Escritora baiana lança seu primeiro livro na Itália ‘AQUALTUNE: Um sonho chamado liberdade’.

Depois do sucesso no Brasil, o lançamento do livro acontece na Itália no dia 24 de maio, às 15h, por via de Live no Instagram e Facebook.

Por Juliana Barbosa

Fotografia: Luís Sá

No mês do aniversario da “Lei Áurea”, libertando os escravos à própria sorte , Sara Messias lança sua primeira obra no exterior em memória das vítimas de mais de 338 anos de escravidão no Brasil, perpassando pelo holocausto africano, narrando a história de Aqualtune, conhecida como mãe de Ganga Zumba e avó materna de Zumbi dos Palmares. Uma saga afro-brasileira quilombola e índigena capaz de fazer o leitor mergulhar em uma trama forte e emocionante de luta pela liberdade.

Aqualtune: Um sonho chamado liberdade, retrata, através da trajetória da lendária heroína, a história de um povo marcado pela diversidade, riqueza cultural e pela luta, fruto da interseção entre indígenas, negros e europeus.

A autora narra as aventuras de Aqualtune e ressalta a personagem como revolucionária, corajosa e destemida.

“Ela cresceu em uma sociedade mista, foi instruída pelos sacerdotes portugueses e viveu em harmonia com a população europeia. A princesa do Reino do Congo, dona de conhecimentos políticos, organizacionais e de estratégia de guerra, apesar de ser pouco lembrada nos livros e escolas brasileiras, foi muito importante para a história da população negra durante o Período Colonial”, conta a escritora.

Lançamento Internacional

Capa do livro

O lançamento do livro acontece no dia 24 de maio, às 15h,por via de Live no Instagram e Facebook.

Devido a pandemia do coronavírus, ainda não há previsão de data e local para apresentação e uma tarde de autógrafos.

A escritora comentou a sensação de voltar Bahia e lançar o livro em Novembro, um dia após a data que celebra a consciência negra, no Brasil.

“Em pleno século XXI, ainda vivemos em uma sociedade racista, machista e opressora. Voltar a Salvador, que é a cidade mais negra fora da África, com um trabalho como Aqualtune, é levar para o meu povo uma história de luta e resistência, que ainda permanece nos dias atuais”, explica Sara Messias. “Esse trabalho envolve identidade, pesquisa e paixão, com o propósito de contribuir para uma sociedade mais fraterna, igualitária e principalmente respeitosa frente aos direitos humanos”, conclui

Aqualtune – princesa do Reino do Congo que veio para cá como escrava

Conhecida no Brasil como mãe de Ganga Zumba e avó materna de Zumbi dos Palmares, até hoje, a lendária heroína simboliza liderança e luta dentro do sistema escravocrata, tendo deixado esse legado através de seus herdeiros e de seu comando no quilombo. Sara Messias vai além e revela um retrato pouco conhecido de uma África do começo do século XVII, numa obra que mistura realidade e ficção. O livro leva ao leitor detalhes da infância e juventude de Aqualtune, até ser obrigada a se casar com seu primo e ver sua vida mudar radicalmente.

Sara Messias

Fotografia: Luís Sá

Mulher, mãe, negra, brasileira e baiana, Sara nasceu em dezembro 1981 e cresceu no bairro do Garcia, em Salvador. Filha de um metalúrgico e uma doméstica, ela e a irmã gêmea, Simone, foram criadas sob os cuidados do avô Valdete e da saudosa avó, dona Agmar – responsáveis por plantar em Sara a semente da leitura. Ainda na infância, ela foi incentivada por eles, pois liam livros clássicos e assistiam a filmes antigos.

A escritora estudou na pré-escola Batista, cursou o primário na Escola 25 de Agosto e o ginásio na Escola Municipal Hildete Lomanto, no bairro do Garcia. Já o ensino médio foi dividido entre o Centro Educacional Edgar Santos e o Centro Educacional Odorico Tavares. Sara tem formação em Turismo pelo CEFET-BA, atual IFBA – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia.

Foi a curiosidade e a vontade de descobrir mais sobre a formação do Brasil que levaram a autora a uma viagem no tempo, fazendo Sara se apaixonar ainda mais pela história do povo brasileiro. Ao começar a escrever, guiada pelo forte desejo de resgatar essa memória, Sara decidiu por um enredo que compartilhasse a formação do povo brasileiro. E assim nasce a primeira obra de uma saga cheia de coragem, luta e ‘orgulho preto’, como ela mesma diz. Hoje, Sara vive na Itália com seu marido Antônio e sua filha Nicole.

Pílulas de química

Por Hélio Messeder

Imagem: internet

Me “covid” para tomar água tônica.

Estava eu preparando minha gin tônica com limão siciliano ontem pensando em qual pílula química deveria escrever.

Pensei em escrever sobre adoçantes que é uma pílula que estou devendo faz um tempo, mas eis que pula na tela do meu computador ̶u̶m̶a̶ ̶l̶i̶v̶e̶ ̶s̶e̶r̶t̶a̶n̶e̶j̶a̶ um vídeo de uma moça abrindo um freezer, numa atuação digna de um Oscar, e o diálogo acontece mais ou menos assim:

– O que você está fazendo Vitória?

Vitória responde super cheia de certeza

– Água tônica tem quinino. Quinino é a base da cloroquina. E isso aqui você pode comprar tanto no supermercado como eu to fazendo, como na conveniência da esquina. Isso aqui a Globo não te conta

Fiz a cara do picachu chocado, bebi um gole dos meus bons drinks e, assim, diante de tudo isso, tive que parar minha pesquisa em adoçantes e vir aqui falar sobre água tônica e o motivo pelo qual ela NÂO pode curar ou prevenir do coronavírus. Venha comigo pensar um pouco como a matéria se comporta pensando o caso do quinino.

Na água tônica tem mesmo uma substância chamada quinina. A quinina é extraída a partir de uma árvore chamada Cinchona. O nome da árvore se dá em homenagem a condessa de Chinchón que foi curada por indígenas do peru quando a criatura estava acometida por malária. Os padres jesuítas da missão espanhola levaram o pó da casca da árvore para Europa e começaram a vender como “pó dos jesuítas”. Aqui temos nossa primeira lição da pílula de hoje, o processo de produção de conhecimento não é neutro. Como pode o nome da árvore ser em homenagem à condessa espanhola (que foi curada) e o nome do medicamento ser “pó dos jesuítas” se quem descobriu foram os indígenas peruanos? Precisamos rever isso urgente, para que não mais aconteça e precisamos de uma reparação histórica.

Em 1820, os químicos conseguem isolar a quinina da casca. Ela foi usada como medicamento principal para cura da malária até a chegada da primeira guerra mundial. Por conta dos bloqueios econômicos, os alemães tiveram dificuldade de sintetizar o medicamento e desenvolveram o remédio chamado posteriormente de Atabrina, que dava vários efeitos colaterais,. Em 1944, os EUA sintetizaram em laboratório a quinina, mas sua síntese era difícil e cara para ser produzida em larga escala. Resgata-se então a Cloroquina, que já tinha sido sintetizada em 1930, que é mais barata e tem efeitos colaterais menos graves que a quinina além de ser segura, na dose adequada, para o tratamento de mulheres grávidas. Aqui temos o nosso outro destaque: quinina é uma substância, cloroquina é outra. Embora com efeitos curativos semelhantes para A MALÁRIA, a diferença na estrutura delas (ver figura abaixo) faz com que elas tenham comportamentos diferentes, seja no caso dos efeitos colaterais ou mesmo na sua toxicidade. Deste modo, a química nos ensina que não é porque o nome é parecido ou mesmo a formula é parecida que o efeito vai ser igual no organismo. Na química, um átomo em outro lugar faz TODA a diferença

Outra coisa que importa muito muito muito que aprendemos com a química é a concentração das substâncias. A quantidade da substância dentro de uma porção de solvente faz toda a diferença para que ela atue como veneno, remédio ou simplesmente um saborizante. É o caso da quinina! ela, em pequenas quantidades não tem efeito medicamentoso nenhum, tem apenas a função de deixar o líquido refrigerante mais amargo, eis que surge a água tônica. Só para vocês terem ideia a quantidade de quinina na água tônica é cerca de 5 mg a cada litro. O medicamento tem em torno de 1,5 g, assim quantidade de quinina presente na água tônica é insignificante, Assim a concentração também faz diferença e é por isso que você aprende o conceito de solução na escola (ou deveria aprender, rs). Desse modo, água tônica NÂO é MEDICAMENTO para nada, é só um refrigerante amargo que serve para beber puro ou fazer gin tônica,

Vejam só, meus caros leitores, estamos diante de uma tripla fakenews. A primeira é que não há confirmação de que a cloroquina é útil para curar covid-19. A segunda é que a quinina e a cloroquina teriam os mesmos efeitos. E a terceira, é a afirmação de que a água tônica teria concentração suficiente para atuar como medicamento. Esse leve 3 pague 1 é assustador. São tempos muito difíceis

É isso pessoal, qualquer hora eu volto, mas agora vou tomar minha água com limão, enquanto reafirmo que não há milagre para curar o covid-19 e o que podemos fazer agora é ficarmos em casa. Quando tudo isso acabar me “convid” para tomar uma água tônica ou uma água com gás

Compartilhem e divulguem essa pílula, já que esse texto a Globo não te conta (rs)

Referências

BOULOS, Marcos et al. Avaliação clínica do quinino para o tratamento de malária por Plasmodium falciparum. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, v. 30, n. 3, p. 211-213, 1997.

MINIM, Valéria Paula Rodrigues et al. Água tônica: aceitação e análise tempo-intensidade do gosto amargo. Food Science and Technology, v. 29, n. 3, p. 567-570, 2009.

BARREIRO, Eliezer J.; RODRIGUES, C. R. Sobre a química dos remédios, dos fármacos e dos medicamentos. Cadernos Temáticos de Química Nova na Escola, v. 3, p. 4-9, 2001.

OLIVEIRA, Alfredo Ricardo Marques de; SZCZERBOWSKI, Daiane. Quinina: 470 anos de história, controvérsias e desenvolvimento. Química Nova, v. 32, n. 7, p. 1971-1974, 2009.

CUNICO, Wilson et al. Fármacos antimalariais-história e perspectivas. Revista Brasileira de Farmácia, v. 89, n. 1, p. 49-55, 2008.

BOLZANI, Mariana da S.; BOLZANI, Vanderlan da S. Do Peru à Java: A trajetória da quinina ao longo dos séculos. 2016. Disponível em: https://i-flora.iq.ufrj.br/hist_interessantes/quinina.pdf

https://revistaforum.com.br/…/fake-news-do-momento-bol…/amp/

https://www.tvcultura.com.br/…/1336_fake-news-agua-tonica-a…

https://veja.abril.com.br/…/porque-agua-tonica-nao-funcion…/

https://piaui.folha.uol.com.br/…/quinino-agua-tonica-coron…/

https://pfarma.com.br/cor…/5350-agua-tonica-coronavirus.html

https://www.boatos.org/…/agua-tonica-cura-o-coronavirus-por…

Café com pimenta

Por Juliana Barbosa

De repente 30! Felizmente 30! 

Rapidamente 31!

Intensamente 32!

Ano retrasado, como rito de passagem de decenário, fiz esse texto. No aniversário de 2019 reescrevi, em negrito, o que acreditava que havia mudado em um ano.

Este ano farei diferente. Vou reescrever toda a história, pressupondo que quem a escreveu anteriormente já não existe mais. Usarei aquele clichê: “Se você me conhece baseado no que eu era um ano atrás, você não me conhece mais. Minha evolução é constante, permita-me apresentar novamente.”

Tive como lema juvenil aquela história: “Diz-se que todo ser humano, antes de morrer deve “plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro.”Plantei mudas de árvores, escrevi dois livros ainda adolescente, entretanto, adiei a parte de “ter um filho”. Ao menos no sentido literal, já que “dei a luz a um diploma universitário, “pari” vários textos que inspiraram tantas outras mulheres e a minha cria” chegou a maturidade com bom emprego na minha área de formação. Isso não significa que eu não queira ser mãe – a propósito esse é um dos meus maiores sonhos. Nesse período de amadurecimento, amigos morreram, superei alguns traumas e outros “estamos em obras’ – Ainda mais agora nessa fase balzaquiana que refere-se a Honoré de Balzac, autor do romance do século XIX “Mulher de trinta anos”, ele descreve as angústias femininas, infidelidade, amor e amadurecimento. Mantive esse trecho do texto de 2018, o papel do jornalista é informar.

Voltando ao século XXI, a tal fase da crise dos 30, agora 32.

Aquela guria que idealiza uma vida estável, bem resolvida, confortável, casa própria, carro, vários diplomas e, quem sabe, uma família? Bobinha! A vida não é um comercial de margarina, e você não nasceu num berço de ouro: meu berço era de madeira – sugestivo para quem teria que encarar a vida com resistência e força. 𝑪𝒂𝒍𝒎𝒂! 𝑨𝒒𝒖𝒆𝒍𝒂 𝒈𝒂𝒓𝒐𝒕𝒂 𝒒𝒖𝒆 𝒊𝒓𝒊𝒂 𝒎𝒖𝒅𝒂𝒓 𝒐 𝒎𝒖𝒏𝒅𝒐 𝒂𝒊𝒏𝒅𝒂 𝒆𝒙𝒊𝒔𝒕𝒆. 𝑬 𝒎𝒖𝒅𝒂 𝒐 𝒎𝒖𝒏𝒅𝒐 𝒂 𝒔𝒖𝒂 𝒎𝒂𝒏𝒆𝒊𝒓𝒂, 𝒄𝒐𝒎𝒆ç𝒂𝒏𝒅𝒐 𝒂 𝒓𝒆𝒇𝒐𝒓𝒎𝒂 𝒑𝒐𝒓 𝒅𝒆𝒏𝒕𝒓𝒐, 𝒏𝒂 𝒎𝒆𝒏𝒕𝒆.

Com a ingenuidade do comercial de margarina, tive pressa de viver: Li incontáveis livros, entrei na faculdade aos dezessete anos, tentei direito, não era o que eu queria, fui para publicidade, também não era bem aquilo, então fiz jornalismo e resolvi pousar por ali, na ânsia de ter estabilidade aos trinta. Neste meio tempo, me aventurei no curso de psicologia, paixão que pretendo retomar, e continuei estudando, estudando e trabalhando – como sempre fiz desde quando tinha dezoito anos. Vivi plenamente a universidade, fiz amigos, tomei porres, encarei ressacas, admirei mestres, até chegar à fase do estágio. Eu já tinha vinte e quatro, morava sozinha mas, dependia dos meus pais, o salário mal dava para chamar de salário, acho que o termo correto era incentivo estudantil. Na minha corrida, eu estava longe. Tive paixões, , amadureci mais um tiquinho, porém, o imediatismo continuava gritando: -“cadê a vida de comercial de margarina? ” Formei, fiquei desempregada, voltei para a minha primeira emissora (um bom filho à casa torna), e me acomodei achando que -“ agora vai”! Passaram-se anos, mudei para um apartamento melhor, comprei um carro – com certeza não foi só com o salário de jornalista:

então estudantes, repensem. Jornalismo é uma cachaça, mas, dá uma ressaca danada! Quem faz jornalismo faz, literalmente, por amor pois, financeiramente, o retorno não é aquele que a sua avó iria se gabar para as amigas. Mas, quer fazer? Faça! Nada pior que um profissional insatisfeito. E quem não toma uns porres de vez em quando? Uma das coisas que mais amo no mundo é viajar. Um dos meus lugares favoritos é a chapada Diamantina, especialmente o vale do capão. Amo também trancoso, arraial d’ajuda… O recôncavo da Bahia… Descendo, eu curti Sampa! Mas, o nordeste…. ah!!! Maceió/AL, Caruaru e Gravatá/PE!!! Desculpem-me os devaneios. Continuando… Em 2017 realizei o sonho de conhecer outro país, a Argentina. Logo depois tomei uma topada daquelas! Aos 29 anos, Cazuza (meu gato), morreu, deram Bob Marley (meu cachorro), sem eu me despedi, me separei de um forma traumática, sofri dois acidentes de carro, internação de um mês no hospital, um sequestro básico… até meu telefone quebrou. Voltei para a casa da minha mãe de mala e cuia. Sem nada daquilo que eu pensava ser, o que definia o que eu sou. Parece azar? Mas, não foi, não é. Tive incontáveis livramentos pois, há um propósito nesta bendita existência. Quando o meu sol interior raiou, decidi me desfazer de tudo que já não fazia mais parte de mim: a começar pelo meu emprego. Queria alçar vôos maiores E, a partir daí, pude ver que muitos daqueles que eram meus “amigos”, eram amigos da repórter. O status, e a falsa impressão de “celebridade” que a profissão dá. Não somos o que temos, somos o que somos. Mas, neste mundo adoecido, as pessoas confundem as coisas. Então, joguei tudo pra cima e passei numa seletiva de mestrado em Portugal!! Só não sabia como faria este sonho virar realidade. Prestes a trintar, conheci e me converti ao Budismo. Experiência maravilhosa! Me afastei da filosofia de humanística de Nichiren Daishonin mas, continuo espiritualista. Suponho que haja uma segregação soberba, talvez inconsciente, talvez não intencional, que todas as religiões possuem. Como se a religião fosse um aquário, e a fé, a espiritualidade fossem todo o oceano. É complexo, talvez, inexplicável. E é com este amadurecimento que aceitei com felicidade os meus 30 e poucos anos e alguns cabelos brancos. Quero ser melhor para mim, melhor para os meus, melhor para o mundo. Afinal, não existe uma vida de comercial de margarina. A vida é muito maior que um comercial, a vida é real!

Em 2018, pouco antes de embarcar para PT fiz um ensaio fotográfico muito empoderada. Isso resgatou minha auto estima mas, me ensinou sobre a maldade das pessoas. A distorção social, e os preconceitos que ainda existem. Pra viajar, fiz uma campanha virtual (quem diria? Hoje, eu não faria). Tive uma rede de apoio maravilhosa e cheguei lá! A garota que sonha em conhecer o mundo conheceu mais um país! Mas, vivi experiências que poderiam ser evitadas se eu fosse mais prudente, menos imediatista, mais madura e, principalmente, me planejasse mais. Outra coisa que aprendi muito foi que confiança é sagrada, e não devemos simplesmente entregá-la a qualquer um. A traição é uma violação sentimental e moral. Entretanto, lá em terras lusitanas, reencontrei pessoas que me deram uma família. Descobri que amigo pode virar irmão, independentemente do país em que ele esteja. Aquele que te socorre, que te abraça pelo olhar, usando a tela do celular. Trabalhei como jornalista e repórter em Portugal! Pense! Mas, sentia saudades das pessoas que considero família, que nem sempre tem nosso sangue – isso, até um pernilongo tem! E senti o quanto eu sou abençoada em ter mãe. Não qualquer mãe, a MINHA MÃE. A saudade maior era a dela. E todas as vezes que ela ia ao hospital, eu me sentia impotente. Um oceano nos separava. E ela precisava de mim – e eu dela. Voltei às pressas ao Brasil com o sonho do mestrado não realizado, minha mãe precisando de mim e eu, mais uma vez, desempregada. Pensei que iria voltar ao sofá e deprimir novamente. Bolso vazio, sem celular – de novo e sem dinheiro. Mas, é real, procurem ajuda quando a barra estiver pesada. Procurei. O cérebro é um órgão como qualquer outro e a dor que aperta o peito, vem de lá. O médico que cuida da nossa saúde mental é o psiquiatra. E quem vai nos orientar para uma vida mais saudável é o psicólogo. O que tem de errado nisso? Nada! Cheguei com Doze quilos a mais, com a saúde debilitada. Minha mãe, que sempre foi e é minha melhor amiga, – somos uma dupla de quatro, eu e ela, ela e eu, me deu de presente de aniversário um celular para que eu pudesse trabalhar. Cuidei da saúde , voltei ao peso mais saudável, continuo trabalhando a forma como eu me enxergo, e talvez este exercício leve uma vida inteirinha. Voltei a trabalhar como apresentadora e repórter freelancer. De 2012 a 2019 não houve um só ano que não tenha exercido a profissão Participei da segunda edição da revista papo de salão e visagismo.Trabalhei também como editora de textos numa agência de endomarketing. . Fotografei casamento, ensaios de casal, ensaios infantis… a vida continua! A gente se reinventa! Focando, voltarei a Europa, e quem sabe a Portugal, spoiler! E o Sofá? Não faz parte da rotina. Criei um projeto. Mas, o projeto, ou melhor, o Muito Mais Que Isso já se tornou uma realidade. E era apenas uma ideia que eu tinha, de ter espaço para escrever sem limites de caracteres.

Pause

Imagem: internet

No mês de março o nosso projeto completou um ano e a nossa equipe deu uma parada. Não sabemos se vamos voltar. Estamos vivendo um momento atípico é inédito para nós: A pandemia do coronavírus. Como jornalista, profissão essencial, temos obrigação de mantermos os nossos leitores informados. Entretanto, nossa equipe não é formada apenas por jornalistas. E viralizou entre nós uma falta de ânimo para escrever. Cada um com suas particularidades. É uma pandemia, não uma competição de produtividade! Os tempos políticos já foram melhores mas, não tivemos tempo de Temer antes, quiçá agora. Resistiremos, cada um do seu canto! O amor prevalecerá. A vida é Muito Mais que isso! Não é curta, ela só passa muito rápido! E me deu de presente um homem maravilhoso que me ensinou uma nova forma de me relacionar, um amor como nunca havia experimentado, que me faz sorrir só de pensar nele… Todos estamos assustados com esse novo momento mas, vai passar. O inimigo invisível mudou todos os planos…. Comecei o dia do aniversário chorando. Lavando a alma! Assim como a chuva que cai todo ano quando completo mais um outono. Mas, como diz a música: “a chuva só vem quando tem que molhar”.

OMS decreta pandemia do novo coronavírus

Número de casos no Brasil passa de 70. Organização Mundial da Saúde pede que países redobrem comprometimento com o combate à doença.

Por Juliana Barbosa

Um dia após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar pandemia – disseminação em nível mundial, do novo coronavírus (Covid-19), o mercado reagiu negativamente nesta quinta-feira(12). No Brasil, a Bolsa de Valores brasileira iniciou o dia já em forte queda e acionou pela segunda vez no dia circuit breaker, quando as operações são interrompidas por 30 minutos —foram quatro ocorrências em quatro dias. Já o dólar comercial começou em alta de 6%, ultrapassando a marca de 5 reais. O clima de apreensão foi agravado com a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a suspender por 30 dias os voos entre seu país e a Europa. Enquanto o vírus avança e causa pânico no mundo. O governo da China declarou hoje que o pico do surto do novo coronavírus acabou no país. Os novos casos de Covid-19 continuam em declínio, afirmou o porta-voz da Comissão Nacional de Saúde, Mi Feng, em entrevista coletiva em Pequim.

Nesta quinta, foram registrados apenas 15 novos casos no país. A província de Hubei, onde fica a cidade de Wuhan, considerada o epicentro da epidemia, registrou apenas oito novas infecções. É a primeira vez que Hubei registra uma contagem diária de menos de 10 novos casos.

No Brasil, o Ministério da Saúde publicou uma portaria que define como serão feitos o isolamento e a quarentena para enfrentar a pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2), causador da doença Covid-19.O texto prevê que agentes de vigilância podem recomendar o isolamento para pessoas que tiveram contato próximo com alguém infectado enquanto o caso delas estiver sendo investigado. O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou no Twitter que medidas de isolamento e quarentena podem ser impostas compulsoriamente.

 “Mas isso não é necessário com autorresponsabilidade. A saúde pública é a lei suprema”, afirmou.

O Governo brasileiro trabalha oficialmente com 52 casos da doença, número que cresce com anúncio de 21 novos casos em São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul e Pernambuco ―esses números só devem ser acrescidos ao balanço nacional, que é atualizado diariamente, nesta quinta-feira.

A China registrou 80.980 casos confirmados de Covid-19 desde o início do surto, com 3.173 mortes confirmadas por complicações causadas pelo novo coronavírus. Além da China, 37.371 casos foram registrados e há ao menos 1.130 mortes. O Irã tem mais de mais de 10 mil casos da doença e 429 mortes. A Itália tem mais de 10 mil infectados e registrou 631 mortes. Nos EUA, há 1 mil casos e 31 mortes.

Por que idosos estão entre os grupos mais vulneráveis ao coronavírus? Saiba quais são os riscos

Segundo o médico infectologista Caio Rosenthal, uma série de fatores colabora para que esse grupo seja mais afetado que a população em geral. Veja, abaixo, alguns deles:

  • O sistema imunológico dos idosos costuma ser deficiente por causa da idade
  • Mesmo as vacinas tomadas na juventude já não são tão eficazes, portanto, há menos anticorpos no organismo
  • Os pulmões e mucosas tornam-se mais frágeis e vulneráveis a doenças virais
  • O idoso costuma engasgar-se e aspirar mais, inclusive levando mais a mão à boca, aumentando o risco de contágio
  • Ele também vai a hospitais com mais frequência, ficando mais exposto a micro-organismos

Veja os cuidados específicos que os mais velhos devem tomar:

  • Estar com as vacinas em dia
  • Controlar possíveis casos de diabetes e de outras enfermidades (como doenças cardíacas, por exemplo)
  • Manter-se fisicamente ativo
  • Reduzir, apenas quando possível, as idas a hospitais, para evitar contágio

As outras recomendações, diz o médico, são as mesmas destinadas a outras faixas da população: lavar bem as mãos, afastar-se de pessoas com suspeita de infecção e tentar não levar uma vida sedentária – além de não fumar.

Fontes: El país, G1

Receita já recebeu 2,46 mil de declarações do IR

Este lote vai contemplar as restituições residuais referentes aos exercícios de 2008 a 2019

Imagem – Portal Contabeis

Por Juliana Barbosa

Estão abertas as consultas ao primeiro lote residual do Imposto de Renda de Pessoa Física, incluindo as restituições dos exercícios de 2008 a 2019. As consultas podem ser feitas por meio da página da Receita na internet ou pelo telefone 146. O órgão disponibiliza, ainda, um aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar as informações sobre a restituição do IR e a situação cadastral no CPF.

Os lotes residuais são os de contribuintes que caíram na malha fina do IR, mas depois regularizaram as pendências.

Ao todo, 72.546 contribuintes receberão R$ 240 milhões em 16 de março, de acordo com a Receita. Destes, R$ 151,98 milhões são referentes ao IR 2019, pagos a 43.904 contribuintes.

Do valor total de restituições, R$ 104,18 milhões referem-se a contribuintes com prioridade no recebimento (pessoas com mais de 80 anos; contribuintes entre 60 e 79 anos; pessoas com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave e aqueles cuja maior fonte de renda seja o magistério).

Fonte: EBC,G1

Pílulas de química

Por que eu odeio o sal rosa do Himalaia? A ilusão do colorido e a criação de falsas necessidades

Imagem: internet

Por Hélio Messeder

Vou começar essa pílula contando uma história pessoal. Andava pelo mercado do meu bairro e procurando uma pimenta para colocar no meu almoço e na prateleira vi um sal cor de rosa que custava meus dois olhos e uma parte do meu rim. Olhei novamente o preço e não acreditei. Pensei comigo: por que um sal é tão caro? Por que alguém iria no Himalaia buscar um sal?

Olhando na internet eu percebi que se tratava de uma nova moda. Esse sal estava sendo vendido como algo milagroso, sendo recomendado por alguns médicos e nutricionistas para pessoas hipertensas e sendo vendido aos montes em lojas de produtos naturais. Logo descobri que havia também o sal negro do vulcão, o sal azul da Pérsia e tantos outros sais superpoderosos que poderia ser comprados por aqueles que podem pagar pela mágica da suposta alimentação saudável.

Em alguns lugares, eu vi que as pessoas estão comprando luminárias de sal rosa. Sim. Luminárias de sal rosa. Qual a explicação? Vou colocar entre aspas: “Através da luz, em formato de luminária, a rocha seria capaz de aumentar a energia do ambiente, diminuindo os sintomas da depressão, e melhorar o sono, ao reduzir a quantidade de poluentes e elementos nocivos do ar. Supostamente, o sal absorve as moléculas de água do ar e libera íons negativos, que podem remover partículas de poeira e pólen, causadores de alergias respiratórias”. Minha pressão caiu depois de ler isso, alguém traz um pouco de sal?

Mas vamos logo aos fatos. O sal branco ingerimos na nossa casa é, normalmente, composto basicamente de cloreto de sódio (NaCl). Ele é o ingrediente principal de qualquer sal colorido que possamos encontrar no mercado. Em excesso, o cloreto de sódio está diretamente associado à hipertensão arterial, aos problemas cardiovasculares e aos cálculos renais. Para que o Sal rosa do Himalaia pudesse ser um bom substituto do sal de cozinha refinado ele teria que ter uma quantidade menor considerável de cloreto de sódio, confere? Pois bem, ele não tem. Um estudo publicado no site https://themeadow.com/…/minerals-in-himalayan-pink-salt-spe… mostrou que se tomarmos 10 g de uma amostra de sal marinho e sal rosa encontraremos 3,7 g de sódio no primeiro e 3,7g de sal no segundo. Idênticos. Não no preço, né?

Você pode dizer: mas o sal rosa tem outros minerais que fazem bem! É verdade. Por exemplo, o sal rosa tem mais magnésio e mais potássio e mais ferro que o sal marinho, inclusive é a variedade de minerais na sua composição que dá a ele sua cor rosa. Mas, pense comigo, nenhum sal pode ser responsável pela reposição de minerais no seu organismo. A quantidade que você precisa desses minerais estará presente em milhares de outros alimentos. Se você tiver que usar sal rosa para repor seus minerais, certamente você estará muito mal de saúde. Nem sal e nem açúcar podem ser fontes de minerais para o nosso corpo. Isso vale para o sal de todas as cores.

O sal rosa também não pode absorver água e liberar íons negativos para o ambiente. Na real, se ele absorver agua o sal vai ficar dissolvido como acontece quando você põe o sal branco na água. Assim, a não ser que você queira usar a luminária para temperar sua comida, recomendo a compra de algo mais resistente e estiloso. Não gente, nenhuma luminária de sal rosa pode ajudar na depressão e melhorar seu sono absorvendo íons do ambiente.é importante destacar íons negativos não são uma espécie de olho gordo, ou energia negativa das inimigas invejosas, são apenas partículas com mais elétrons do que prótons.

Em resumo: O sal rosa é apenas um sal comum cheio de impurezas (outros minerais que lhe confere a cor rosa. Retirado de minas do Paquistão (perto da cordilheira do Himalaia), trata-se de um sal bonitinho, colorido mas que faz ABSOLUTAMENTE o mesmo efeito que seu sal de cozinha branco. O sal rosa é o exemplo de que essa sociedade cria falsas necessidades, fantasiamos de cientifico/místico e vendemos a peso de ouro para iludir pessoas em busca de uma vida melhor.

Eu odeio poucas coisas na vida, mas o sal rosa do Himalaia é uma delas. Ele é a prova de que se não soubermos usar o conhecimento científico básico para entender a realidade somos facilmente enganados. Ele é a prova de que precisamos melhorar o nosso processo de divulgação científica e ensino de ciências, para garantir que as pessoas ao saírem do Ensino Médio possam, ao menos, suspeitar das coisas quando elas forem coloridas, ditas quânticas ou explosivas. Ele é a evidência urgente de como precisamos ver o mundo material e a nossa sociedade além do espetáculo e além da aparência. Sem conhecer a natureza e a sociedade nas raízes pagaremos ( já estamos pagando) um preço salgado pelo mitos e explicações fantasiosas do mundo.

Sal rosa do Himalaia deveria ser um xingamento. Dá próxima vez que você achar alguém que odeia muito manda ele ir buscar sal rosa no Himalaia, não há nada mais inútil e ofensivo do que isso.

Nos vemos em breve molequinhos e molequinhas salgadinhos.

Referências

http://www.vitrinegourmet.com/…/a-verdade-sobre-o-sal-rosa…/

https://brasil.elpais.com/…/…/ciencia/1545208054_174787.html

https://veja.abril.com.br/…/sal-rosa-do-himalaia-faz-mesmo…/

https://www.facebook.com/…/a.91275194208…/1390141034348298/…

https://themeadow.com/…/minerals-in-himalayan-pink-salt-spe…
https://onlinelibrary.wiley.com/…/10.1111/j.1745-459X.2010.

Aposta do verão: Din din din don, parceria entre Aila Menezes e Preta Gil destaca a voz feminina no pagode.

O videoclipe gravado em salvador ultrapassou 15 mil visualizações no YouTube em menos de uma semana do lançamento.

Por Juliana Barbosa

Gravação do clipe – Crédito Sercio Freitas

Parcerias na música e na vida. Preta Gil e Aila Menezes se conheceram em 2013, durante a participação da baiana no The Voice Brasil e, desde então, surgiu a amizade entre as cantoras. Preta não esconde a admiração por Aila, de quem já gravou “All right” em seu último álbum, “Todas as cores”.

“Há um tempo alimento a vontade de gravar um novo pagode baiano e com uma mulher forte e de atitude como Aila, “Há um tempo alimento a vontade de gravar um bom pagode baiano e com uma mulher forte e de atitude como Aila, tudo se torna ainda mais interessante. São poucas as mulheres que representam o pagode baiano como ela”, declara Preta Gil.

As cantoras, que já há algum tempo aguardavam uma oportunidade para gravarem juntas, apostam no hit composto por Aila e Tacila Almeida, é um “groove arrastado”, pagode baiano que tem em Aila Menezes uma defensora e percursora do estilo desde 2007, quando era vocalista da banda Afrodite, e que depois se tornou “groove de saia”.

Para o videoclipe da canção,dirigido Chico Kertesz e produzido pela Macaco Gordo, as cantoras escolheram como cenário o Palácio Rio Branco na “Cidade Alta” de Salvador, tendo ao fundo a Baía de todos os Santos e o Elevador Lacerda.

Gravação do clipe – Crédito Sercio Freitas

“A mulher no pagode, o protagonismo sempre foi nosso mas, sempre como a bunda que dança e nunca como a voz ativa que comanda a massa, que lidera… O sistema muitas vezes não permite essa igualdade mas, vamos buscar essa igualdade, seja passando por um tapete vermelho ou metendo o pé na porta”, ressalta Aila Menezes.

A cantora baiana, que levanta a bandeira da diversidade, defende que o pagode é a voz da periferia e apoia o crescimento e o respeito pelo ritmo. Aila afirma que a cantora carioca Preta Gil é uma inspiração, uma mulher à frente do seu tempo, uma pessoa necessária:

“Estou muito feliz em poder participar desse projeto com Preta. Ter sido convidada por ela, que é uma artista humana e plural, é uma honra para mim. A canção ‘Din Din Dom’ é a oportunidade de levarmos o pagode baiano feito por mulheres para o Brasil. Estou muito confiante e acho que vamos arrasar”, disse Aila Menezes.

Reprodução: Instagram

“Sabe aquele groove pra dançar agarradinho, bem gostosinho, bem coladinho, escaradinho?”

Divulgação

Assista aqui o videoclipe: https://youtu.be/6bAox3yWauk

Fonte: Midiorama