário da nossa infância dos contos de fadas que a gente leu, do que nos foi passado que estava no imaginário geral da construção do amor, não tinha essa delimitação , agora tenho me debruçado em ler autoras intelectuais negras que falam sobre amor na perspectiva preta e que eu percebo que é algo completamente diferente, porque a gente está lutando por algo que é direito nosso, mas que foi nos tirado principalmente no processo de escravidão que nós vivemos, Então gente imagina numa perspectiva hetero aquele cara perfeito que vai atender todas as nossas necessidades, mas a gente esquece de pensar que existem questões tanto crenças, quanto traumas que a gente viveu e que esses homens viveram e que isso interfere na nossa forma de se relacionar com as pessoas, então agora a gente precisa promover o resgate de pensar o amor como ação, o que eu posso fazer para amar outra pessoa, o que eu posso oferece a ele e o que ela pode me oferecer, e pensar o amor como uma escolha que você vai se dedicar em construir e evoluir espiritualmente com aquela pessoa.
Mmqi = Relacionamentos afrocentrados é uma forma de resistência?


Lorena Ifé – Eu não uso o termo afrocentrado porque é uma área de estudo que ainda não me aprofundei, eu uso o termo amor preto. Sim é uma forma de resistência, eu sempre digo que o amor preto perpassa em saber amar a si mesmo, então é uma forma de resistência, é uma forma de amar alguém que se parece com você e para amar alguém que se parece com a gente precisa primeiro se amar, e é uma forma de resistência de resgate de pensar o amor, de pensar comunidade, de pensar construções de amor saudáveis a partir da base de nossos ancestrais.
Mmqi =Quais os perfis dos seguidores?

Lorena Ifé– São pessoas pretas a partir de 18 anos com pessoas até mais de 60 anos de vários lugares do Brasil, os lugares que tem mais gente é São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador que foi onde tudo começou, são pessoas que são solteiras, tem casais dentro do grupo que se apresentam, mais a maioria são pessoas solteiras ou que vivem relacionamentos com pessoas pretas e querem falar dessa relação.
Mmqi =Relacionamento monogâmico ainda é uma preferência?


Lorena Ifé-Eu sou uma pessoa não monogâmica e sou ativista dentro dessa área, mas o perfil das pessoas no Afrodengo é um perfil monogâmico sempre que a gente trazia a pauta da não monogamia para dentro do grupo tinha conflitos ai eu decidi criar o grupo Afrodengo Amores Livres que é para discutir a pauta da não monogamia entre pessoas pretas e lá a gente dialoga sobre desafios, sobre como se estrutura relações assim, mas a preferencia é a monogamia no grupo oficial.
Mmqi=Dia dos namorados está chegando o que você deseja para os apaixonados?


Lorena Ifé– A mensagem que eu deixo para as pessoas é que agora é hora de pensar o amor como ação, quando a gente pensa sobre isso, a gente age de forma mais responsável de entender quais os desafios que a gente enfrenta para poder se amar e amar outra pessoa, então o que eu deixo é que vocês aproveitem ao máximo esse momento, em tempos de isolamento social é o momento da gente pensar qual o tipo de relação a gente quer construir, refletir a pessoa que a gente está compartilhando nossa vida, se você mora junto com a pessoa, pensar como pode fazer para tornar o relacionamento mais saudável e isso vem do dialogo de escutar a pessoa e de oferecer o que a gente tem de melhor e pensar que é uma pessoa humana e que a gente não pode ficar idealizando e sonhando com uma peoa que não existe, evoluir com a pessoa que a gente tem, é essa a mensagem que eu deixo.

O que nos faz “mais humanos” diante das tragédias??

Uma análise importante frente os últimos acontecimentos que envolveram vidas

 Foto: TERRAY SYLVESTER / REUTERS

Por Gustavo Medeiros

O mundo entrou em comoção com um fato ocorrido nos Estados Unidos na última semana, onde o segurança George Floyd foi morto por um policial em uma abordagem. O fato, que aconteceu em Minneapolis, nos Estados Unidos, causou uma onda de protestos, colocando em evidência as ações truculentas da polícia contra pessoas pretas. Os atos se espalharam e se tornaram ações contínuas nas ruas e nas redes, isso em todos os cantos do mundo.

Ações que envolvem violência em abordagens policiais ou qualquer outro ato que tenha como alvo uma pessoa preta tem se tornado pontos cruciais de comoção no Brasil e no mundo. Casos como o do jovem Jovem Pedro, de 14 anos, que foi baleado em casa no Complexo do Salgueiro (RJ), bem como o de João Miguel, uma criança com apenas 05 anos de Idade, morto por um “descuido” em um condomínio de luxo no Recife (PE), nos diz muito sobre como, e de que forma, nos comovemos.

Independente de ter mais ou menos melanina na epiderme, os fatos ocorridos nos aproximam de valores humanos, de um sentimento de pertença maior do que grupos ou movimentos raciais podem delimitar em suas militâncias. Casos como esses nos aproxima da nossa humanidade, algo que estamos estamos conquistando a duras penas com a evolução do sentir-se humano em nos colocarmos no lugar de quem sofreu, sem ser moda ou seguir uma tendência porque as redes sociais assim determinaram.

Diante da pandemia de Coronavírus e do avanço da negligência com a vida nos sistemas e regimes autoritários, o ser humano se põe a refletir e questionar o seu espaço e sua importância com relação ao outro e aqui não cabe colocar vítimas e vilões das histórias. Somos todos humanos, seres em evolução e conseguimos, enfim, exercitar, diante de tais tragédias, o nosso sentimento de empatia, de se colocar no lugar do outro, mais precisamente, daquele que sofre, mesmo que seja um ato “isolado”.

Os movimentos sociais, que lutam por direitos, precisam entender que nenhuma comoção acontece do nada, por acaso. A vida e a maturidade dos sentimentos nos ensina a entender os fatos e se sensibilizar sem ter consigo a semente do ódio, do revide, pois a solidariedade, em situações difíceis, fala mais alto aos corações. Aliás, em momentos, onde a nuvem tóxicas da nossa psique pende para o lado negativo, não nos cabe reagir da mesma forma que os nossos algozes.

Para que todos entendam que, os fatos em si, nos colocam em estado de reflexão para entender que todas as vidas importam e todos tem seu lugar no mundo em frente a resistência daqueles que insistem em manter um sistema corroído pela traça do ódio, da desigualdade, das injustiças, entre tantos pontos negativos,pois ainda estamos presos a ele.

Enfim, para exigirmos mudanças no outro, cabe a nós passar pelo mesmo processo, de forma íntima. Dessa forma, é possível constatar que, diante dos fatos, isso já ocorre e os resultados estão na comoção das pessoas e dos sentimentos de empatia que elas tiveram nos casos ocorridos no Brasil e nos Estados Unidos.

Café com pimenta

Por Juliana Barbosa

Mirtes, uma empregada doméstica, precisou levar o filho Miguel para o trabalho, foi passear com o cachorro da patroa e deixou o menino com ela.
A patroa, Sari Corte Real, deixou a criança no elevador SOZINHO, por estar incomodada com o choro da criança.
Ele caiu do 9º andar das torres gêmeas, condomínio luxuoso de Recife.

Miguel tinha 5 anos, era preto e morreu por negligência.
A patroa estava ocupada fazendo a UNHA.

Pagou 20 mil de fiança e está respondendo em liberdade.

Os patrões da mãe de Miguel são o prefeito e a primeira dama de Tamandaré.

Mirtes, a mãe de Miguel, não foi dispensada com remuneração durante uma pandemia pois, a burguesia escravagista não gosta de limpar a própria sujeira.

Não é homicídio culposo: é um caso de DOLO EVENTUAL, ou seja, a patroa assumiu o RISCO de que algum mal acontecesse ao menino.
Deve responder por HOMICÍDIO DOLOSO e ir a Júri!

Imaginem – só por um instante – a repercussão se fosse o contrário.

Não consegui escrever a matéria completa. Deixei aqui um desabafo.

Fontes: G1; Diário de Pernambuco

Afrontosa

Quando o racismo vira pauta mundial

Por Li Afrontosa

Imagem by politica com manzanas

A segregação racial permeia o mundo desde a colonização europeia, onde negros foram escravizados e prejulgados como sub-humanos.
Estudos iniciados no século XVIII durante o Iluminismo, e que se estenderam até o século XX comprovaram que somos diferentes em traços físicos, porém iguais na humanidade.
Geneticamente não é possível racializar um indivíduo pois, características semelhantes foram encontradas em diferentes grupos étnicos, cientificamente não existe evidências que comprovem a supremacia de uma raça, sendo o racismo fruto exclusivamente da ideologia de superioridade.
Os povos africanos de diversos países do continente, foram escravizados e tiveram suas riquezas naturais, materiais e culturais roubadas durante o processo de colonização.
O Brasil foi um dos últimos países a abolir a escravidão, deixando um abismo de desigualdades entre os descendentes dos escravizados e dos colonizadores.
O racismo no Brasil se difere do racismo vivenciado em outros lugares do mundo.
Porque aqui foi incutido a falsa ideia de Democracia Racial, evitando assim embates violentos como os ocorridos em países como África do Sul e Estados Unidos.
O racismo estrutural que fomenta a educação de milhares de pessoas no mundo, permite que pessoas negras sejam acometidas de diversas violências físicas e psíquicas, além de extrema segregação social, estética, econômica e cultural.
Nos últimos dias, Brasil e Estados Unidos ganharam os noticiários do mundo inteiro, devido a morte de duas pessoas negras, pela Força Armada do Estado, através da polícia.
João Pedro, brasileiro de 14 anos, foi morto dentro de casa no estado do RJ, durante uma operação policial. Seu corpo foi sequestrado, sendo encontrado no IML por familiares 17 horas depois do ocorrido.
Em Minneapolis, nos Estados Unidos, George Floyd, um homem negro de 46 anos, foi morto durante uma abordagem policial, mesmo algemado e sem mostrar resistência. Ele teve seu pescoço pressionado por um policial, acompanhado de mais três colegas, que não se sensibilizaram com os pedidos de socorro da vítima, e das testemunhas ali presentes.
Manifestantes tomaram conta das ruas dos EUA, onde prédios e carros foram incendiados, unindo negros e brancos anti-racistas, clamando por justiça.
No Brasil, a morte do jovem João Pedro também causou comoção e perplexidade.
O que difere as manifestações entre os dois países é a história, pós escravidão.
O Brasil é o país com maior população negra fora do continente africano, contudo, a identidade racial do seu povo, não foi devidamente desenvolvida, a falta de educação não permite que a maioria da população se identifique como negro, desconhecendo seus valores e mantendo-se as margens das oportunidades de crescimento, e impedindo um clamor enérgico da sociedade, tornando-a indevidamente pacífica.
Nos EUA mesmo com uma população negra que gira em torno de 13,8%, os afros descentes contemplam uma história de lutas por igualdades civis e unificação racial, que os permitiram galgar melhores oportunidades de ascensão econômica e social.

Setenta por cento de esperança.Um país que deve se encontrar na união de propósitos

Mesmo com o crescimento de uma massa de oposição ao atual presidente, ainda somos uma maioria sem hegemonia consistente

Imagem – Reprodução (Twitter)

Por Gustavo Medeiros

O Brasil sempre foi marcado pela alegria e criatividade de seu povo em várias vertentes da cultura, no esporte e na ciência. Isso é fruto da diversidade territorial que explica o processo de formação da nossa sociedade. O país sempre mediou conflitos no campo da diplomacia, se destacando em missões organizadas pela ONU.

Entretanto, nos últimos anos, os brasileiros se deixaram levar por uma nuvem tóxica que tomou conta de nossas relações. Diversas pessoas foram canceladas por conta da divergencias de ideias, formando assim bolhas, guetos de pensamento e formas de comportamento que lembram até mesmo os tempos cruéis do totalitarismo na Europa dos anos 30. Impossível imaginar que, até pouco tempo atrás, o nosso povo era considerado “ O Mais Feliz do Mundo”.

Os sentimentos tóxicos do brasileiro se avolumaram e tomaram conta do cenário político, nos conduzindo ao fosso civilizatório e aos vários questionamentos que estamos tendo sobre os nossos destinos e identidade. A duvidosa e polêmica eleição de um político inexpressivo, que prometia ser o baluarte de uma nova forma de agir no manuseio da máquina pública, em 2018 intensificou este processo de deterioração nas nossas relações.

Quase dois anos após ao pleito eleitoral, sentimos o desgaste da cultura do ódio e os frutos amargos de todo esse processo. A cada dia, nas falas do atual presidente e nas atitudes dos seus apoiadores, o Brasil se vê saturado de si e sem uma política coesa de combate a uma pandemia que assolou a humanidade este ano.

Sem rumo e tomando posse de posturas autoritárias para governar, o atual presidente se reduz ao seu mundo paralelo como refúgio de uma incompetência social já vista e prestigiada por seus filhos e apoiadores, que são,aproximadamente, 30% de acordo com as últimas pesquisas. Com isso, a cada dia, perde uma parte considerável de um eleitorado que angariou em 2018. A estes, decepcionados, se somam em uma oposição que gira em torno de 70% do eleitorado, uma fatia quase significativa que determinaria a perda do pacto de governabilidade que culminou no afastamento de dois presidentes em 1992 e 2016.

Diante de uma minoria, raivosa,agressiva,dissimulada e capaz de tudo para defender o atual governante, a sugestão, desde já, é que o país se una, em torno desta maioria considerável que se encontra desarticulada em propósitos.A proposta do economista Eduardo Moreira é ganhar corações e mentes com o intuito de influenciar em um possível processo de Impeachment.

Entretanto, o cenário para rupturas e impedimentos é, em contextos práticos, ainda imprevisível, de acordo com alguns juristas,teóricos,especialistas e demais operadores do direito, que acompanham as movimentações de bastidores no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Procuradoria Geral da República (PGR). De certa forma, as pressões da sociedade devem servir para que as instâncias jurídicas possam se posicionar no cumprimento das leis contra a barbárie que está no poder.

Além do que se espera nos próximos dias, esses 70% se constituem como uma fatia aleatória, que vai além de qualquer posição ideológica. Diante de uma situação em que o país está. a um fio da não sustentação do pacto com a democracia, o que se espera é que esta grande massa descontente com os rumos do país tome uma consistência em meio a toda uma expectativa de ameaça da ruptura constitucional que nos cerca a cada instante. Que a esperança possa está na mobilização que, em tempos de pandemia, se encontra presencialmente inviável, mas encontra eco em tempos virtuais.

Com isto, que o brasileiro possa despertar de um pesadelo que começou por causa de míseros R$ 0,20 e volte a se olhar nas alegrias e nos desafios que norteiam os caminhos desta nação. Olhando para a história e formação do seu povo, o Brasil é mais dos que os 30% da minoria que ainda sustenta os arroubos psicopatas do atual presidente e de sua família. Unidos, somos 70% de esperança.

Léo Dias, Anitta e a prática do “jornalismo chantagem”

A ética no fazer jornalístico do mundo das “celebs” fica em evidência após denúncias nas redes sociais

Foto – Reprodução

Por Gustavo Medeiros

Em seus stories,no último domingo (24), a cantora Anitta revelou que ela e sua equipe sofreram uma série de ameaças e chantagens proferidas pelo jornalista e colunista da UOL, Léo Dias. Durante a transmissão da live no Instagram, a cantora desmentiu uma notícia de que a mãe, Dona Miriam, teria saído de sua casa e retornado ao bairro de Honório Gurgel, no subúrbio carioca. Segundo Dias, a mãe de Anitta saiu da mansão por “não concordar com a vida louca da filha”.

A partir da fake news desmentida, Anitta e os integrantes de sua equipe tem recebido ameaças de vazar áudios de conversas e divulgação de prints com diálogos em aplicativos de mensagens. Em uma última conversa com o colunista, a artista comentou que não aceitaria ser atacada e nem ser alvo de ameaça ou qualquer chantagem.

A relação entre Anitta e Leo, que culminou em uma biografia não autorizada, era cercada de medo, devido a forma como o colunista se utilizou para obter informações que foram incluídas na obra. Desde que o jornalismo se profissionalizou e deixou a linha provisionada, a práxis de coagir as fontes ficou a margem da linha ética entre a informação e a fonte. Este limite não pode ser ultrapassado pelo profissional que investiga e é medianeiro da notícia, nesse caso o repórter.

De certa forma, o dito jornalista, ao usar deste recurso duvidoso, rompe com a barreira legal que separa o caráter ético no processo de produção da notícia. E não é a primeira vez que isso acontece, uma vez que já houve casos denunciados por blogueiros e demais artistas sobre as práticas de Dias. Outros tantos, como o youtuber Felipe Castanhari chegam a questionar a linha ética e , até mesmo, a formação do colunista diante do ato denunciado nas redes sociais.

Diante dos fatos abordados, nem precisa ser fã de Anitta ou mesmo gostar de cultura pop, ou ser entendido das leis para poder identificar que este arsenal de chantagens impetrado por Leo Dias, nos últimos dias, vai além das linhas do que é antiético, pois já se enquadra como crime de extorsão, tipificado no artigo 158 do Código Penal Brasileiro. Mesmo assim, não cabe a nós, leigos doutores, julgar ou dar vereditos a respeito.

Em um país marcado pela crise da pandemia da COVID 19 e por outra de ordem política, causada por um presidente com traços nítidos de psicopatia moderada, o país assiste a mais uma motivada por uma pessoa que se diz jornalista e, para tanto, utiliza de um “jornalismo chantagem” para conseguir informações, algumas privilegiadas.

O verdadeiro jornalista anda na risca dos ditames legais e éticos, direitos e deveres que o amparam no exercício da função. Leo Dias, por sua vez, não só ultrapassou a linha tênue desta relação, como se utilizou de meios criminosos para conseguir colocar Anitta entre outros artistas famosos “na mão”.Agora o caso entre a cantora e o colunista vai ser resolvido na 13ª Vara Cível do Rio de Janeiro está cuidando do caso, em segredo de justiça.

As reflexões de uma ressaca pós revelação

O Brasil precisa defender as suas instituições de um projeto nocivo às próximas gerações

Imagem –  Éton (Hora do Povo)

Por Gustavo Medeiros

O Brasil passou a última sexta-feira (22) rompendo a barreira dos 20 000 mortos pelo Novo Coronavírus, chegando ao segundo lugar da lista de países com mais casos da doença. Enquanto isso, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Celso de Mello, liberou vídeos da última reunião ministerial que aconteceu no dia 22 de abril no Palácio da Alvorada. Naquele dia, cerca de 2000 brasileiros morreram por conta da COVID 19.

Em meio as expectativas sobre o que foi tratado, a parte mais consciente da população ficou atônita com o teor revelado e com os assuntos abordados. De tudo foi falado, menos de políticas para o enfrentamento de uma pandemia que coloca o país no cruel mapa da doença, segundo o gráfico mostrado pelo jornal francês Le Monde. Ameaças e palavrões deram o tom agressivo e “cínico” ao encontro, tudo foi completamente escancarado em horário acessível para a sociedade ver, sem truques de edição, salvo cortes que afetariam as relações diplomáticas com outras nações como a China, por exemplo.

Interessante é que, no day afther da divulgação ( ou seja, neste sábado-23) , nenhum ministro do STF se dignou a tomar medidas imediatas e enérgicas aos entes que proferiram as ameaças, que foram graves e ferem a Lei de Segurança Nacional entre outros artigos da Constituição de 1988. Falas atribuídas aos ministros Abraham Weintraub, Ricardo Salles, Damares Alves e Paulo Guedes dão conta do perigo que se abate no Brasil atualmente. Prisão de ministros do Supremo, de governadores e prefeitos, afrouxamento de regras nas questões ambientais e a privatização de uma empresa pública, no caso o Banco do Brasil, mostra um projeto nocivo de país orquestrado por uma quadrilha de gangsters, que tem como líder o senhor Jair Bolsonaro.

Bolsonaro,por sua vez, ameaçou armar e promover a ditadura,fez pouco caso da pandemia e afirmou posições arbitrárias para proteger “amigos e parentes”, algo que já foi ventilado durante os dias que antecederam a divulgação. Este fato culminou no desligamento de Sergio Moro do Ministério da Justiça e de Maurício Valeixo, homem de confiança de Moro, do comando da Polícia Federal (PF). Segundo matéria publicada na Folha de São Paulo, o atual presidente já havia tomado essa decisão antes mesmo de torná-la oficial.

O vídeo não trouxe muitas novidades bombásticas, para quem acompanha os bastidores da política, mas trouxe a tona um projeto criminoso de destruição do país, das instituições e das leis em detrimento do culto ao personalismo, que é indiferente aos olhos de quem está a margem do poder, sendo vítima deste sistema perverso que intensifica a eugenia do início da república no Brasil.

Bolsonaro é o resultado de todo o processo que ocasionou na sua eleição. Por R$ 0,20 estamos perdendo de vista conquistas democráticas, fruto de embates políticos que culminaram em um período de 30 anos, sendo os últimos marcados por uma estabilidade política e econômica significativas. A partir daí, vivenciamos processos político-eleitorais violentos e agressivos, o mais recente elegeu o atual presidente. O brasileiro se indignou a toa, gastou energia com questões pequenas que nos levaram ao caos, a intolerância, ao agravamento da desigualdade e da discriminação. Do auto dos nossos egos afetados, vivemos tempos difíceis.

É compreensível que, após a divulgação do vídeo, uma boa parcela da sociedade que ainda estava apoiando o presidente, possa se indignar. Entretanto, como visto nas últimas aparições, a reunião ministerial reforça a aliança com o núcleo duro de apoiadores, aqueles 25% ( segundo o resultado da última pesquisa divulgado na última semana) que dão sustentação barulhenta a este governo falido e sem noção da realidade. Em meio a isso, é fato que a missão agora, além das medidas de enfrentamento contra o Novo Coronavírus, se constitui em defender a democracia e a vitalidade das instituições, cobrando medidas proporcionais e urgentes a situação causada, sem cautelas. O Brasil corre o risco de ficar isolado em decisões importantes no planeta se continuarmos com este estado de coisas.

O trágico dia em que o país rompeu a barreira da morbidez

O Brasil atingiu a marca de 1179 mortos ao dia, caminhando assim para um cenário desolador: O Caos.

Foto – Divulgação

Por Gustavo Medeiros

Na última terça-feira (19), o Brasil viveu uma overdose combinada de cloroquina e Tubaína em meio a 1179 mortes, uma a cada 73 segundos. A este fato trágico, que marca os dias de quarentena no país, seguiu o desdém do atual presidente da república em posturas jocosas ao fundo de uma estante repleta de livros que ele nunca lerá.

Desde 2013, vivemos a embriaguez de uma mistura excessiva entre ideologia e fanatismo, entre esquerda e direita, coxinhas e mortadelas. Perdemos a noção do que somos e nem sabemos direito o que queremos. Não somos país, não somos nação e a cada dia, a impressão que dá é de morrer por dentro em centenas, milhares, centenas de milhares. São vidas, pessoas que vão embora sem deixar bilhetes de partida ou então um gesto de até logo.

Na morbidez dos dias que se seguem, sobrevivemos a desmandos, autoritarismo e um neoabsolutismo disfarçado de fascismo. Não há mais disfarce para dissimular fatos, pois está tudo posto para quem puder ver.Nas linhas mortas desta humilde obra há as marcas dos últimos anos sofridos, dos buracos que cavamos de um ego ferido criado pela ilusão mais violenta.

A verdade é que, ao longo dos últimos sete anos, o Brasil se sabotou, se enterrou em panos, trapos verde e amarelos. Tudo o que era patriotismo, virou pretexto para uma periódica morbidez. Foram anos empunhando um luto enlameado de preto na ordem e no progresso de um azul varonil.

Foram anos forjando uma honestidade morta…

Para lembrar: Foram quase 1200 mortes e ainda tem mais uma. Um sinônimo de esperança chamado João Pedro, a cereja de um bolo trágico que marcou o dia 19 de maio de 2020 na história do país.

Escritora baiana lança seu primeiro livro na Itália ‘AQUALTUNE: Um sonho chamado liberdade’.

Depois do sucesso no Brasil, o lançamento do livro acontece na Itália no dia 24 de maio, às 15h, por via de Live no Instagram e Facebook.

Por Juliana Barbosa

Fotografia: Luís Sá

No mês do aniversario da “Lei Áurea”, libertando os escravos à própria sorte , Sara Messias lança sua primeira obra no exterior em memória das vítimas de mais de 338 anos de escravidão no Brasil, perpassando pelo holocausto africano, narrando a história de Aqualtune, conhecida como mãe de Ganga Zumba e avó materna de Zumbi dos Palmares. Uma saga afro-brasileira quilombola e índigena capaz de fazer o leitor mergulhar em uma trama forte e emocionante de luta pela liberdade.

Aqualtune: Um sonho chamado liberdade, retrata, através da trajetória da lendária heroína, a história de um povo marcado pela diversidade, riqueza cultural e pela luta, fruto da interseção entre indígenas, negros e europeus.

A autora narra as aventuras de Aqualtune e ressalta a personagem como revolucionária, corajosa e destemida.

“Ela cresceu em uma sociedade mista, foi instruída pelos sacerdotes portugueses e viveu em harmonia com a população europeia. A princesa do Reino do Congo, dona de conhecimentos políticos, organizacionais e de estratégia de guerra, apesar de ser pouco lembrada nos livros e escolas brasileiras, foi muito importante para a história da população negra durante o Período Colonial”, conta a escritora.

Lançamento Internacional

Capa do livro

O lançamento do livro acontece no dia 24 de maio, às 15h,por via de Live no Instagram e Facebook.

Devido a pandemia do coronavírus, ainda não há previsão de data e local para apresentação e uma tarde de autógrafos.

A escritora comentou a sensação de voltar Bahia e lançar o livro em Novembro, um dia após a data que celebra a consciência negra, no Brasil.

“Em pleno século XXI, ainda vivemos em uma sociedade racista, machista e opressora. Voltar a Salvador, que é a cidade mais negra fora da África, com um trabalho como Aqualtune, é levar para o meu povo uma história de luta e resistência, que ainda permanece nos dias atuais”, explica Sara Messias. “Esse trabalho envolve identidade, pesquisa e paixão, com o propósito de contribuir para uma sociedade mais fraterna, igualitária e principalmente respeitosa frente aos direitos humanos”, conclui

Aqualtune – princesa do Reino do Congo que veio para cá como escrava

Conhecida no Brasil como mãe de Ganga Zumba e avó materna de Zumbi dos Palmares, até hoje, a lendária heroína simboliza liderança e luta dentro do sistema escravocrata, tendo deixado esse legado através de seus herdeiros e de seu comando no quilombo. Sara Messias vai além e revela um retrato pouco conhecido de uma África do começo do século XVII, numa obra que mistura realidade e ficção. O livro leva ao leitor detalhes da infância e juventude de Aqualtune, até ser obrigada a se casar com seu primo e ver sua vida mudar radicalmente.

Sara Messias

Fotografia: Luís Sá

Mulher, mãe, negra, brasileira e baiana, Sara nasceu em dezembro 1981 e cresceu no bairro do Garcia, em Salvador. Filha de um metalúrgico e uma doméstica, ela e a irmã gêmea, Simone, foram criadas sob os cuidados do avô Valdete e da saudosa avó, dona Agmar – responsáveis por plantar em Sara a semente da leitura. Ainda na infância, ela foi incentivada por eles, pois liam livros clássicos e assistiam a filmes antigos.

A escritora estudou na pré-escola Batista, cursou o primário na Escola 25 de Agosto e o ginásio na Escola Municipal Hildete Lomanto, no bairro do Garcia. Já o ensino médio foi dividido entre o Centro Educacional Edgar Santos e o Centro Educacional Odorico Tavares. Sara tem formação em Turismo pelo CEFET-BA, atual IFBA – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia.

Foi a curiosidade e a vontade de descobrir mais sobre a formação do Brasil que levaram a autora a uma viagem no tempo, fazendo Sara se apaixonar ainda mais pela história do povo brasileiro. Ao começar a escrever, guiada pelo forte desejo de resgatar essa memória, Sara decidiu por um enredo que compartilhasse a formação do povo brasileiro. E assim nasce a primeira obra de uma saga cheia de coragem, luta e ‘orgulho preto’, como ela mesma diz. Hoje, Sara vive na Itália com seu marido Antônio e sua filha Nicole.

Pílulas de química

Por Hélio Messeder

Imagem: internet

Me “covid” para tomar água tônica.

Estava eu preparando minha gin tônica com limão siciliano ontem pensando em qual pílula química deveria escrever.

Pensei em escrever sobre adoçantes que é uma pílula que estou devendo faz um tempo, mas eis que pula na tela do meu computador ̶u̶m̶a̶ ̶l̶i̶v̶e̶ ̶s̶e̶r̶t̶a̶n̶e̶j̶a̶ um vídeo de uma moça abrindo um freezer, numa atuação digna de um Oscar, e o diálogo acontece mais ou menos assim:

– O que você está fazendo Vitória?

Vitória responde super cheia de certeza

– Água tônica tem quinino. Quinino é a base da cloroquina. E isso aqui você pode comprar tanto no supermercado como eu to fazendo, como na conveniência da esquina. Isso aqui a Globo não te conta

Fiz a cara do picachu chocado, bebi um gole dos meus bons drinks e, assim, diante de tudo isso, tive que parar minha pesquisa em adoçantes e vir aqui falar sobre água tônica e o motivo pelo qual ela NÂO pode curar ou prevenir do coronavírus. Venha comigo pensar um pouco como a matéria se comporta pensando o caso do quinino.

Na água tônica tem mesmo uma substância chamada quinina. A quinina é extraída a partir de uma árvore chamada Cinchona. O nome da árvore se dá em homenagem a condessa de Chinchón que foi curada por indígenas do peru quando a criatura estava acometida por malária. Os padres jesuítas da missão espanhola levaram o pó da casca da árvore para Europa e começaram a vender como “pó dos jesuítas”. Aqui temos nossa primeira lição da pílula de hoje, o processo de produção de conhecimento não é neutro. Como pode o nome da árvore ser em homenagem à condessa espanhola (que foi curada) e o nome do medicamento ser “pó dos jesuítas” se quem descobriu foram os indígenas peruanos? Precisamos rever isso urgente, para que não mais aconteça e precisamos de uma reparação histórica.

Em 1820, os químicos conseguem isolar a quinina da casca. Ela foi usada como medicamento principal para cura da malária até a chegada da primeira guerra mundial. Por conta dos bloqueios econômicos, os alemães tiveram dificuldade de sintetizar o medicamento e desenvolveram o remédio chamado posteriormente de Atabrina, que dava vários efeitos colaterais,. Em 1944, os EUA sintetizaram em laboratório a quinina, mas sua síntese era difícil e cara para ser produzida em larga escala. Resgata-se então a Cloroquina, que já tinha sido sintetizada em 1930, que é mais barata e tem efeitos colaterais menos graves que a quinina além de ser segura, na dose adequada, para o tratamento de mulheres grávidas. Aqui temos o nosso outro destaque: quinina é uma substância, cloroquina é outra. Embora com efeitos curativos semelhantes para A MALÁRIA, a diferença na estrutura delas (ver figura abaixo) faz com que elas tenham comportamentos diferentes, seja no caso dos efeitos colaterais ou mesmo na sua toxicidade. Deste modo, a química nos ensina que não é porque o nome é parecido ou mesmo a formula é parecida que o efeito vai ser igual no organismo. Na química, um átomo em outro lugar faz TODA a diferença

Outra coisa que importa muito muito muito que aprendemos com a química é a concentração das substâncias. A quantidade da substância dentro de uma porção de solvente faz toda a diferença para que ela atue como veneno, remédio ou simplesmente um saborizante. É o caso da quinina! ela, em pequenas quantidades não tem efeito medicamentoso nenhum, tem apenas a função de deixar o líquido refrigerante mais amargo, eis que surge a água tônica. Só para vocês terem ideia a quantidade de quinina na água tônica é cerca de 5 mg a cada litro. O medicamento tem em torno de 1,5 g, assim quantidade de quinina presente na água tônica é insignificante, Assim a concentração também faz diferença e é por isso que você aprende o conceito de solução na escola (ou deveria aprender, rs). Desse modo, água tônica NÂO é MEDICAMENTO para nada, é só um refrigerante amargo que serve para beber puro ou fazer gin tônica,

Vejam só, meus caros leitores, estamos diante de uma tripla fakenews. A primeira é que não há confirmação de que a cloroquina é útil para curar covid-19. A segunda é que a quinina e a cloroquina teriam os mesmos efeitos. E a terceira, é a afirmação de que a água tônica teria concentração suficiente para atuar como medicamento. Esse leve 3 pague 1 é assustador. São tempos muito difíceis

É isso pessoal, qualquer hora eu volto, mas agora vou tomar minha água com limão, enquanto reafirmo que não há milagre para curar o covid-19 e o que podemos fazer agora é ficarmos em casa. Quando tudo isso acabar me “convid” para tomar uma água tônica ou uma água com gás

Compartilhem e divulguem essa pílula, já que esse texto a Globo não te conta (rs)

Referências

BOULOS, Marcos et al. Avaliação clínica do quinino para o tratamento de malária por Plasmodium falciparum. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, v. 30, n. 3, p. 211-213, 1997.

MINIM, Valéria Paula Rodrigues et al. Água tônica: aceitação e análise tempo-intensidade do gosto amargo. Food Science and Technology, v. 29, n. 3, p. 567-570, 2009.

BARREIRO, Eliezer J.; RODRIGUES, C. R. Sobre a química dos remédios, dos fármacos e dos medicamentos. Cadernos Temáticos de Química Nova na Escola, v. 3, p. 4-9, 2001.

OLIVEIRA, Alfredo Ricardo Marques de; SZCZERBOWSKI, Daiane. Quinina: 470 anos de história, controvérsias e desenvolvimento. Química Nova, v. 32, n. 7, p. 1971-1974, 2009.

CUNICO, Wilson et al. Fármacos antimalariais-história e perspectivas. Revista Brasileira de Farmácia, v. 89, n. 1, p. 49-55, 2008.

BOLZANI, Mariana da S.; BOLZANI, Vanderlan da S. Do Peru à Java: A trajetória da quinina ao longo dos séculos. 2016. Disponível em: https://i-flora.iq.ufrj.br/hist_interessantes/quinina.pdf

https://revistaforum.com.br/…/fake-news-do-momento-bol…/amp/

https://www.tvcultura.com.br/…/1336_fake-news-agua-tonica-a…

https://veja.abril.com.br/…/porque-agua-tonica-nao-funcion…/

https://piaui.folha.uol.com.br/…/quinino-agua-tonica-coron…/

https://pfarma.com.br/cor…/5350-agua-tonica-coronavirus.html

https://www.boatos.org/…/agua-tonica-cura-o-coronavirus-por…

Sikera Jr e Jessica Senra. A pandemia como fronteira abissal do bom jornalismo

Os dois personagens representam as duas faces da pratica jornalistica em tempos de Coronavírus

Por Gustavo Medeiros

Em tempos de coronavírus, o jornalismo ganhou um espaço importante nas grades das principais emissoras de tevê. O tempo dos telejornais foi alongado para que o telespectador possa ter informações essenciais da pandemia que afeta o Brasil e o mundo. A cobertura é diversificada e ganhou destaque também no programas policialescos com horas dedicadas ao assunto.

Na cobertura jornalistica, dois nomes se destacam pelo engajamento nas redes sociais e pelas declarações que são dadas nos programas. Sikera Jr e Jessica Senra influenciam, para o mal e para o bem, os telespectadores e são exemplos de que o espaço de opinião se consolidou no jornalismo diário.

O Irresponsável

Sikeira Jr se tornou um péssimo exemplo de como utilizar a opinião para desinformar usando o deboche como recurso. Antes de ser diagnosticado com os sintomas da COVID 19, o apresentador seguiu o exemplo e seu tutor moral, o atual presidente da república, e desdenhou das ações de isolamento social, sugeridas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

De comportamento negligente visando humilhar pessoas em situação de vulnerabilidade, Sikeira provou da própria língua e do próprio fel, lançado do seu programa no Amazonas, um dos estados brasileiros com maior numero de casos, que já se encontra em situação de calamidade social. O Brasil viu este desdem através do pool da emissora local ” A Critica” com a Rede TV!

A Sensata

Uma das grandes revelações da imprensa brasileira em 2019,Jessica Senra representa a outra ponta do jornalismo diário. A apresentadora segue a linha editorial do “Bahia Meio Dia” buscando informar, mas também formar a opinião do telespectador, delimitando uma linha com viés pautado na cidadania. A jornalista costuma opinar nas matérias que são veiculadas, uma forma de aproximar a noticia.

Diferente do “jornalista” que apresenta o “Alerta Nacional”, Jessica prima pela responsabilidade quando o assunto é o Coronavírus. Em postagem feita no dia 06 de abril. ela expõe, de forma sensata, a sua opinião sobre a possível reabertura do comercio na cidade de Vitória da Conquista, a terceira maior do estado e ponto de potencial transmissão naquela ocasião.

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Hoje prefeituras baianas decidiram reabrir o comércio de suas cidades. Uma delas é Vitória da Conquista, a terceira maior cidade da Bahia, tida como ponto de potencial de transmissão da Covid-19 e já com pelo menos 6 casos confirmados. Felizmente, o prefeito voltou atrás da decisão. É preciso levar a vida das pessoas a sério, levar as nossas vidas a sério. É claro que a economia preocupa. Sem recursos, como sobrevivemos? Mas, e sem vidas, como a economia sobrevive? Com uma pandemia em curso, a crise econômica é inevitável. Infelizmente, já estamos vivenciando uma crise que é mundial. Vai ser difícil que algum país, estado ou cidade consiga se manter como uma ilha ou uma bolha imune a essa crise. Mas sairão mais fortes aqueles que souberem lidar de forma responsável com a pandemia, aqueles que souberem como cuidar melhor das pessoas. Vão se recuperar mais rápido aqueles que fizerem o enfrentamento mais eficaz diante da pandemia e, dessa forma, conseguirão conquistar a confiança em sua liderança e em sua capacidade de enxergar o cenário e tomar as medidas necessárias para fazer frente a ele. Diante das graves consequências de quem se recusou a levar o Coronavírus a sério, vamos escolher tomar o mesmo caminho? O isolamento tem se mostrado o remédio mais eficaz contra o Coronavírus. Agora precisamos pensar em como manter o isolamento sem que a gente morra de fome. Esse desafio se coloca diante de todos nós. Tenhamos coragem de enfrentá-lo, criatividade e competência para encontrar alternativas para vencê-lo. #Coronavirus #Covid19 #FiqueEmCasa

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A Práxis Jornalistica

Em tempos de pandemia, desinformação e fake news, os principais veículos de informação estão preocupados com a checagem de informações. Na contramão disso tudo, e dentro destes meios (sobretudo o jornalismo de tevê ou telejornalismo), as produções dos folhetins policiais primam por uma diretriz unilateral, com poucas linhas que primam pela ética como instrumento que pode dar auxilio a checagem de informações.

Nessa misto de opinião com jornalismo, o principal não é a noticia, mas sim o mediador delas, o apresentador. Sikera traz consigo os holofotes de seu alter ego e o que se vê não é jornalismo, mas sim um jornalista competindo com a própria noticia. O que se vê, em meio a tragedias humanas, com a questão da pandemia, nesse tipo de formato é que o desdem e a espetacularização da dor andam de mãos dadas. No caso do apresentador da tv “A Crítica” isso é nítido e, de certa forma, nocivo.

Seguindo a linha editorial do Bahia Meio Dia e dando um novo padrão ao telejornal,Jessica,além de adotar um viés informativo, vai além. Ela propõe um pensamento critico em conjunto com o telespectador, traz teóricos, em seus comentários e sempre se respalda no marco ético, sempre trazendo temas de relevância para “pensar com o grande público” na hora do almoço.

Deste modo, a praxis defendida pelos dois comunicadores são dois lados, duas vertentes que se confrontam na grande mídia para públicos quase parecidos. Durante este período, e para além dele, pensar o jornalismo e como ele, enquanto considerado “Quarto Poder” é crucial. Nada está além da responsabilidade social, da verdadeira função do jornalista que é a de informar e prestar serviço por meio dos fatos.

Nesse mundo tão vasto, que é o jornalismo, o diferencial é a praxis pautada na ética e no respeito as fontes. No mesmo locus, Jessica e Sikera andam em realidades diferentes e se diferenciam pelo o que é bom ou mal exemplo.

“E daí???” O desdem do presidente e a politização da calamidade

A cada fala proferida, o atual governante nos leva para uma crise sem fim

Foto – Agência O Globo

Por Gustavo Medeiros

Perguntado sobre os dados atualizados da pandemia de Coronavírus no país na última terça-feira (28), o atual presidente da republica, de forma desdenhosa, deu uma resposta direta e displicente que gerou memes e reações negativas na internet. O ” E daí”, proferido em tom de desdem e aplaudido pela claque bolsonarista soou mal diante da situação calamitosa, com números que decretam o inicio do pico de contagio.

O desdem do “E daí”, proferido de forma natural e sem a devida empatia, denota a despreocupação do atual governante, que, de forma contumaz e irresponsável, joga no colo de prefeitos e governadores a gravidade da crise. Enquanto o presidente faz guerra com os poderes e cria intrigas para poder governar de forma autocrática, os brasileiros vão contando as vitimas e os corpos.

Essa irresponsabilidade jogou o país em um problema duplo, que só faz aumentar a medida que os dias passam e os planetas se movimentam no céu. A cada dia o Brasil se afunda mais na crise e vê corpos sendo empilhados e depois enterrados em cova comum, sem o minimo de dignidade, como está acontecendo em Manaus. A capital do Amazonas já vive dias difíceis e já projeta a possibilidade de enterrar os mortos pela COVID 19 em sacos plásticos.

Para piorar, com o pico da pandemia chegando, boa parte dos estados não darão conta das internações, a depender da complexidade dos casos. Diante deste cenário, será possível imaginar o aumento do numero de mortes e a expansão do gráfico no mês de maio. A irresponsabilidade de Bolsonaro faz agravar a situação do país, que lidera, de forma vergonhosa, no numero de casos na America do Sul, virando motivo de piada e pena no exterior.

Pode ser muito pior. O desdem do presidente, que advêm de uma atitude negacionista, influencia uma parte da população, fazendo com que a quarentena seja quebrada, o que já é sentido no Índice de adesão das capitais durante este mês. Os dados foram registrados por um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) e divulgado pelo site Aos Fatos.

Diante de tais fatos que se sucedem ao passar dos dias, só no resta pedir pela providencia divina para achar logo uma catapulta no fundo do poço que o atual presidente nos levou. Sobre os atos irresponsáveis, que se somam dia após dia, repetiria as falas do presidente para justificar a responsabilidade dos 89 milhões de brasileiros nas eleições de 2018. “Sinto muito, quer que eu faça o que?!”

Vitória da representação!!! Thelma Assis vence edição histórica do BBB

Medica paulistana é a primeira negra a conquistar o programa em 20 edições

Foto – Reprodução/GShow

Por Gustavo Medeiros

A maior edição de todos os tempos do Big Brother Brasil premiou, na última terça-feira (27), a participante Thelma Assis. A medica paulistana de 34 anos ganhou a quantia de R$ 1,5 milhão de reais após estar confinada por quase 100 dias. A participante, que superou em numero de votos, a influencer Rafaela Kalimann e a cantora Manu Gavassi, se tornou a primeira mulher negra a levar o premio do reality, que completou, este ano, vinte edições com recordes de dias e votações em dias de Pandemia do Coronavírus.

Thelma disputou a preferencia do público com as amigas Manu Gavassi e Rafa Kalimann. Foto – Reprodução

O feito inédito na história do programa representa, simbologicamente, a sociedade brasileira em sua constituição atual. O simples fato de uma medica preta ter ganho a 20ª edição do programa demonstra a simbologia da mobilidade social registrada nos últimos tempos no país, algo creditado aos governos anteriores na fase que conhecemos como “Nova República”, com algumas pequenas ressalvas de tempo.

Além do mais, a conquista de Thelma foi a síntese das pautas que foram levantadas durante os quase quatro meses do programa, desde a luta entre os gêneros (onde se levantou temas como machismo e misoginia) até as lutas raciais que marcam a história do nosso país a partir dos primórdios de formação da sociedade. Esses temas, que sempre foram debatidos no espaço público das ruas e das redes, ganhou espaço nesta edição.

A campeã do reality comprou briga com os denominados “Chernoboys” e também esteve ao lado do companheiro de causa, o ator Babu Santana,quando sentiu que foi preterida por seu grupo de origem, liderado pela medica Marcela Mc Gowan, Este fato foi crucial para que Thelminha pudesse alçar vôos mais altos no programa, ao lado de Babu, Manu e Rafa, o que levou até a parte final do programa.

Além de figurar entre os vinte campeões das edições anteriores, Thelma repete feitos conseguidos por personalidades como Jean Wyllis,Kleber Bam Bam, Mara e Gleici. Estes saíram de uma condição simples para conquistar o prêmio da “casa mais vigiada do país”.

Superação

Até conquistar o prêmio do BBB, a vida de Thelma foi marcada por superação de obstáculos. Nascida e criada na periferia de São Paulo, ela foi rejeitada pela mãe biológica e adotada com apenas três dias de vida. Desde criança, a participante sonhava em ser médica e para isso estudou bastante, deu aulas particulares de ballet e distribuiu panfletos nas ruas paulistanas. Foi aprovada no vestibular após a terceira tentativa com direito a bolsa e o auxilio. Na universidade ela enfrentou diversas dificuldades como a falta de acesso aos livros e instrumentos de aula. Entretanto, o preconceito racial foi um dos seus maiores adversários durante a sua formação.

Redenção

A vitória de Thelma também representou uma especie de redenção para o BBB, que amargou baixos índices de audiência na edição de 2019, vencida pela advogada mineira Paula Von Sperling. Na época, a trajetória da participante foi muito contestada pela audiência e pelos críticos de tevê, devido as suas atitudes polêmicas dentro da casa.

Ao misturar anônimos e famosos (alguns nem tanto), o Big Brother Brasil retomou a audiência e se consolidou como uma das principais atrações em um período marcado pelo aumento dos casos da COVID 19 no país, algo que forçou as emissoras a interromper as suas produções e fazer programas sem plateia para evitar aglomerações. O BBB sobreviveu a pandemia e alavancou a audiência do Jornal Nacional e da reprise de Fina Estampa.

A edição histórica registrou recordes de votação e audiência, além de ser a edição com a maior duração. Foram quase quatro meses de confinamento que culminou na conquista da medica paulistana, de origem humilde e que nos ensinou a não desistir dos nossos sonhos.

Café com pimenta

Por Juliana Barbosa

De repente 30! Felizmente 30! 

Rapidamente 31!

Intensamente 32!

Ano retrasado, como rito de passagem de decenário, fiz esse texto. No aniversário de 2019 reescrevi, em negrito, o que acreditava que havia mudado em um ano.

Este ano farei diferente. Vou reescrever toda a história, pressupondo que quem a escreveu anteriormente já não existe mais. Usarei aquele clichê: “Se você me conhece baseado no que eu era um ano atrás, você não me conhece mais. Minha evolução é constante, permita-me apresentar novamente.”

Tive como lema juvenil aquela história: “Diz-se que todo ser humano, antes de morrer deve “plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro.”Plantei mudas de árvores, escrevi dois livros ainda adolescente, entretanto, adiei a parte de “ter um filho”. Ao menos no sentido literal, já que “dei a luz a um diploma universitário, “pari” vários textos que inspiraram tantas outras mulheres e a minha cria” chegou a maturidade com bom emprego na minha área de formação. Isso não significa que eu não queira ser mãe – a propósito esse é um dos meus maiores sonhos. Nesse período de amadurecimento, amigos morreram, superei alguns traumas e outros “estamos em obras’ – Ainda mais agora nessa fase balzaquiana que refere-se a Honoré de Balzac, autor do romance do século XIX “Mulher de trinta anos”, ele descreve as angústias femininas, infidelidade, amor e amadurecimento. Mantive esse trecho do texto de 2018, o papel do jornalista é informar.

Voltando ao século XXI, a tal fase da crise dos 30, agora 32.

Aquela guria que idealiza uma vida estável, bem resolvida, confortável, casa própria, carro, vários diplomas e, quem sabe, uma família? Bobinha! A vida não é um comercial de margarina, e você não nasceu num berço de ouro: meu berço era de madeira – sugestivo para quem teria que encarar a vida com resistência e força. 𝑪𝒂𝒍𝒎𝒂! 𝑨𝒒𝒖𝒆𝒍𝒂 𝒈𝒂𝒓𝒐𝒕𝒂 𝒒𝒖𝒆 𝒊𝒓𝒊𝒂 𝒎𝒖𝒅𝒂𝒓 𝒐 𝒎𝒖𝒏𝒅𝒐 𝒂𝒊𝒏𝒅𝒂 𝒆𝒙𝒊𝒔𝒕𝒆. 𝑬 𝒎𝒖𝒅𝒂 𝒐 𝒎𝒖𝒏𝒅𝒐 𝒂 𝒔𝒖𝒂 𝒎𝒂𝒏𝒆𝒊𝒓𝒂, 𝒄𝒐𝒎𝒆ç𝒂𝒏𝒅𝒐 𝒂 𝒓𝒆𝒇𝒐𝒓𝒎𝒂 𝒑𝒐𝒓 𝒅𝒆𝒏𝒕𝒓𝒐, 𝒏𝒂 𝒎𝒆𝒏𝒕𝒆.

Com a ingenuidade do comercial de margarina, tive pressa de viver: Li incontáveis livros, entrei na faculdade aos dezessete anos, tentei direito, não era o que eu queria, fui para publicidade, também não era bem aquilo, então fiz jornalismo e resolvi pousar por ali, na ânsia de ter estabilidade aos trinta. Neste meio tempo, me aventurei no curso de psicologia, paixão que pretendo retomar, e continuei estudando, estudando e trabalhando – como sempre fiz desde quando tinha dezoito anos. Vivi plenamente a universidade, fiz amigos, tomei porres, encarei ressacas, admirei mestres, até chegar à fase do estágio. Eu já tinha vinte e quatro, morava sozinha mas, dependia dos meus pais, o salário mal dava para chamar de salário, acho que o termo correto era incentivo estudantil. Na minha corrida, eu estava longe. Tive paixões, , amadureci mais um tiquinho, porém, o imediatismo continuava gritando: -“cadê a vida de comercial de margarina? ” Formei, fiquei desempregada, voltei para a minha primeira emissora (um bom filho à casa torna), e me acomodei achando que -“ agora vai”! Passaram-se anos, mudei para um apartamento melhor, comprei um carro – com certeza não foi só com o salário de jornalista:

então estudantes, repensem. Jornalismo é uma cachaça, mas, dá uma ressaca danada! Quem faz jornalismo faz, literalmente, por amor pois, financeiramente, o retorno não é aquele que a sua avó iria se gabar para as amigas. Mas, quer fazer? Faça! Nada pior que um profissional insatisfeito. E quem não toma uns porres de vez em quando? Uma das coisas que mais amo no mundo é viajar. Um dos meus lugares favoritos é a chapada Diamantina, especialmente o vale do capão. Amo também trancoso, arraial d’ajuda… O recôncavo da Bahia… Descendo, eu curti Sampa! Mas, o nordeste…. ah!!! Maceió/AL, Caruaru e Gravatá/PE!!! Desculpem-me os devaneios. Continuando… Em 2017 realizei o sonho de conhecer outro país, a Argentina. Logo depois tomei uma topada daquelas! Aos 29 anos, Cazuza (meu gato), morreu, deram Bob Marley (meu cachorro), sem eu me despedi, me separei de um forma traumática, sofri dois acidentes de carro, internação de um mês no hospital, um sequestro básico… até meu telefone quebrou. Voltei para a casa da minha mãe de mala e cuia. Sem nada daquilo que eu pensava ser, o que definia o que eu sou. Parece azar? Mas, não foi, não é. Tive incontáveis livramentos pois, há um propósito nesta bendita existência. Quando o meu sol interior raiou, decidi me desfazer de tudo que já não fazia mais parte de mim: a começar pelo meu emprego. Queria alçar vôos maiores E, a partir daí, pude ver que muitos daqueles que eram meus “amigos”, eram amigos da repórter. O status, e a falsa impressão de “celebridade” que a profissão dá. Não somos o que temos, somos o que somos. Mas, neste mundo adoecido, as pessoas confundem as coisas. Então, joguei tudo pra cima e passei numa seletiva de mestrado em Portugal!! Só não sabia como faria este sonho virar realidade. Prestes a trintar, conheci e me converti ao Budismo. Experiência maravilhosa! Me afastei da filosofia de humanística de Nichiren Daishonin mas, continuo espiritualista. Suponho que haja uma segregação soberba, talvez inconsciente, talvez não intencional, que todas as religiões possuem. Como se a religião fosse um aquário, e a fé, a espiritualidade fossem todo o oceano. É complexo, talvez, inexplicável. E é com este amadurecimento que aceitei com felicidade os meus 30 e poucos anos e alguns cabelos brancos. Quero ser melhor para mim, melhor para os meus, melhor para o mundo. Afinal, não existe uma vida de comercial de margarina. A vida é muito maior que um comercial, a vida é real!

Em 2018, pouco antes de embarcar para PT fiz um ensaio fotográfico muito empoderada. Isso resgatou minha auto estima mas, me ensinou sobre a maldade das pessoas. A distorção social, e os preconceitos que ainda existem. Pra viajar, fiz uma campanha virtual (quem diria? Hoje, eu não faria). Tive uma rede de apoio maravilhosa e cheguei lá! A garota que sonha em conhecer o mundo conheceu mais um país! Mas, vivi experiências que poderiam ser evitadas se eu fosse mais prudente, menos imediatista, mais madura e, principalmente, me planejasse mais. Outra coisa que aprendi muito foi que confiança é sagrada, e não devemos simplesmente entregá-la a qualquer um. A traição é uma violação sentimental e moral. Entretanto, lá em terras lusitanas, reencontrei pessoas que me deram uma família. Descobri que amigo pode virar irmão, independentemente do país em que ele esteja. Aquele que te socorre, que te abraça pelo olhar, usando a tela do celular. Trabalhei como jornalista e repórter em Portugal! Pense! Mas, sentia saudades das pessoas que considero família, que nem sempre tem nosso sangue – isso, até um pernilongo tem! E senti o quanto eu sou abençoada em ter mãe. Não qualquer mãe, a MINHA MÃE. A saudade maior era a dela. E todas as vezes que ela ia ao hospital, eu me sentia impotente. Um oceano nos separava. E ela precisava de mim – e eu dela. Voltei às pressas ao Brasil com o sonho do mestrado não realizado, minha mãe precisando de mim e eu, mais uma vez, desempregada. Pensei que iria voltar ao sofá e deprimir novamente. Bolso vazio, sem celular – de novo e sem dinheiro. Mas, é real, procurem ajuda quando a barra estiver pesada. Procurei. O cérebro é um órgão como qualquer outro e a dor que aperta o peito, vem de lá. O médico que cuida da nossa saúde mental é o psiquiatra. E quem vai nos orientar para uma vida mais saudável é o psicólogo. O que tem de errado nisso? Nada! Cheguei com Doze quilos a mais, com a saúde debilitada. Minha mãe, que sempre foi e é minha melhor amiga, – somos uma dupla de quatro, eu e ela, ela e eu, me deu de presente de aniversário um celular para que eu pudesse trabalhar. Cuidei da saúde , voltei ao peso mais saudável, continuo trabalhando a forma como eu me enxergo, e talvez este exercício leve uma vida inteirinha. Voltei a trabalhar como apresentadora e repórter freelancer. De 2012 a 2019 não houve um só ano que não tenha exercido a profissão Participei da segunda edição da revista papo de salão e visagismo.Trabalhei também como editora de textos numa agência de endomarketing. . Fotografei casamento, ensaios de casal, ensaios infantis… a vida continua! A gente se reinventa! Focando, voltarei a Europa, e quem sabe a Portugal, spoiler! E o Sofá? Não faz parte da rotina. Criei um projeto. Mas, o projeto, ou melhor, o Muito Mais Que Isso já se tornou uma realidade. E era apenas uma ideia que eu tinha, de ter espaço para escrever sem limites de caracteres.

Pause

Imagem: internet

No mês de março o nosso projeto completou um ano e a nossa equipe deu uma parada. Não sabemos se vamos voltar. Estamos vivendo um momento atípico é inédito para nós: A pandemia do coronavírus. Como jornalista, profissão essencial, temos obrigação de mantermos os nossos leitores informados. Entretanto, nossa equipe não é formada apenas por jornalistas. E viralizou entre nós uma falta de ânimo para escrever. Cada um com suas particularidades. É uma pandemia, não uma competição de produtividade! Os tempos políticos já foram melhores mas, não tivemos tempo de Temer antes, quiçá agora. Resistiremos, cada um do seu canto! O amor prevalecerá. A vida é Muito Mais que isso! Não é curta, ela só passa muito rápido! E me deu de presente um homem maravilhoso que me ensinou uma nova forma de me relacionar, um amor como nunca havia experimentado, que me faz sorrir só de pensar nele… Todos estamos assustados com esse novo momento mas, vai passar. O inimigo invisível mudou todos os planos…. Comecei o dia do aniversário chorando. Lavando a alma! Assim como a chuva que cai todo ano quando completo mais um outono. Mas, como diz a música: “a chuva só vem quando tem que molhar”.

Como um dia de domingo

O mundo jogando todas as fichas contra a pandemia

 Foto: GREG BAKER / AFP

Por Gustavo Medeiros

Europa e China. Dia de semana, ruas desertas de um mês de fevereiro, estendendo este clima para março e suas águas marinhas revoltas. É primavera e as cerejeiras dão frutos no Japão atônito por suas vítimas, muitos deles idosos. Para além da pandemia, do número de infectados e da taxa de mortes registradas, o Covid 19 nos chama atenção para pequenos detalhes que parecem ser inúteis em um mundo onde tudo está em movimento.


Como um dia de domingo, chineses e europeus ficam em suas casas, sejam enclausurados ou em home-office. O corona nos convida a perceber o nosso lar e o que está dentro dele, as roupas que não usamos, a comida que não degustamos. Olhar para os cantos e ver a poeira do tempo que se acumula e entender o porquê a fresta da janela está suja.


Italianos buscam refúgio na arte, naquilo que salva em tempos difíceis e descobrem que a felicidade está nas coisas pequenas e que devemos compartilhar essa energia, que atenua as dores do mundo, mesmo que seja pelas claraboias, sacadas e janelas. É tempo de olhar para o outro, nem que seja a um metro de distância.

Nunca falamos tanto pelo tal “zap zap”, nunca multiplicamos e viralizamos (literalmente) informações. Como um dia de domingo, olhamos para a rua deserta, onde só se ouve o barulho do vento, que uiva solitário.

Do alto de nossos apartamentos e coberturas, vemos a cidade vazia, nua e sem movimento. Nos percebemos no silêncio e fazemos dele a nossa reflexão. Fomos forçados a parar para pensar, refletir por ( e de) dentro. Este é o momento de ouvir mais,pensar mais e acreditar, vai passar.

Sobe para 13 numero de casos de Coronavírus no estado

Mais três pacientes foram identificados nas cidades de Porto Seguro e Prado

Imagem-COFEN

Por Gustavo Medeiros

Mais dois novos casos de Coronavírus foram confirmados durante esta terça-feira (17). As ocorrências vem do extremo-sul do estado e foram registradas nas cidades de Porto Seguro (2) e Prado (1). As informações foram divulgadas pela SESAB.

Com isso, o numero de casos saltou para 13, somando aos já registrados em Salvador (4), Feira de Santana (5) e Porto Seguro (1). Desde janeiro até ontem, a Bahia já notificou 587 casos suspeitos, sendo 10 confirmados. Outros 249 descartados e 328 aguardando analise.

Estado estuda utilizar estrutura do Hospital Espanhol para abrigar pacientes com Coronavírus

Prédio está abandonado há seis anos e é alvo de desapropriação

Foto- Metropress

Por Gustavo Medeiros

Por meio da Secretária de Saúde (SESAB), o governo do estado analisa a possibilidade de utilizar a estrutura do Hospital Espanhol para acomodar e tratar os pacientes infectados pelo Coronavírus.

O caso será avaliado em conjunto com a Justiça Federal, uma vez que o espaço está fechado há seis anos, quando a instituição hospitalar, até então administrada pela Real Sociedade Espanhola Beneficente, decretou falência. Desde então o governo entrou com um pedido de desapropriação do local.

Em entrevista para o site Metro 1, o medico infectologista Roberto Badaró disse que a destinação do equipamento é algo importante para a diminuição de casos de Covid 19 no estado. Para ele, isso deveria ocorrer em caráter de urgência. “Dá para fazer, é necessário acelerar a preparação para estes doentes que deve ocorrer”, comenta.

Fonte – Metro 1

Cuba desenvolve antiviral contra o Coronavírus

Medicamento foi adotado pela China e já curou cerca de 1500 pacientes

Foto- Sputnik

Por Gustavo Medeiros

Em sua pagina no Twitter, no dia 07 de fevereiro, o presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel, comemorou a eficacia do medicamento Interferon Alfa 2B (IFNrec), que até agora já curou mais de 1500 pacientes da Covid-19 na China.

O antiviral, que foi desenvolvido pelo grupo BioCubaFarma, é produzida pela fabrica chinesa Chang-Heber desde o final de janeiro, quando o país viveu o ápice da epidemia.

O Interferon Alfa 2B é um dos 30 medicamentos escolhidos pela Comissão Nacional de Saúde da China para combater a epidemia, que causou muitas vitimas em países como Itália e Irã e está se alastrando para os outros continentes.

Além do coronavírus, o antiviral também é aplicado contra outras infecções como HIV,condiloma, papilomatose respiratória e hepatites do tipo B e C, além de outras terapias direcionadas para combater os vários tipos de câncer.

Depois de desenvolver o IFNRec, o laboratório cubano agora está trabalhando no projeto em que consiste criar um outro antiviral que vai receber o nome de Cigb 20,além de voltar os seus esforços para a criação de uma vacina. A intenção é submeter o projeto à China o mais rápido possível

Sem Efeito Imediato

Apesar dos esforços e do exito na aplicação do medicamento, o consultor científico da BioCubaFarma, Luis Herrera Martinez, alega que o Interferon Alfa 2B ainda não oferece uma cura completa. “Seu uso impede que pacientes com a possibilidade de agravar e complicar cheguem a esse estágio e tenham a morte como resultado”, afirma.

Até o momento, Cuba ainda não registrou nenhum caso oficial do Coronavírus. A OMS, na última quarta-feira (13), emitiu uma nota declarando pandemia da doença após a confirmação dos últimos casos no continente europeu.

Fonte- Jornal do Brasil, Olhar Digital e Revista Fórum

OMS decreta pandemia do novo coronavírus

Número de casos no Brasil passa de 70. Organização Mundial da Saúde pede que países redobrem comprometimento com o combate à doença.

Por Juliana Barbosa

Um dia após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar pandemia – disseminação em nível mundial, do novo coronavírus (Covid-19), o mercado reagiu negativamente nesta quinta-feira(12). No Brasil, a Bolsa de Valores brasileira iniciou o dia já em forte queda e acionou pela segunda vez no dia circuit breaker, quando as operações são interrompidas por 30 minutos —foram quatro ocorrências em quatro dias. Já o dólar comercial começou em alta de 6%, ultrapassando a marca de 5 reais. O clima de apreensão foi agravado com a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a suspender por 30 dias os voos entre seu país e a Europa. Enquanto o vírus avança e causa pânico no mundo. O governo da China declarou hoje que o pico do surto do novo coronavírus acabou no país. Os novos casos de Covid-19 continuam em declínio, afirmou o porta-voz da Comissão Nacional de Saúde, Mi Feng, em entrevista coletiva em Pequim.

Nesta quinta, foram registrados apenas 15 novos casos no país. A província de Hubei, onde fica a cidade de Wuhan, considerada o epicentro da epidemia, registrou apenas oito novas infecções. É a primeira vez que Hubei registra uma contagem diária de menos de 10 novos casos.

No Brasil, o Ministério da Saúde publicou uma portaria que define como serão feitos o isolamento e a quarentena para enfrentar a pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2), causador da doença Covid-19.O texto prevê que agentes de vigilância podem recomendar o isolamento para pessoas que tiveram contato próximo com alguém infectado enquanto o caso delas estiver sendo investigado. O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou no Twitter que medidas de isolamento e quarentena podem ser impostas compulsoriamente.

 “Mas isso não é necessário com autorresponsabilidade. A saúde pública é a lei suprema”, afirmou.

O Governo brasileiro trabalha oficialmente com 52 casos da doença, número que cresce com anúncio de 21 novos casos em São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul e Pernambuco ―esses números só devem ser acrescidos ao balanço nacional, que é atualizado diariamente, nesta quinta-feira.

A China registrou 80.980 casos confirmados de Covid-19 desde o início do surto, com 3.173 mortes confirmadas por complicações causadas pelo novo coronavírus. Além da China, 37.371 casos foram registrados e há ao menos 1.130 mortes. O Irã tem mais de mais de 10 mil casos da doença e 429 mortes. A Itália tem mais de 10 mil infectados e registrou 631 mortes. Nos EUA, há 1 mil casos e 31 mortes.

Por que idosos estão entre os grupos mais vulneráveis ao coronavírus? Saiba quais são os riscos

Segundo o médico infectologista Caio Rosenthal, uma série de fatores colabora para que esse grupo seja mais afetado que a população em geral. Veja, abaixo, alguns deles:

  • O sistema imunológico dos idosos costuma ser deficiente por causa da idade
  • Mesmo as vacinas tomadas na juventude já não são tão eficazes, portanto, há menos anticorpos no organismo
  • Os pulmões e mucosas tornam-se mais frágeis e vulneráveis a doenças virais
  • O idoso costuma engasgar-se e aspirar mais, inclusive levando mais a mão à boca, aumentando o risco de contágio
  • Ele também vai a hospitais com mais frequência, ficando mais exposto a micro-organismos

Veja os cuidados específicos que os mais velhos devem tomar:

  • Estar com as vacinas em dia
  • Controlar possíveis casos de diabetes e de outras enfermidades (como doenças cardíacas, por exemplo)
  • Manter-se fisicamente ativo
  • Reduzir, apenas quando possível, as idas a hospitais, para evitar contágio

As outras recomendações, diz o médico, são as mesmas destinadas a outras faixas da população: lavar bem as mãos, afastar-se de pessoas com suspeita de infecção e tentar não levar uma vida sedentária – além de não fumar.

Fontes: El país, G1

Manchas de Óleo voltam a praia de Itacimirim

Voluntários coletam quase oito toneladas no Litoral Norte baiano

Foto – Metro 1

Por Gustavo Medeiros

Durante a última terça-feira (10), o site Metro 1 denunciou, em matéria, que foram encontrados mais de cinco toneladas de manchas de óleo na praia de Itacimirim, no Litoral Norte baiano. A denuncia foi feita pelo jornalista Leandro Barbosa em sua página nas redes sociais.

Em um vídeo, Leandro mostra sacos cheios de petróleo cru, encontrados a beira mar. O conteúdo, que foi coletado por voluntários, estavam em big bags a espera de remoção pelos órgãos responsáveis.

Até o final do dia, cerca de oito toneladas foram retiradas pelo grupo Guardiões do Litoral. Em outubro de 2019, as praias do Litoral Brasileiro foram atingidas por uma grande mancha de petróleo, que afetou a vida de várias comunidades.

Fonte – Metro 1

Vai Subir!!!Passageiro pagará mais caro pelo transporte público a partir de quinta

Tarifa vai de R$ 4 para R$ 4,20

Foto- Correio

Por Gustavo Medeiros

A partir de quinta feira (12) , o soteropolitano vai pagar a diferença de 0,20 a mais na tarifa de ônibus. Desde abril de 2019, o valor da passagem foi para R$ 4 e agora vai passar para R$ 4,20.

O aumento na tarifa do transporte público, confirmado pelo prefeito ACM Neto (DEM), foi determinado após assegurar a continuidade da renovação da frota, com a chegada de mais 300 novos ônibus com ar-condicionado este ano. Em comunicado, a prefeitura declarou que evitou um reajuste acima da inflação.

No ano passado foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que tem como garantia a renovação da frota com a chegada de mil novos ônibus até 2022, o que vale a uma média de 250 por ano.

Fonte – Metro 1

Receita já recebeu 2,46 mil de declarações do IR

Este lote vai contemplar as restituições residuais referentes aos exercícios de 2008 a 2019

Imagem – Portal Contabeis

Por Juliana Barbosa

Estão abertas as consultas ao primeiro lote residual do Imposto de Renda de Pessoa Física, incluindo as restituições dos exercícios de 2008 a 2019. As consultas podem ser feitas por meio da página da Receita na internet ou pelo telefone 146. O órgão disponibiliza, ainda, um aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar as informações sobre a restituição do IR e a situação cadastral no CPF.

Os lotes residuais são os de contribuintes que caíram na malha fina do IR, mas depois regularizaram as pendências.

Ao todo, 72.546 contribuintes receberão R$ 240 milhões em 16 de março, de acordo com a Receita. Destes, R$ 151,98 milhões são referentes ao IR 2019, pagos a 43.904 contribuintes.

Do valor total de restituições, R$ 104,18 milhões referem-se a contribuintes com prioridade no recebimento (pessoas com mais de 80 anos; contribuintes entre 60 e 79 anos; pessoas com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave e aqueles cuja maior fonte de renda seja o magistério).

Fonte: EBC,G1

Por mais abraços (reais) em Suzy

Como a internet, por comoção ou ódio, desumaniza as pessoas

Foto – G1 (reprodução)

Por Gustavo Medeiros

Há quase duas semanas, o Fantástico exibiu um minidocumentario que contou com a participação de Drauzio Varella sobre a situação das pessoas trans nos presídios . Com uma experiência em trabalhos voluntários no sistema carcerário, o que lhe rendeu um livro, o médico clínico conversou com transexuais detentas,pessoas que, independente de sua condição, sofrem com a discriminação da sociedade.

Entre todas as histórias contadas durante a atração, está a de Suzy, presa há oito anos. Durante este período, a detenta não recebeu a visita de parentes, o que denota a invisibilidade da pessoa trans e a solidão entre as grades dos centros de detenção.

Entretanto, o que chamou a atenção no quadro foi um gesto simples, que parece perder a sua conotação em tempos pós modernos. Drauzio,ao final da conversa, abraçou a detenta, algo que fugiria do convencional se fosse feito por um jornalista. O ato em si causou diversas opiniões e movimentou as redes sociais,polarizando votos de ódio e comoções exacerbadas.

O abraço de Drauzio, destacado do contexto da atração, deu um ar de humanidade, esquecido na visceral idade das contendas que dividiu o país em dois lados. Entre a comoção a esquerda, o ódio irônico a direita e a indiferença, o Brasil paralelo das redes sociais perdeu o bom senso nas suas opiniões. Alias,neste submundo de mágoas verborrágicas que a internet se tornou, perdemos a sensibilidade compreensiva de olhar para o outro em sua integralidade, nos seus erros e nas suas dores.

Para por mais lenha na fogueira da polêmica vazia, uma fake news sobre a causa da prisão correu na internet, uma vez que nada foi dito. Dados oficiais mostram que a pratica do furto é responsável por grande parte das detenções de transgêneros.

Para motivos de esclarecimento, o foco maior da matéria é a invisibilidade da pessoa trans e a adequação do sistema carcerário a este público, algo que foi mostrado em alguns programas de tevê. Vale lembrar que, o transgênero,além da indiferença, é mal visto pelos outros presos em boa parte das detenções muito mais pela sua condição.

Pelas lentes da internet, Suzy se tornou uma referencia, quer seja uma vitima do sistema ou um monstro desenhado pelos incautos. Desumanizamos, com um só clique, pessoas com a maior facilidade. Criamos personagens e não refletimos sobre pessoas. Com as relações em rede, romantizamos e construímos narrativas fora da nossa realidade,longe do que vivemos ou sentimos.

Que possamos sim dar mais abraços reais e verdadeiros em Suzy e em outras tantas mulheres trans que passam despercebidas em nossas vidas, sejam nas celas das cadeias ou nas noites frias das vias públicas.

Aumentam casos de feminicídio em 2019 na Bahia

Numero é superior ao de casos de homicídio no estado

Foto-  IStock

Por Gustavo Medeiros

Levantamento feito pelo G1, site de noticias da globo.com, mostra que o numero de casos caracterizados como feminicídio aumentou 27% em 2019. No Brasil, a alta foi de 7,3%.

Durante o ano passado, o estado registrou 101 ocorrências. Em 2018 foram registrados 76 casos do mesmo tipo.

O acréscimo no numero de feminicídio vai na contramão da redução de casos de assassinato.

Fonte – Metro 1 e G1

Dom Felino

Por Érica Medeiros

Arquivo Pessoal

Bom…não é de hoje a luta que as mulheres precisam travar todos os dias em defesa do direito (que deveria ser) simples e natural, de ser respeitada. Hoje, é o assunto mais em voga no meio televisivo porque o BBB20 resolveu “lançar” um destaque sobre o tema, já que foi percebido que o assunto dá o que render. Mas estamos aqui para falar de gatos, nenon?? E se eu disser que o machismo, a misoginia e a extrema falta de respeito às fêmeas (partindo dos seres humanos) também circunda o meio animal? Explico: Recentemente mudei de cidade, e para além do meu trabalho com os felinos, iniciei um projeto de efetivação da castração de animais em situação de vulnerabilidade e abandono. Cães, gatos, machos ou fêmeas. Em pouquíssimo tempo de atuação, pude perceber uma triste realidade: a imensa maioria de animais na rua, na cidade onde atualmente vivo, são fêmeas. É coincidência? É mania de perseguição? NÃO! As ninhadas nascidas sejam de gatinhas ou cadelinhas, tem escolha certa: Os machos são adotados e as fêmeas crescem errantes, perpetuando um ciclo de reprodução desenfreada. E pasmem: Mesmo que eu prometa a castração da gatinha no período correto, elas NUNCA são escolhidas para adoção. Sempre ficam por último ou realmente nem consigo a adoção. A justificativa? “Quero fêmea não, vai ficar prenha”. Ou seja, a responsabilização sobre o controle natal é jogada “descaradamente” com a licença para o uso do termo chulo mais apropriado, sobre a fêmea! E não para por aí: Para além do rechaço aos jovens filhotes, há também a negativa dos tutores ou dos maridos de tutoras em efetuar a esterilização do seu gato-macho, sob a absurda desculpa de que o gato perderia sua masculinidade, sua virilidade, ou qualquer termo que o valha!

Mais uma vez o “macho-humano “lavando as mãos diante da responsabilidade para com seus animais machos, como já o fazem na educação dos seus próprios filhos. O gato livre sai, e pouco importa se vai copular diversas fêmeas no cio por noite, já que tais gatinhos não nascerão ou serão deixados na sua porta. Simplificando: a fêmea que se vire, “o meu gato é macho”. E “não quero fêmea não, senão vai parir”… Converso com diversas mulheres sobre a castração e a resposta é sempre: “se você convencer meu marido, pode levar o gato pra castrar”. Triste realidade!

A boa notícia é que vejo “uma luz no fim do túnel” quando consigo de fato “convencer” os senhores, e o termo é exatamente esse- infelizmente, de que a responsabilidade pelo imenso número de animais nas ruas, revirando o lixo e vivendo sob condições lamentáveis, é culpa sua também, através do seu gatinho macho passeante de telhados sob a luz noturna da cidade.

O duro é que esse comportamento reflexo nos conduz sempre ao mesmo cerne: sempre estamos precisando “convencer” para fazer valer uma ideia que deveria naturalmente fazer parte da lógica, mas que se afunda no machismo estrutural da sociedade.

Sendo assim, me vejo diante da necessidade de compreender, estimular e implementar a famigerada sororidade necessária entre nós, também no meio felino (e canino) para proteção e ACOLHIMENTO das nossas fêmeas.

Ação exibe filmes indicados ao Oscar com preços promocionais

Sessões acontecerão nos shoppings da Bahia, Barra e Paralela

Imagem- Divulgação

Por Gustavo Medeiros

Às vésperas da cerimônia de premiação do Oscar, os cinemas de Salvador estão realizando uma ação que pretende divulgar os principais filmes que concorrem a estatueta este ano em sessões especiais. O público terá a oportunidade de ver produções que não estão mais em cartaz como “Coringa” e “Era Uma Vez em Holywood”.


As sessões, que serão realizadas nas salas de cinema dos shoppings da Bahia, Barra e Paralela, começam nesta quinta (06) e vai até a sexta-feira (07). A ação é da rede UCI Oriente, que estabeleceu venda de ingressos a preços promocionais: R$15 (inteira) e R$ 7,50 (meia).

Confira a programação

Quinta-feira (6):
1917 – 14h20
Ford vs Ferrari – 15h
Adoráveis Mulheres – 16h55
Jojo Rabbit – 18h05
Coringa – 19h45
Parasita – 20h30
Era Uma Vez Em Hollywood – 22h20


Sexta-feira (7):
Era Uma Vez Em Hollywood – 13h40
Parasita – 14h30Coringa – 16h55
Ford vs Ferrari – 17h15
Adoráveis Mulheres – 19h30
Jojo Rabbit – 20h20
1917 – 22h20

Fonte – Metro 1 e Correio da Bahia

Prefeitura e Estado escolhem temas para o carnaval deste ano

Homenagens para os 70 anos do Trio Elétrico estão na agenda da folia

Foto- Correio da Bahia

Por Gustavo Medeiros

Há pouco menos de duas semanas para o começo do carnaval, Governo do Estado e Prefeitura já escolheram os temas para a folia momesca deste ano. O Estado vai homenagear os 70 anos do Trio Elétrico, enquanto o Município escolheu um mote mais genérico: “O Carnaval dos Carnavais.”.
Para apresentar mais sobre o tema, a Prefeitura de Salvador marcou uma coletiva de imprensa no Wish Hotel da Bahia na manhã desta quinta (06). Além disso, será divulgada a programação e as novidades para a folia deste ano. O Governo do Estado, por sua vez, já confirmou algumas atrações como Anitta e Baiana System.

Fonte – Bahia Noticias e AGECOM – GOV BA

Liminar da Justiça mantem suspensão de resultado do SiSU

Divulgação estava prevista para esta terça (28)

Foto- Agência Brasil

Por Gustavo Medeiros

A divulgação dos resultados do Sistema de Seleção Unificada (SiSU) ainda está suspensa, segundo determinação da justiça. O sistema, que oferece 237,1 mil vagas em instituições públicas de ensino superior, encerrou as inscrições no último domingo (26). A lista de aprovados seria divulgada nesta terça-feira (28), de acordo com o cronograma do Ministério da Educação (MEC).

A decisão de suspender o resultado foi tomada pela desembargadora federal Therezinha Cazerta, presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), que em despacho pediu transparência na correção das notas do ENEM após erro nas notas de quase 6000 candidatos, que foi relatado nas redes sociais.

A Advocacia Geral da União (AGU) ainda não recorreu da decisão.

Fonte – UOL e G1

Brasil ainda tem 122 barragens que oferecem riscos de rompimento, afirma consultoria ambiental

Onze são do estilo alteamento montante, método utilizado na barragem de Brumadinho

Foto- Reprodução/ Rede Globo

Por Gustavo Medeiros

Um ano após a tragédia que envolveu uma barragem da Vale em Brumadinho (MG), que matou 259 pessoas, um levantamento feito pela consultoria ambiental dinamarquesa Rambol constatou que o Brasil ainda apresenta 122 barragens que oferecem risco. Desse total, cerca de 84 pertencem a mineradora.

No levantamento, a consultoria detectou que, das barragens que ainda oferecem riscos de rompimento, cerca de onze são do estilo alteamento montante, do mesmo tipo de Brumadinho e do Fundão, operada pela mineradora Samarco, que se rompeu em 2015, vitimando 19 pessoas.

A construção de barragens, que trabalham com o método de alteamento é considerada de baixo custo e menos segura. Uma resolução da Agência Nacional de Mineração (ANM), proibiu a utilização do método de construção ou alteamento de barragens de mineração denominado ‘a montante’ em todo o território nacional”.

Fonte – Bahia.ba

Pílulas de química

Por que eu odeio o sal rosa do Himalaia? A ilusão do colorido e a criação de falsas necessidades

Imagem: internet

Por Hélio Messeder

Vou começar essa pílula contando uma história pessoal. Andava pelo mercado do meu bairro e procurando uma pimenta para colocar no meu almoço e na prateleira vi um sal cor de rosa que custava meus dois olhos e uma parte do meu rim. Olhei novamente o preço e não acreditei. Pensei comigo: por que um sal é tão caro? Por que alguém iria no Himalaia buscar um sal?

Olhando na internet eu percebi que se tratava de uma nova moda. Esse sal estava sendo vendido como algo milagroso, sendo recomendado por alguns médicos e nutricionistas para pessoas hipertensas e sendo vendido aos montes em lojas de produtos naturais. Logo descobri que havia também o sal negro do vulcão, o sal azul da Pérsia e tantos outros sais superpoderosos que poderia ser comprados por aqueles que podem pagar pela mágica da suposta alimentação saudável.

Em alguns lugares, eu vi que as pessoas estão comprando luminárias de sal rosa. Sim. Luminárias de sal rosa. Qual a explicação? Vou colocar entre aspas: “Através da luz, em formato de luminária, a rocha seria capaz de aumentar a energia do ambiente, diminuindo os sintomas da depressão, e melhorar o sono, ao reduzir a quantidade de poluentes e elementos nocivos do ar. Supostamente, o sal absorve as moléculas de água do ar e libera íons negativos, que podem remover partículas de poeira e pólen, causadores de alergias respiratórias”. Minha pressão caiu depois de ler isso, alguém traz um pouco de sal?

Mas vamos logo aos fatos. O sal branco ingerimos na nossa casa é, normalmente, composto basicamente de cloreto de sódio (NaCl). Ele é o ingrediente principal de qualquer sal colorido que possamos encontrar no mercado. Em excesso, o cloreto de sódio está diretamente associado à hipertensão arterial, aos problemas cardiovasculares e aos cálculos renais. Para que o Sal rosa do Himalaia pudesse ser um bom substituto do sal de cozinha refinado ele teria que ter uma quantidade menor considerável de cloreto de sódio, confere? Pois bem, ele não tem. Um estudo publicado no site https://themeadow.com/…/minerals-in-himalayan-pink-salt-spe… mostrou que se tomarmos 10 g de uma amostra de sal marinho e sal rosa encontraremos 3,7 g de sódio no primeiro e 3,7g de sal no segundo. Idênticos. Não no preço, né?

Você pode dizer: mas o sal rosa tem outros minerais que fazem bem! É verdade. Por exemplo, o sal rosa tem mais magnésio e mais potássio e mais ferro que o sal marinho, inclusive é a variedade de minerais na sua composição que dá a ele sua cor rosa. Mas, pense comigo, nenhum sal pode ser responsável pela reposição de minerais no seu organismo. A quantidade que você precisa desses minerais estará presente em milhares de outros alimentos. Se você tiver que usar sal rosa para repor seus minerais, certamente você estará muito mal de saúde. Nem sal e nem açúcar podem ser fontes de minerais para o nosso corpo. Isso vale para o sal de todas as cores.

O sal rosa também não pode absorver água e liberar íons negativos para o ambiente. Na real, se ele absorver agua o sal vai ficar dissolvido como acontece quando você põe o sal branco na água. Assim, a não ser que você queira usar a luminária para temperar sua comida, recomendo a compra de algo mais resistente e estiloso. Não gente, nenhuma luminária de sal rosa pode ajudar na depressão e melhorar seu sono absorvendo íons do ambiente.é importante destacar íons negativos não são uma espécie de olho gordo, ou energia negativa das inimigas invejosas, são apenas partículas com mais elétrons do que prótons.

Em resumo: O sal rosa é apenas um sal comum cheio de impurezas (outros minerais que lhe confere a cor rosa. Retirado de minas do Paquistão (perto da cordilheira do Himalaia), trata-se de um sal bonitinho, colorido mas que faz ABSOLUTAMENTE o mesmo efeito que seu sal de cozinha branco. O sal rosa é o exemplo de que essa sociedade cria falsas necessidades, fantasiamos de cientifico/místico e vendemos a peso de ouro para iludir pessoas em busca de uma vida melhor.

Eu odeio poucas coisas na vida, mas o sal rosa do Himalaia é uma delas. Ele é a prova de que se não soubermos usar o conhecimento científico básico para entender a realidade somos facilmente enganados. Ele é a prova de que precisamos melhorar o nosso processo de divulgação científica e ensino de ciências, para garantir que as pessoas ao saírem do Ensino Médio possam, ao menos, suspeitar das coisas quando elas forem coloridas, ditas quânticas ou explosivas. Ele é a evidência urgente de como precisamos ver o mundo material e a nossa sociedade além do espetáculo e além da aparência. Sem conhecer a natureza e a sociedade nas raízes pagaremos ( já estamos pagando) um preço salgado pelo mitos e explicações fantasiosas do mundo.

Sal rosa do Himalaia deveria ser um xingamento. Dá próxima vez que você achar alguém que odeia muito manda ele ir buscar sal rosa no Himalaia, não há nada mais inútil e ofensivo do que isso.

Nos vemos em breve molequinhos e molequinhas salgadinhos.

Referências

http://www.vitrinegourmet.com/…/a-verdade-sobre-o-sal-rosa…/

https://brasil.elpais.com/…/…/ciencia/1545208054_174787.html

https://veja.abril.com.br/…/sal-rosa-do-himalaia-faz-mesmo…/

https://www.facebook.com/…/a.91275194208…/1390141034348298/…

https://themeadow.com/…/minerals-in-himalayan-pink-salt-spe…
https://onlinelibrary.wiley.com/…/10.1111/j.1745-459X.2010.

Brasil confirma primeiro caso de coronavírus

Mulher com os sintomas compatíveis desembarcou em Belo Horizonte

Foto – ALEX PLAVEVSKI / EFE

Por Gustavo Medeiros

O Brasil já confirmou o primeiro caso suspeito de Coronavírus na última quarta-feira (22). Trata-se de uma mulher que esteve em Xangai na China e desembarcou em Belo Horizonte no último sábado (18). Ela apresentou os sintomas compatíveis com a doença respiratória viral aguda, que já infectou cerca de 444 pessoas e matou 17 na China. Outros casos de infecção foram confirmados na Coreia do Sul, Tailândia, Estados Unidos e Taiwan.

Após a confirmação, o Ministério da Saúde se pronunciou e afirmou que o caso não se enquadra como suspeito, definição dada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Os primeiros casos do vírus foram registrados no final de dezembro na cidade chinesa de Wuhan.

Saiba mais sobre o coronavírus e os seus sintomas

Fonte – Revista Veja

Aposta do verão: Din din din don, parceria entre Aila Menezes e Preta Gil destaca a voz feminina no pagode.

O videoclipe gravado em salvador ultrapassou 15 mil visualizações no YouTube em menos de uma semana do lançamento.

Por Juliana Barbosa

Gravação do clipe – Crédito Sercio Freitas

Parcerias na música e na vida. Preta Gil e Aila Menezes se conheceram em 2013, durante a participação da baiana no The Voice Brasil e, desde então, surgiu a amizade entre as cantoras. Preta não esconde a admiração por Aila, de quem já gravou “All right” em seu último álbum, “Todas as cores”.

“Há um tempo alimento a vontade de gravar um novo pagode baiano e com uma mulher forte e de atitude como Aila, “Há um tempo alimento a vontade de gravar um bom pagode baiano e com uma mulher forte e de atitude como Aila, tudo se torna ainda mais interessante. São poucas as mulheres que representam o pagode baiano como ela”, declara Preta Gil.

As cantoras, que já há algum tempo aguardavam uma oportunidade para gravarem juntas, apostam no hit composto por Aila e Tacila Almeida, é um “groove arrastado”, pagode baiano que tem em Aila Menezes uma defensora e percursora do estilo desde 2007, quando era vocalista da banda Afrodite, e que depois se tornou “groove de saia”.

Para o videoclipe da canção,dirigido Chico Kertesz e produzido pela Macaco Gordo, as cantoras escolheram como cenário o Palácio Rio Branco na “Cidade Alta” de Salvador, tendo ao fundo a Baía de todos os Santos e o Elevador Lacerda.

Gravação do clipe – Crédito Sercio Freitas

“A mulher no pagode, o protagonismo sempre foi nosso mas, sempre como a bunda que dança e nunca como a voz ativa que comanda a massa, que lidera… O sistema muitas vezes não permite essa igualdade mas, vamos buscar essa igualdade, seja passando por um tapete vermelho ou metendo o pé na porta”, ressalta Aila Menezes.

A cantora baiana, que levanta a bandeira da diversidade, defende que o pagode é a voz da periferia e apoia o crescimento e o respeito pelo ritmo. Aila afirma que a cantora carioca Preta Gil é uma inspiração, uma mulher à frente do seu tempo, uma pessoa necessária:

“Estou muito feliz em poder participar desse projeto com Preta. Ter sido convidada por ela, que é uma artista humana e plural, é uma honra para mim. A canção ‘Din Din Dom’ é a oportunidade de levarmos o pagode baiano feito por mulheres para o Brasil. Estou muito confiante e acho que vamos arrasar”, disse Aila Menezes.

Reprodução: Instagram

“Sabe aquele groove pra dançar agarradinho, bem gostosinho, bem coladinho, escaradinho?”

Divulgação

Assista aqui o videoclipe: https://youtu.be/6bAox3yWauk

Fonte: Midiorama

Parece inverno, mas é verão. Fortes chuvas castigam Salvador

Sistema de baixa pressão deixa o tempo nublado durante esta semana

Foto : Alexandre Galvão/ Metropress

Por Gustavo Medeiros

Um sistema de baixa pressão, que chegou do Espirito Santo, deixou o tempo nublado em Salvador nesta quarta-feira (22), trazendo muitas chuvas. Em poucos minutos, ruas e bairros ficaram alagados. Houve deslizamentos de terra.

Segundo o INMET, o sistema que se encontra sobre a capital baiana vai ocasionar chuvas moderadas, por vezes fortes,acompanhada de rajadas de ventos e trovoadas. Isso acontece por conta do calor e da umidade que vem do Oceano Atlântico.

De acordo com o último boletim divulgado pela Codesal, os maiores acumulados de chuva ocorreram às 11h40. Os bairros da Pituba,Caminho das Árvores, Praia Grande, Mirantes de Periperi,Plataforma e Centro foram os mais atingidos. Devido ao mau tempo, a travessia entre Mar Grande e Salvador foi suspensa.

A Defesa Civil também divulgou um balanço de ocorrências com registros de 21 alagamentos, 24 ameaças de desabamento, 15 ameaças de deslizamento, duas árvores caídas, 12 avaliações de imóveis alagados, um desabamento de imóvel, um desabamento de muro, quatro desabamentos parciais, 11 deslizamentos de terra, 14 destelhamentos, três infiltrações, três orientações técnicas e um poste ameaçando cair.

No Terminal Aeroporto, uma parte da cobertura cedeu a força da água, que formou uma cachoeira entre as estruturas.

As unidades de saúde também sofreram com as fortes chuvas. Vídeos postados nas redes sociais mostram um alagamento na Unidade de Saúde da Família de São Cristóvão e e um transbordo de esgoto no 5º Centro de Saúde Clementino Rodrigues.

Um vendaval arrancou parte do telhado de uma universidade em Patamares. Segundo a instituição, não houve feridos

Foto- Reprodução/Internet

Fonte – A Tarde e Correio da Bahia

Com lentidão e inconsistência, SiSU abre inscrições

A abertura foi na madrugada da última terça-feira

Imagem- Divulgação

Por Gustavo Medeiros

Foram abertas, na madrugada da última terça-feira (21), as inscrições para o primeiro semestre do Sistema de Seleção Unificado (SiSU). O prazo foi estendido até o próximo domingo após a detecção de erros nas correções das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).

As notas obtidas no exame pelos candidatos serão utilizadas para ingresso nas 237.128 vagas oferecidas no sistemas, distribuídas em 128 instituições de ensino. Para se inscrever, o candidato deve acessar o site do SiSU com o numero da inscrição e a senha do ENEM. Confira aqui como se inscrever.

Lentidão e Problemas

Relatos feitos pelos candidatos dão conta que, desde a madrugada, o site do SiSU apresentou inconsistência e lentidão,devido ao grande número de acessos simultâneos.As reclamações continuaram durante quase toda a manhã. Desde 2010, o INEP, orgão que é responsável pelo ENEM e pelo SiSU, não cometia falhas com um grande numero de afetados. Cerca de 60 mil candidatos pediram solicitação de correção da nota.

Fonte – Metro 1, Bahia.ba e Catraca Livre

Jovem talento da musica baiana lança hit que promete movimentar o verão

“Não Vou Deixar Você Partir”, de Mari Guena, já está bombando na internet

Foto- Reprodução/Youtube

Por Gustavo Medeiros

Chegou o verão e com ele novas tendências e novos artistas, que lançam hits que marcam a estação mais quente do ano. Dentre os lançamentos musicais deste mês, um promete ser um hit daqueles, com um refrão “chiclete” e uma mistura do autêntico axé com uma batida eletrônica.

Na voz da cantora Mari Guena, o clipe da música “Não Vou Deixar Você Partir”, foi lançado oficialmente nesta quarta-feira (15) em seu canal no Youtube. Além disso, a canção já se encontra em todas as plataformas de streaming na internet.

A música contou com a produção de Luciano Pinto, profissional que já trabalhou com Cláudia Leitte. Dirigido por Marcelo Rodrigues, o clipe da canção teve como cenários o centro antigo de Salvador, mais precisamente a Barra e o Pelourinho, locais de pura efervescência no verão baiano.

Segundo Mari Guena, o processo de criação se deu de forma simples, em momentos soltos, sempre com um violão e ouvindo várias histórias que são contadas.

Cada música minha tem um processo de criação diferente. Tem umas que chegam pra mim no chuveiro, aí eu saio do banho correndo, escorrego e tudo pra gravar a música, outras que eu acordo no meio de um sonho com a ideia na cabeça. “Não Vou Deixar Você Partir” foi feita de maneira mais simples, eu tava de bobeira tocando violão, até que veio a inspiração e eu compus esse axé gostosinho.”

Maturidade– Dona de uma voz grave e doce, apenas 17 anos de idade Mari Guena já tem experiência no mundo da música. Em 2017, ela lançou a música “Quero Te Ver” e mostrou que tem um potencial a ser explorado.

Desde então, a jovem já fez diversas participações em projetos de outros artistas como Gilmelandia, Tio Paulinho e Seu Uilson.Acompanhe aqui o clipe da musica que promete ser a sensação do nosso verão

Democracia em Vertigem recebe indicação para o Oscar

Produção dirigida por Petra Costa representará o Brasil na maior premiação do cinema

Imagem – Netflix (Divulgação)

Lançado pela Netflix em junho de 2019, o documentário “Democracia em Vertigem recebeu, nesta segunda- feira (13) a indicação para o Oscar na categoria. Dirigida e produzida por Petra Costa, a produção mostra os momentos do processo de Impeachment sofrido por Dilma Rousseff, bem como a Crise Politica que culminou na eleição do atual presidente.

Esta é a primeira indicação de Petra a mais cobiçada estatueta das artes cinematográficas. A cineasta de 36 anos já foi premiada duas vezes com os as produções “Elena” (2012) e “Olmo e a Gaivota” (2014) nos festivais de Brasilia e do Rio. Pelas redes sociais, Petra agradeceu e endossou a importância da indicação entre outras grandes produções.

Confira o trailer do documentário, disponível na Netflix

Fonte – G1

Café com pimenta

Por Juliana Barbosa

Anna Carolina de Souza Neves, de 8 anos, foi baleada na cabeça no bairro Parque Esperança, no município da Baixada Fluminense. Ela estava no sofá de casa. O crime foi na madrugada desta sexta-feira (10).

Segundo a Polícia Militar, não havia operação na região em que Anna Carolina foi baleada. A família informou à corporação que disparos foram ouvidos pouco antes de a menina ser atingida.

De acordo com a polícia, agentes foram abordados por moradores quando passavam pela Avenida Joaquim da Costa Lima. Em seguida, o pai de Anna Carolina de Souza Neves apareceu carregando a menina nos braços até a viatura, que levou a criança até o Hospital de Saracuruna. No local, ela não resistiu aos ferimentos.

O corpo de Anna Carolina estava no Instituto Médico Legal de Duque de Caxias, na mesma região, na manhã desta sexta-feira (10). 

A Secretaria de Estado de Vitimização informou que estava em contato com os familiares da criança e ofereceu auxílio, assistência social e psicológica aos parentes. Ela é a 3ª vítima de bala perdida no estado do RJ este ano.

Não é possível falar do assassinato de Anna Carolina sem lembrar de Ágatha Félix, também morta aos 8 anos, no complexo do alemão, dentro de uma Kombi, quando voltava pra casa com a mãe, também numa sexta feira, no dia 20 de setembro de 2019.

Ambas mortas pelo estado. Mortas por aqueles que deveriam protegê-las. Vítimas da necropolítica.

Em 2019, seis crianças foram assassinadas na região Metropolitana do Rio.

Não, poderia simplesmente fazer a nota e pronto. Precisava colocar no papel todo repúdio, toda dor, toda lástima de perceber que este ano não tem nada de novo. Toda vez que uma criança é atingida por uma bala disparada pelo estado, a notícia é de que o corpo que encontrou essa “bala perdida” é um preto, pobre e periférico.

E, para os governantes, é só mais um CPF cancelado.

Feliz ano novo para quem? Novo? Como!? Onde? Feliz?

Toffoli derruba decisão da justiça carioca sobre o especial da Porta dos Fundos

Ministro do STF dá liminar favorável ao grupo humorístico

Foto-Divulgação

Por Gustavo Medeiros

O ministro Dias Toffoli concedeu uma liminar favorável ao grupo Porta dos Fundos na noite desta quarta-feira (09). A decisão autoriza a Netflix a exibir o especial “A Primeira Tentação de Cristo”.

A exibição foi suspensa pelo desembargador Benedicto Abicair na última terça (08). Ele acatou o pedido de uma associação católica.

Na decisão, Toffoli afirmou que o especial não teria a intenção de abalar a fé e os valores cristãos e que, em momento algum, não se descuidou da relevância e do respeito a fé cristã.

Fonte – Metro 1

Censura: justiça do Rio determina retirada do ar do especial de natal do Porta dos Fundos

Decisão liminar – provisória – atende a pedido feito pela Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura. Mérito da ação ainda será analisado.

Por Juliana Barbosa

A Justiça do Rio determinou nesta quarta-feira (8) que seja suspensa a exibição do vídeo “Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo”. 

A produtora Porta dos Fundos tem sido criticada nas redes sociais por vários grupos cristãos pela maneira como retratou Jesus no programa de humor exibido na Netflix. O filme insinua que Jesus teve uma experiência homossexual após passar 40 dias no deserto.

Alvo de ataques desde a sua divulgação, o especial de 46 minutos apresenta Jesus (Gregorio Duvivier), prestes a completar 30 anos. Ele é surpreendido com uma festa de aniversário quando voltava do deserto acompanhado do namorado, Orlando (Fábio Porchat). A sátira com um Jesus gay desagradou setores religiosos.

O desembargador Benedicto Abicair, da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, acatou, em uma decisão liminar – provisória – a um pedido da associação católica Centro Dom Bosco de Fé e Cultura que, em primeira instância e durante o Plantão Judiciário, havia sido negado.

Na liminar, o desembargador defende que o direito à liberdade de expressão, imprensa e artística não é absoluto. E tratou a decisão como um recurso à cautela para acalmar os ânimos até que se julgue o mérito do caso. 

Afirmou também que a suspensão é mais adequada e benéfica para a sociedade brasileira, de maioria cristã.

Em uma primeira decisão, a Justiça havia negado o pedido de liminar. A juíza Adriana Jara Moura, da 16ª Vara Cível, afirmou que o filme não viola o direito da liberdade de crença de forma a justificar a censura pretendida. 

Agora, com a decisão em segunda instância, não só a exibição do filme está suspensa, mas também trailers, making of, propaganda e qualquer publicidade referente ao Especial de Natal do Porta dos Fundos.

A assessoria de imprensa da Netflix informou que a empresa ainda não foi notificada e que não vai se pronunciar. 

A equipe do Porta dos Fundos disse que também não foi notificada. 

Presidente da OAB cita ‘censura’

Em nota, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, se posicionou contra a decisão. 

“A Constituição brasileira garante, entre os direitos e garantias fundamentais, que ‘é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença’. Qualquer forma de censura ou ameaça a essa liberdade duramente conquistada significa retrocesso e não pode ser aceita pela sociedade”, disse Felipe Santa Cruz.

Ataque à sede da produtora

Na madrugada de 24 de dezembro, a sede da produtora do Porta dos Fundos no Humaitá, Zona Sul do Rio, foi alvo de um ataque. Dois coquetéis molotov foram jogados contra a fachada do imóvel. O caso foi registrado como crime de explosão na 10ª DP (Botafogo). 

Houve danos materiais no quintal e na recepção. Segundo integrantes do grupo, caso não houvesse um segurança no local, todo o prédio teria sido incendiado. O fogo foi contido pelo funcionário. 

Suspeito é incluído em ‘lista vermelha’ 

O economista e empresário Eduardo Fauzi foi identificado como suspeito de atacar a sede da produtora Porta dos Fundos. Nesta quarta, ele foi incluído a pedido da Polícia Federal na lista de difusão vermelha da Interpol

Ao ter o nome incluído na lista de difusão vermelha, a pessoa pode ser presa por qualquer força policial do país em que esteja. –:–/–:–

Polícia Federal coloca Eduardo Fauzi na lista vermelha da Interpol

Polícia Federal coloca Eduardo Fauzi na lista vermelha da Interpol 

Fauzi está foragido desde 31 de dezembro, quando a Polícia do Rio tentou cumprir o mandado de prisão contra ele expedido pela Justiça. Conforme a polícia, ele fugiu para a Rússia em 29 de dezembro.

Segundo os investigadores, cinco pessoas participaram do ataque e Fauzi foi o único que fugiu com o rosto descoberto.

Fonte: G1, O globo, Mídia Ninja

Pílulas de Química

Por Hélio Messeder

Para afastar o mal, para afastar a inveja, para trazer o amor em 7 dias, emagrecer e até curar câncer a receita é simples: água com limão
Eu já vi de tudo na internet. Tudo mesmo. Esquilos cantando Beyoncé, bebês fofos, presidente defendendo que livro didático tem que ter pouca coisa escrita, correntes para trazer amor em sete dias e até anuncio para aumentar em alguns centímetros seu… nariz, mas nunca vi algo igual ao “fenômeno” água com limão. Se você fizer uma busca rápida na internet verá milhares de resultados apontando o quão milagrosa é a água com limão pela manhã. A receita é simples: acorde, dê aquele bocejo, reclame do seu dia, olhe o celular, encaminhe-se para a cozinha e beba, em jejum, sua deliciosa água com limão. 10 gotas de fruta cítrica pingado em água morna seria suficiente para você sobreviver a qualquer coisa. Sim, qualquer coisa, água com limão ajudaria a emagrecer, regular intestino, rejuvenescer e até, caros leitores dessa pílula, prevenir o câncer. Depois de ver isso tudo, pensei até em mudar o nome da página para pílula da água com limão.
Mas será que isso tem algum fundamento na ciência? Sem rodeios, minha resposta é Não. Sonoro, alto e quase gritando: Não. Não. Não. E o que estão fazendo e falando sobre esse assunto é muito grave!
Segundo os textos da internet e correntes de Whatssap, o limão seria um elemento alcalinizador ( alguns falam em água alcalina) e como, supostamente, o câncer se desenvolveria em ambientes ácidos, a forma de evitar essa doença seria ter uma dieta rica em elementos alcalinos, deixando o pH do sangue básico, e assim evitando câncer. A água morna com limão também diminuiria a absorção de gordura e contribuiria para o emagrecimento. Além disso, li em alguns sites que essa bebida matinal daria energia para o organismo. Tudo isso usando argumentos mirabolantes e até evocando nome de cientistas e nutricionistas. É uma fake news caprichada.
Mas talvez um pouco de química básica ajude a gente pensar sobre isso (respire fundo, vou pesar a mão na química, mas ninguém solta a mão de ninguém). A história da humanidade fez com que classifiquemos algumas substâncias a partir do seu comportamento: ácido ou básico. Um par de opostos que neutralizariam as propriedades do outro. Assim, se vc quiser, por exemplo, diminuir o efeito de um ácido, precisa de um antiácido que seria, algo que funcionasse como base. Em meios aquosos, uma medida para saber se algo é ácido ou base é chamado pH. O pH é uma escala de acidez, em que o neutro seria 0 7, menos do que isso a substância se comportaria como ácido e mais do que isso a substância teria comportamento de base. Eita, compliquei? Imagine que a Alemanha é uma substância com pH 7 e o Brasil uma substância que o pH foi 1. Neste caso teríamos uma Alemanha neutra e um Brasil ácido (uma maneira fofa de explicar o 7X1).
O nosso sangue tem pH em torno de 7,4, levemente básico, o limão e NENHUM outro alimento consegue alterar significativamente esse valor, o que impossibilita que QUALQUER dieta mude consideravelmente o pH do seu sangue. Se mudar, inclusive, você morre. Assim, o limão, não alterara o pH do seu corpo e NÃO pode prevenir ou curar do câncer.
Mas, suponha por absurdo, que o limão fosse capaz de alterar o pH do seu organismo. Se medirmos o pH do limão veremos que ele tem um valor perto de 2,0, o que significa que ele se comporta… tcharam… tcharam…como ÁCIDO. Como ele poderia alcalinizar o sangue? Como? Nossa Senhora da Química que nos ajude! Alguns sites tentam afirmar que o limão seria ácido, mas que no estômago ou depois dele ficaria básico, eu não encontrei nenhum estudo sério que mostre isso e as explicações sugerem que o ácido do limão neutralizaria o ácido do estômago, o que é um absurdo químico ( veja os detalhes nesse link: https://redes.moderna.com.br/…/a-dieta-do-limao-alcaliniza…/)
Por fim, água com limão não pode dar energia e não emagrece. O que emagrece, via de regra, é alimentação saudável e exercício físico, visto que engordar e emagrecer se relaciona, no geral, a um balanço energético de consumo e gasto.
Porém algumas pessoas dizem que se sentem melhor depois de tomar água com limão. Claro, água pela manhã é sempre maravilhoso, uma vez que essa substância ajuda no melhor funcionamento dos rins, no metabolismo e no funcionamento do corpo. Além disso água morna e picância do limão na boca dão sensação de saciedade fazendo você comer menos. Talvez você possa trocar o limão pela laranja ou abacaxi algumas vezes para variar o gosto dessa sua bebida matinal que não tem nenhum efeito curativo, mas o mesmo efeito na leve redução do apetite
É preciso que a gente entenda de uma vez por todas que não há mágica. Nenhuma mistura vai ser capaz de curar doenças ou mesmo de fazer você emagrecer rapidamente. Essas fake news me preocupam, visto que vi relatos de pessoas que abandonaram seu tratamento de câncer para tomar água com limão. Uma decisão bem azeda e baseada em informações falsas.
Se você quer continuar tomando sua água com limão, tudo bem! O efeito placebo já se mostrou superpoderoso e sei que não consigo mudar a crença das pessoas com essas poucas linhas (eu tento!, rs), mas, por favor, pare de divulgar fake news e vender isso como se fosse científico.
No mais fico por aqui. Vou agora tomar minha água com gás e limão que é super refrescante, que não tem poder curativo e NÃO vai salvar minha vida. Sinto te dizer, mas não foi hoje que encontramos a cura do câncer com aquela frutinha da feira. Bjs básicos


Referências:

BISCHOFF, Fritz et al. The effect of acid ash and alkaline ash foodstuffs on the acid-base equilibrium of man. The Journal of Nutrition, v. 7, n. 1, p. 51-65, 1934.
NELSON, David L.; COX, Michael M. Princípios de Bioquímica de Lehninger-7. Artmed Editora, 2018.
http://www.fsp.usp.br/…/…/18/desmistificando-agua-com-limao/
http://saude.gov.br/…/44714-cura-do-cancer-por-alimentos-mi…
http://saude.gov.br/…/44623-limonada-quente-cura-o-cancer-f…
https://www.mundoboaforma.com.br/limao-faz-mal-para-o-esto…/
https://redes.moderna.com.br/…/a-dieta-do-limao-alcaliniza…/
https://jornalmomentoquimico.wordpress.com/…/bioquimica-a-…/
https://escolakids.uol.com.br/ciencias/quimica-do-limao.htm
https://www.mundoboaforma.com.br/limao-faz-mal-para-gastri…/
https://vejario.abril.com.br/…/agua-com-limao-em-jejum-pre…/