Café com pimenta

Por Juliana Barbosa

Mirtes, uma empregada doméstica, precisou levar o filho Miguel para o trabalho, foi passear com o cachorro da patroa e deixou o menino com ela.
A patroa, Sari Corte Real, deixou a criança no elevador SOZINHO, por estar incomodada com o choro da criança.
Ele caiu do 9º andar das torres gêmeas, condomínio luxuoso de Recife.

Miguel tinha 5 anos, era preto e morreu por negligência.
A patroa estava ocupada fazendo a UNHA.

Pagou 20 mil de fiança e está respondendo em liberdade.

Os patrões da mãe de Miguel são o prefeito e a primeira dama de Tamandaré.

Mirtes, a mãe de Miguel, não foi dispensada com remuneração durante uma pandemia pois, a burguesia escravagista não gosta de limpar a própria sujeira.

Não é homicídio culposo: é um caso de DOLO EVENTUAL, ou seja, a patroa assumiu o RISCO de que algum mal acontecesse ao menino.
Deve responder por HOMICÍDIO DOLOSO e ir a Júri!

Imaginem – só por um instante – a repercussão se fosse o contrário.

Não consegui escrever a matéria completa. Deixei aqui um desabafo.

Fontes: G1; Diário de Pernambuco

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