O que nos faz “mais humanos” diante das tragédias??

Uma análise importante frente os últimos acontecimentos que envolveram vidas

 Foto: TERRAY SYLVESTER / REUTERS

Por Gustavo Medeiros

O mundo entrou em comoção com um fato ocorrido nos Estados Unidos na última semana, onde o segurança George Floyd foi morto por um policial em uma abordagem. O fato, que aconteceu em Minneapolis, nos Estados Unidos, causou uma onda de protestos, colocando em evidência as ações truculentas da polícia contra pessoas pretas. Os atos se espalharam e se tornaram ações contínuas nas ruas e nas redes, isso em todos os cantos do mundo.

Ações que envolvem violência em abordagens policiais ou qualquer outro ato que tenha como alvo uma pessoa preta tem se tornado pontos cruciais de comoção no Brasil e no mundo. Casos como o do jovem Jovem Pedro, de 14 anos, que foi baleado em casa no Complexo do Salgueiro (RJ), bem como o de João Miguel, uma criança com apenas 05 anos de Idade, morto por um “descuido” em um condomínio de luxo no Recife (PE), nos diz muito sobre como, e de que forma, nos comovemos.

Independente de ter mais ou menos melanina na epiderme, os fatos ocorridos nos aproximam de valores humanos, de um sentimento de pertença maior do que grupos ou movimentos raciais podem delimitar em suas militâncias. Casos como esses nos aproxima da nossa humanidade, algo que estamos estamos conquistando a duras penas com a evolução do sentir-se humano em nos colocarmos no lugar de quem sofreu, sem ser moda ou seguir uma tendência porque as redes sociais assim determinaram.

Diante da pandemia de Coronavírus e do avanço da negligência com a vida nos sistemas e regimes autoritários, o ser humano se põe a refletir e questionar o seu espaço e sua importância com relação ao outro e aqui não cabe colocar vítimas e vilões das histórias. Somos todos humanos, seres em evolução e conseguimos, enfim, exercitar, diante de tais tragédias, o nosso sentimento de empatia, de se colocar no lugar do outro, mais precisamente, daquele que sofre, mesmo que seja um ato “isolado”.

Os movimentos sociais, que lutam por direitos, precisam entender que nenhuma comoção acontece do nada, por acaso. A vida e a maturidade dos sentimentos nos ensina a entender os fatos e se sensibilizar sem ter consigo a semente do ódio, do revide, pois a solidariedade, em situações difíceis, fala mais alto aos corações. Aliás, em momentos, onde a nuvem tóxicas da nossa psique pende para o lado negativo, não nos cabe reagir da mesma forma que os nossos algozes.

Para que todos entendam que, os fatos em si, nos colocam em estado de reflexão para entender que todas as vidas importam e todos tem seu lugar no mundo em frente a resistência daqueles que insistem em manter um sistema corroído pela traça do ódio, da desigualdade, das injustiças, entre tantos pontos negativos,pois ainda estamos presos a ele.

Enfim, para exigirmos mudanças no outro, cabe a nós passar pelo mesmo processo, de forma íntima. Dessa forma, é possível constatar que, diante dos fatos, isso já ocorre e os resultados estão na comoção das pessoas e dos sentimentos de empatia que elas tiveram nos casos ocorridos no Brasil e nos Estados Unidos.

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