A Feira

Por Paulo Leandro

Reprodução Internet

Há uma corrente considerável de racionalistas que desconhecem a possibilidade de o bicho deliberar.
Faltariam energia psíquica, aparelho e estrutura para o animal pensar antes de fazer.
No entanto, o que se verifica muitas vezes, é que mesmo sem chance de escolher o que fazer, o animal dá um show de bom convívio.
Um destes animais que produzem a sensação de um desenvolvimento ético incomum é a marmota, habitante das cercanias de rios europeus.
Este roedor de pelo sem brilho e olhar morto, aguenta ficar sem comer até seis meses. Exercita a paciência e domina os efeitos do organismo.
É a tal história: as aparências enganam. Nesta, os racionalistas ganham dos empiristas. O olhar morto indica um bicho limitado mas é tudo mentira.
A marmota tem a melhor visão e vê até infravermelho. Uma vista bem melhor que a nossa. 
Quando as marmotas entram na toca para hibernar, o metabolismo fica bem lento, como um sono profundo e recuperador.

Dá pra ficar de galera, agarradinhas, umas 15 marmotas dentro de tocas que elas cavam em um exercício de engenharia que dizem ser instintivo.
Quando saem da toca, no fim da hibernação, depois de dar uma boa ‘espriguiçada’, as marmotas começam a fazer revezamento de sentinela para todo mundo poder voltar em paz para a realidade, sempre muito difícil, pois envolve, além das belezas, os perigos.

Se tiver algo errado, o sentinela da hora emite um sinal sonoro tipo um assovio e a galera vai cada um para um lado se salvando do perigo.
Outro aspecto que particularmente me une às marmotas, que eu nunca conheci, a não ser de livro, é o gosto por cachoeiras.
Gosto de estar perto de cachoeiras. Algo muito positivo entre as marmotas é a dieta: come capim,não ataca ninguém, exceto as touceiras de planta verde.
No fim do mundo, Noé voltará com o Senhor e vai honrar as marmotas pois não terão sido, definitivamente, a causa do apocalipse.
A marmota é um tipo inofensivo como acredito que poderíamos ser, cada um de nós, e seria mais fácil conviver assim do que nos predando uns aos outros. 
A águia, a raposa e o homem gostam de capturar marmotas, mas nem sempre conseguem  porque ela sabe se movimentar rápido e bloqueia a toca assim que nela penetra.
Caseira, ou toqueira, a marmota não curte afastar-se muito de seu lar e assim, esse bicho manso, vai levando a vida.
Podemos até achar que a marmota é um bicho como outro qualquer, não pensa antes de fazer as coisas, mas não me convence esta teoria.
Isso, pra mim, é  mais uma produção de ideias da nossa mente para justificar a destruição do planeta e a matança dos animais por pura maldade

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Um abraço pras marmotas da Europa e parabéns pelo comportamento, que poderia ser uma referência para as pessoas.

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