A Feira

Por Paulo Leandro

Vamos respeitar as antas!

Reprodução

Um dos animais mais atacados, tanto no plano simbólico como no presencial, é a pobre da anta.

Vire e mexe, estamos lá apontando nosso dedo de sabichão: fulano ou sicrana é uma anta!

Sinônimo de imbecil, idiota, lesa, ignorante, a anta não é nada disso.

Trata-se de um bicho enorme que ama correr pela vegetação densa da mata.

Adora correr picula com outras antas, mas como elas são pesadonas, quando tem trombada, é difícil não doer.

O acasalamento ocorre a cada dois anos e o grande fetiche é curtir o sexo oposto antes de começar a chover forte.

Geralmente, a anta gosta de andar sozinha e de noite. O ouvido e o olfato são aguçadíssimos.

Os indígenas costumavam chamar a anta de tapir.

Mais respeito com a anta: trata-se do maior animal terrestre do Brasil; dois metros de comprimento por um de altura.

A onça é o maior predador, além do homem, é claro, ainda mais agora que a caça aos animais silvestres está pertinho de ser liberada.

A anta pode viver até 30 anos comendo brotos, raízes e folhas. Não incomoda a ninguém!

Mas como n em a anta de ferro, quando ela vê uma plantação de cana e cacau, cai matando no alimento.

Depois, dá sede e vai beber água no rio mais próximo.

Então vamos combinar, tá? Nada de chamar um idiota de anta.

A anta é a anta, o imbecil humano é um imbecil humano, nada a ver um com o outro.

Tem uma cidade baiana chamada de Antas e lá moram muitas pessoas inteligentes.

Só porque ela tem um jeitão meio tranquilo, não quer dizer que é uma “anta”.

FINAL

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