20 DE NOVEMBRO: A Morte de Zumbi dos Palmares

Por Dani Isoàlà

Hoje, para todos os homens e mulheres pretas, descendentes, militantes e do asè, é uma data que não pode ser esquecida. O dia em que é comemorado a Consciência Negra foi, exatamente, o dia em que o Quilombo dos Palmares foi invadido e Zumbi assassinado pelas tropas portuguesas, no ano de 1695.

A data foi criada por um grupo de quilombolas do Rio Grande do Sul, no ano de 1970, como data do Mártire do maior quilombo de negros fugidos, alforriados e indígenas da história do Brasil que teve a sua localização delatada para o poder senhorial da época, sofrendo uma emboscada que culminou com a morte brutal de Zumbi.

A data de 20 de novembro, remete a nós muito mais do que isso se formos parar e analisar. Esta data serve para lembrar de forma mais intensa a luta diária das pessoas de pele mais retinta e seus descendentes, que buscam diariamente o reconhecimento de si como ser humano e seu devido respeito pela parte do outro.

A discriminação, hoje, é algo sutil. Infelizmente, as pessoas ainda mantém de uma forma um pouco mais discreta, porém não imperceptível, a discriminação com tudo que vem do negro africano, principalmente a parte religiosa. Olha os costumes africanos como algo inferior, pequeno, sem cultura, mas, se olharmos direito, de onde vem a nossa cultura.

Mais de 50% de nossos costumes e tradições são de origem africana e indígena. A forma brasileira de dançar, recepcionar, festejar, as viscitudes das falácias, a força da nossa fé. Nada disso é europeu. Errado é levar adiante a ideia de que negro africano era ou é preguiçoso, como já foi dito pelas autoridades atuais, não, não se engane.

O povo africano tem no seu costumes o trabalho árduo, levantar cedo para realizar suas atividades, dormir tarde realizando as suas atividades profissionais, é assim há séculos. A oralidade é algo que também herdamos de lá, o hábito de contar histórias, falar sobre nossas antepassados, sobre aqueles que já se foram e sentimos saudades. 

Esta data serve para fazer com que as pessoas entendam que há muito mais africano dentro de nós do que imaginamos. Não é a cor da pele que irá dizer a sua descendência, é a sua história, de onde vem seus avós, seus bisavós, quem foram eles.

Outra coisa que o 20 de novembro remete é: somos brasileiros, nascemos em um país que já possuía dados populacionais no século XVIII, e estes dados nos mostram que 70% da população era composta por negros e criollos (filhos de africanos nascidos no Brasil). Então, finalizo este texto com esta pergunta: De onde você descende?

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