Incêndios na Floresta Amazônica: será que nosso verde se tornará preto?

Foto- El País

Por Diego de Jesus Pires ( Colaborado por Gustavo Medeiros)

Muitos fazendeiros e agricultores utilizam-se das queimadas, há muito tempo, para limpar áreas de plantio e pastagens. Porém, durante o inicio desta semana, foi preciso que uma nuvem espessa de fumaça atravessasse o país e transformasse o dia em noite na cidade de São Paulo, para que os brasileiros voltassem sua atenção para esse crime ambiental.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, vem mostrando extrema preocupação com a devastação causada pelas chamas na floresta amazônica. O incêndio atingiu também uma área de, pelo menos, 500 mil hectares na Bolívia e a fumaça gerada pelo incêndio encobriu várias cidades brasileiras que se localizam próximas a fronteira boliviana.

De acordo com o monitoramento do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a nuvem de fumaça se deslocou da Amazônia e Gran Chaco (que abrange partes dos territórios da Bolívia, Argentina, Paraguai e Brasil), chegando a encobrir a cidade de São Paulo.

Foto: Thomas Locke Hobbs – CC BY-SA 2.0

O presidente Jair Bolsonaro afirma que as queimadas são obras de ONGs que tiveram suas verbas cortadas, porém quando foi questionado sobre provas que justifiquem essas acusações, ele negou que existam provas, pois “não tem como haver provas, pois ninguém divulga que vai fazer queimada”. Em julho, enquanto o presidente contestava, constantemente, os dados sobre questões ambientais, fazendeiros e grileiros queimavam uma área no sudoeste do Pará.

Ainda em julho, o diretor do INPE, Ricardo Magnus Osório Galvão, rebateu acusações do presidente, onde afirma que “o INPE está a serviço de alguma ONG”. Ricardo declarou que Bolsonaro nao deveria falar como se estivesse numa “conversa de botequim”.

Por sua vez, a presidente da Assembleia Geral da ONU, María Fernanda Espinosa, menciona que tem ocorrido incêndios por todo o mundo e cobrou ações urgentes, visto que as florestas são cruciais para o enfrentamento na mudança climática.

Várias celebridades, como Taís Araújo, Leonardo DiCaprio e Lewis Hamilton, tem feito campanhas em suas redes sociais pela preservação da Amazônia. A hashtag #PrayForAmazonas chegou a ficar em primeiro lugar nos Trending Topics (Assuntos mais discutidos) do Twitter em todo o mundo.

Isso demonstra que a atitude omissa do governo brasileiro preocupa,pois, para além de qualquer manifestação em defesa do “pulmão do mundo”, a floresta é, para muitos, a fonte de trilhões de dólares que se resumem em princípios ativos (que devem revolucionar o segmento farmacológico), assim como é a base da biotecnologia, pois apresenta o maior bioma, a maior biodiversidade e o maior acervo de água potável do planeta

Defender e preservar a Amazônia é entender a nossa responsabilidade com o patrimônio natural, maior fonte de riqueza no mundo, algo que despertou, até mesmo, a atenção de religiosos como o Papa Francisco. Isso resume, pra além de qualquer interesse, que a preocupação com a natureza deve ser estendida para além da floresta, ou seja, rios, matas e mares, aquilo que compreende fauna e flora, o principio da vida.

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