Café com pimenta

O Poder Constitucional de um Lula Livre

Foto – Gibran Mendes / CUT Paraná

Por Juliana Barbosa

Não é só por Lula.
É por Rafael Braga. É por Rennan da Penha.
É por quase 5 mil pessoas que, até outubro desse ano, foram presas depois da condenação em segunda instância.

Na ultima quinta-feira (07) o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 6 votos a 5, que a prisão após condenação em segunda instância, antes do trânsito em julgado, contraria a Constituição e o Código de Processo Penal e, portanto, não pode ser mais aplicada, como vinha sendo desde 2016, quando a mesma Corte adotou entendimento diferente – para atender aos interessantes políticos eleitorais

Ou seja, O STF apenas cumpriu o que está contido na constituição, sem malabarismo, sem golpe.Vale ressaltar que, crimes inafiançáveis e crimes contra a vida não entram nessa decisão. Então, nada de vociferar que assassinos e estupradores serão soltos.

O Artigo 283 do Código de Processo Penal é claro: “Ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva.”

A soltura nessa processo no qual Lula foi condenado foi/é necessária, urgente e justa – Já que o ex presidente nem deveria ter sido preso, ainda mais da forma como este processo foi conduzido.

Mas, a hipocrisia grita:
Flávio Bolsonaro entrou com recurso no STF, e paralisou quase 1.000 investigações de políticos corruptos com base nos relatórios do COAF.

A diferença é muito clara: enquanto o STF tomou uma decisão política para prender Lula e, ainda que tarde, “reparou” o erro;
No caso do Flávio Bolsonaro, houve interferência em benefício próprio.
Mas, é muito fácil reclamar da soltura dos 5000 presos. Afinal de contas, se informar corretamente não é conveniente para alguns.

Lula é livre; o choro também!

Rede pernambucana inaugura filial do restaurante na Bahia

.Coquetel de abertura do Camarada Camarão aconteceu para convidados

Divulgação

Por Juliana Barbosa

Foi aberto ao público nesta quarta-feira (30), a primeira unidade do restaurante Camarada Camarão.na Bahia. A rede pernambucana de restaurantes especializada em frutos do mar, recebeu convidados nesta terça-feira (29) , na Alameda Gourmet que fica localizada no térreo do Salvador Shopping.

Já conhecida em várias capitais do Brasil, a franquia de Salvador possui 800m² e capacidade para atender até 250 pessoas simultaneamente, gerando cerca de 100 empregos diretos. Foram investidos na unidade R$ 4,5 milhões. Atualmente, o Camarada Camarão conta com sete restaurantes – sendo três no Recife (PE), dois no Rio de Janeiro (RJ), um em Aracaju (SE) e outro em Fortaleza (CE). Além do projeto no Salvador Shopping, em breve a rede vai inaugurar uma casa em João Pessoa (PB).

Segundo o empresário Sylvio Drummond, diretor do Grupo Drumattos, a Bahia entrou como uma das primeiras opções na rota da expansão da rede por diversos motivos. Entre os principais, o fato da capital baiana ser uma das mais agitadas e ao mesmo tempo uma das cidades mais acolhedores do Brasil – características que a fazem ser procurada por turistas brasileiros e estrangeiros durante todo o ano.

A gente se preocupa bastante com o atendimento, a equipe está há 3 meses em processo de treinamento em Recife e Aracaju, nossa matriz fica em Recife, nós temos 3 unidades lá, então nós já temos experiência suficiente para saber que o atendimento é importante.”

Sylvio Drummond

A designer gráfico Clarissa Fersi (na foto, à direita na mesa), compareceu ao evento que descreveu como “uma experiência gastronômica” .

Atendimento Camarada

A experiência bem sucedida com a rede Camarão & Ciacuja primeira loja foi inaugurada em 1999 no Shopping Recife e conta hoje com mais de 50 unidades espalhadas pelo país, fez com que o empresário Sylvio Drummond investisse ainda mais no setor de gastronomia. De lá pra cá, novas marcas foram se incorporando ao Grupo Drumattos. Assim, em 2005 surgia o primeiro Camarada Camarão, rede de restaurantes de grande porte com ambiente refinado e vasto menu de frutos do mar com preços extremamente competitivos.

Nosso plano de expansão para os próximos quatro anos são mais 20 operações, hoje são 8, devemos fechar 2023, 2024 com 28 operações no Brasil. O próximo passo em 2020 é São Paulo. Já fechamos em Campinas, no interior, depois montar mais 3, em São paulo. Então em 2020 vão ser 5 operações, 4 em São Paulo e uma em Brasília.

Sylvio Drummond

O cardápio com diversas opções, estrelado pelo crustáceo que dá nome a rede, é todo assinado pelo consultor gastronômico da casa, o chef francês François Schmitt

Durante a inauguração o pastel de camarão encantou os convidados.

Outro fato que chama a atenção é a beleza e a sofisticação da decoração, e a arquitetura com madeira e cobre.

Divulgação

Golpe do WhatsApp clonado faz 23 novas vítimas todos os dias no Brasil

Somente no primeiro semestre de 2019, foram registradas mais de 134 mil tentativas de roubo de WhatsApp

Por Juliana Barbosa

ASCOM/PCRO/imagem: Alex Ribeiro

Apesar de não ser inédito , o crime de clonagem de WhatsApp já atingiu 8,5 milhões de brasileiros, segundo pesquisa realizada pela PSafe, desenvolvedora de aplicativos de segurança. O golpe ganhou destaque este ano no Brasil devido aos inúmeros relatos de usuários que foram vítimas de cibercriminosos. Somente no primeiro semestre de 2019, foram registradas mais de 134 mil tentativas de roubo de WhatsApp. O levantamento mostra que, a cada dia, 23 pessoas são vítimas dessa modalidade de golpe em todo o país. Vazamento de conversas privadas, envio de links maliciosos para outros contatos e solicitações de dinheiro aos amigos estão entre os principais prejuízos trazidos pela clonagem do mensageiro.

Principais prejuízos

Ao ter livre acesso ao WhatsApp de um usuário, o hacker pode usar o conteúdo das mensagens para fazer chantagens com a vítima em troca de dinheiro. Segundo a pesquisa, 26,7% dos entrevistados apontaram o vazamento de conversas privadas como o principal prejuízo da clonagem de WhatsApp.

É comum também que o invasor se passe pela vítima para aplicar golpes em seus amigos e familiares. Ainda de acordo com o levantamento, o envio de links com golpes para outros contatos responde por 26,6% dos danos, seguido de solicitações de dinheiro aos amigos (18,2%), perda da conta do WhatsApp (18,0%) e chantagem (10,5%).

A enfermeira Jamille Almeida, de 33 anos, foi uma das vítimas. Apesar do susto e do desgaste emocional, amigos e familiares foram avisados a tempo do golpe, e não foram extorquidos.

MMQIComo você percebeu que havia caído num golpe?

Jamille Quando eu ativei o link enviado ao meu celular . imediatamente meu Whatsapp sumiu da tela..


MMQI Quando clonaram seu Whatsapp, houve prejuízo, conseguiram extorquir e/ou chantagear amigos e familiares se passando por você?

Jamille Graças a Deus, não.. Não conseguiram extorquir nada.. Meus amigos perceberam que não era meu jeito de falar.. Logo que divulguei no Instagram e a minha família avisou pelo Whatsapp o que havia acontecido .. Os mais próximos já tinham conhecimento do ocorrido e não caíram…


MMQI Qual foi a sua reação?

Jamille Fiquei indignada.. De imediato fui pesquisar sobre clonagem do aplicativo.. Quando vi a divulgação desse golpe que estava sendo aplicado e as condutas que deveria seguir


MMQI Conseguiu denunciar o golpe? Houve alguma dificuldade para fazer a denúncia?

Jamille Sim.. Fui a delegacia .. Registrar o B.O.. Para ficar registrado e me prevenir também caso ele, em meu nome, lesasse alguém. Houve sim.. Fui no dia seguinte registrar.. Porem percebi a falta de falta de profissionalismo pois comecei o atendimento com uma pessoa.. E apos ter relatado todo ocorrido.. Fui direcionada para outra.. Não sabendo o motivo.. Que assumiu a ocorrência e tive q explicar todo ocorrido novamente.. Despreparo.. Pois ate pra redigir e descrever de forma clara o ocorrido.. Quase que tive ditar cada palavra..


MMQI Conseguiu reaver a conta? Como fez pra se proteger do golpe, depois do susto?

Jamille Nós conseguimos dados de conta e CPF do fraudador.. Achando que poderíamos de alguma forma alguma justiça.. Porem os dados eram de São paulo e dessa forma não poderíamos fazer nada. Achei um absurdo e sentimento de impunidade.. As delegacias deveriam ser interligadas de alguma forma diante desse tipo de evento.. Que é nacional. Fico imaginando se tivesse sido algo mais complexo.. Entrei também em contato direto com a operadora oi e informei o ocorrido.. Que por sinal me surpreendeu.. Pois eu cancelei o numero.. Para assim interromper de imediato a ação dos fraudadores.. E a oi que havia dado um prazo de 24h .. Em menos de 3h já havia cancelado o número.. Por isso não consegui reaver o mesmo número.. Pois o prazo de renovação de um novo código do Whatsapp era muito extenso.. Em torno de 9 horas.. Então optei em não esperar. Cancelado numero antigo.. Eu com numero novo.. Consegui informar a todos os contatos do ocorrido e pedindo para add o novo numero.. Com a divulgação nas redes.. Percebi que o golpe estava mais em alta do que imaginava.. Tive acesso a impressos de notificação e condutas diante o golpe e já divulguei de imediato.

Para me proteger do golpe ativei a dupla checagem do Whatsapp. Que verifica periodicamente a integridade do mesmo. Eles clonaram a partir de um anuncio na OLX que eu fiz p meu pai
Coincidentemente, na semana depois um outro amigo sofreu o mesmo golpe.. Mas com consequências. O colega., devido grau de amizade transferiu R$: 1250 reais.. E não conseguiu reaver com o banco. Eles alegaram que foi transferência de livre e espontânea vontade.. Mesmo ele sido vítima.. Perdeu o dinheiro

Como se proteger

A PSafe alerta que o usuário jamais deve informar a terceiros o código de liberação de acesso do WhatsApp. Assim como fez Jamille, é importante, além disso, ativar a verificação em duas etapas para reforçar a segurança da conta e evitar conectar o celular em redes Wi-Fi desconhecidas. Se possível, instale um aplicativo para proteger o mensageiro com senha.

Fonte: Techtudo

Rede pernambucana de restaurantes abre sua primeira unidade na Bahia este mês

Com 800m² e capacidade para atender até 250 pessoas simultaneamente, o novo “Camarada Camarão” vai gerar cerca de 100 empregos diretos. Para a unidade baiana da rede, foram investidos R$ 4,5 milhões.

Por Juliana Barbosa

Divulgação

A terra do dendê ganha mais um espaço gastronômico. Especializada em frutos do mar, a rede pernambucana de restaurantes Camarada Camarão vai abrir sua primeira unidade na Bahia, dia 29 de outubro, na Alameda Gourmet que fica localizada no térreo do Salvador Shopping. O restaurante vai oferecer a experiência gastronômica já conhecida em várias capitais do Brasil. Com 800m² e capacidade para atender até 250 pessoas simultaneamente, o novo Camarada Camarão vai gerar cerca de 100 empregos diretos neste importante momento de expansão do Grupo Drumattos – que controla a rede.

O cardápio com diversas opções, estrelado pelo crustáceo que dá nome a rede, é todo assinado pelo consultor gastronômico da casa, o chef francês François Schmitt

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A expectativa é que em cinco anos, 15 novas casas, todas de grande porte, estejam em funcionamento no Brasil. A ousada meta foi iniciada com o acordo assinado pelo Grupo Drumattos com o fundo de investimentos Vinci Partners, uma das maiores gestoras do Brasil e que se tornou sócia da empresa através do Fundo NE III.

Para a unidade baiana da rede, foram investidos R$ 4,5 milhões. Atualmente, o Camarada Camarão conta com sete restaurantes – sendo três no Recife (PE), dois no Rio de Janeiro (RJ), um em Aracaju (SE) e outro em Fortaleza (CE). Além do projeto no Salvador Shopping, em breve a rede vai inaugurar uma casa em João Pessoa (PB). No próximo ano é a vez de Brasília, com início das operações em outras capitais das regiões sul e sudeste do País.

Divulgação

Segundo o empresário Sylvio Drummond, diretor do Grupo Drumattos, a Bahia entrou como uma das primeiras opções na rota da expansão da rede por diversos motivos. Entre os principais, o fato da capital baiana ser uma das mais agitadas e ao mesmo tempo uma das cidades mais acolhedores do Brasil – características que a fazem ser procurada por turistas brasileiros e estrangeiros durante todo o ano.

A experiência bem sucedida com a rede Camarão & Cia, cuja primeira loja foi inaugurada em 1999 no Shopping Recife e conta hoje com mais de 50 unidades espalhadas pelo país, fez com que o empresário Sylvio Drummond investisse ainda mais no setor de gastronomia. De lá pra cá, novas marcas foram se incorporando ao Grupo Drumattos. Assim, em 2005 surgia o primeiro Camarada Camarão, rede de restaurantes de grande porte com ambiente refinado e vasto menu de frutos do mar com preços extremamente competitivos.

Serviço:

Inauguração do primeiro restaurante Camarada Camarão na Bahia

Quando: Dia 29 de outubro, terça-feira, para convidados

Onde : Alameda Gourmet do piso L1 do Salvador Shopping

Entrevista excluisva com Anna Luisa Beserra: brasileira é 1ª a ganhar prêmio da ONU

Premiação será entregue durante a Assembleia Geral da ONU, dia 26 de setembro, em Nova York.

Por Juliana Barbosa

Divulgação ONU

Um filtro que purifica a água usando apenas a luz solar rendeu à empreendedora social baiana, Anna Luisa Beserra, 22 anos, o prêmio Jovens Campeões da Terra, da Organização das Nações Unidas Meio Ambiente. É a primeira vez que uma brasileira recebe o prêmio.

Hoje, o Aqualuz está em 53 residências de cinco estados do Nordeste: Alagoas, Bahia, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte. A escolha das casas foi feita através de parceiros, como seleções de fundações e projetos de aceleração que a startup participou. 

A maior parte das casas – pouco mais de 30 – fica na Bahia, nas cidades de Cafarnaum, Campo Formoso, Feira de Santana e Morro do Chapéu. Ao todo, Anna Luísa estima que o dispositivo ajude atualmente 275 pessoas. Até o fim do ano, com a perspectiva de implantação no Maranhão, Piauí e Minas Gerais, ela estima que chegue a 700 pessoas. Até o início do ano que vem, o número deve mais do que dobrar, alcançando 1,5 mil usuários

Segundo a ONU, 1,8 bilhão de pessoas bebem água imprópria ao consumo humano no mundo. No Brasil, segundo dados divulgados neste ano pelo Instituto Trata Brasil, cerca de 35 milhões de pessoas não têm acesso a redes de água potável.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, só em 2016, 1,4 milhão de pessoas morreram em decorrência de doenças diarreicas contraídas pelo consumo de água contaminada.

A ONU aponta que estas mortes estão “diretamente ligadas à falta de água potável e à falta de saneamento e de acesso à higiene” e que os problemas atingem principalmente “populações jovens, vulneráveis ou que vivem em zonas rurais remotas”.

A equipe do Muito Mais que Isso conversou com Anna, que está em Nova York, onde vai acontecer uma homenagem durante um baile de gala, marcado para o dia 26, durante a Assembleia Geral da ONU.

Divulgação ONU

MMQIVamos começar falando um pouco sobre você. Como você se define?

Anna – Sou biotecnologista, desde criança sempre tive o sonho de ser cientista, então, aos quinze anos, o que me possibilitou a realizar esse sonho foi participar do Prêmio Jovens Cientistas, do CNPq ( Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), que o tema era água, aí eu comecei o desenvolvimento do Aqualuz.

Me defino como uma pessoa criativa, inovadora, que busca sempre resolver problemas reais, que possam causar impactos positivos na vida das pessoas, e o aqualuz é um desses. O aqualuz é o primeiro produto de uma série de inovações que eu tenho em minha mente de realizar durante minha vida. Então, a partir do ano que vem a gente já deve começar o desenvolvimento de outros.

MMQIDe que forma surgiu o interesse pela temática que beneficia o semiárido até a ideia do aqualuz?

Anna – Como eu falei, aos quinze anos, eu vi um cartaz na escola do Prêmio Jovem cientista, fiquei com vontade de participar, e comecei a desenvolver, com a ajuda de alguns professores, e a temática do semiárido foi foco a partir do momento que era conhecido, era muito estudado na escola, apesar de eu ter nascido e sido criada em salvador, nunca tive contato físico com essa problemática, então eu pensei em alguma coisa que pudesse realmente ajudar essa região.

MMQI Como funciona o dispositivo?

Anna – O funcionamento do Aqualuz é muito simples, primeiro eu preciso explicar como é uma uma cisterna. A cisterna da região do semiárido é um grande reservatório para captação e armazenamento de água de chuva, ele é fechado mas, por problemas de manutenção acaba acontecendo de contaminações, e é aí que entra o aqualuz. A gente encaixa o aqualuz na saída da bomba da cisterna, essa água vai para o reservatório, fica em exposição diretamente ao sol por um período de duas a quatro horas, até que a água fique potável. Tem um sensor, que muda de cor, e alerta o usuário que a água está pronta para ser retirada e consumida. Sendo que a capacidade dele é de até 10 litros, Pode fazer até 3 ciclos por dia, e a única manutenção necessária é limpeza com água e sabão.

Arquivo Pessoal Anna Luisa

MMQI Quanto tempo dura o aqualuz?

Anna – O aqualuz dura 20 anos, o equipamento dele, o reservatório principal. E tem umas partes que não são essenciais, são acessórios que tem uma durabilidade um pouco menor, só que dá pra pessoa pode substituir ou viver sem. A gente ainda está estudando essa durabilidade de 20 anos, a gente não tem 20 anos de projeto ainda pra ter uma validação concreta mas, essa é nossa estimativa, isso é o que a gente quer.

MMQI Você foi bolsista do CNPq. como enxerga a atual situação do órgão?

Anna – Eu fui bolsista do CNPq e eu enxergo a atual situação como crítica. Por um lado é triste, porque tantos outros pesquisadores, tantas outras pessoas que poderiam estar desenvolvendo coisas, projetos, produtos ou pesquisas para a ciência e para humanidade, mas, por outro lado, o país está numa situação crítica, as prioridades dos políticos não estão sendo muito a educação, isso é muito triste, mas eu espero que não demore muito para voltar esse estimulo, quer dizer, não é nem por um lado ou por outro: os dois lados são negativos, e eu só espero que os cientistas tenham paciência, não desista das suas pesquisas por essa problemática, por que eu acho que a ciência deve prevalecer sempre, o jeito seria procurar outras fontes de fomento, existem muitos países que eles fomentam pesquisa aqui no Brasil, essa seria uma das saídas, claro que não dá para todos, mas alguns poderiam tentar conseguir.

MMQI Quando você explica o aqualuz dizemos: “como não pensamos nisso antes?”. Você passa a credibilidade que a metodologia é muito fácil e viável. Você acredita que o dispositivo pode ser utilizado em outros países?

Anna – O Aqualuz é sim, uma tecnologia muito simples, ele foi baseado no SODIS (SOlar water DISinfection)tecnologia que utiliza exposição da água dentro de garrafas pets para fazer o mesmo processo de desinfecção solar da água, só que existem vários problemas associados, dentre eles, a própria garrafa PET solta alguns químicos que são tóxicos ao consumo humano, e aí a gente desenvolveu um produto que resolveu esses problemas do SODIS, e sendo viável para essa região do semiárido, sendo especificamente desenvolvido para essa região, não só no Brasil, mas também em outros países do mundo.

Arquivo Pessoal Anna Luisa

MMQI – .A primeira brasileira a vencer prêmio da ONU, logo o principal prêmio ambiental para jovens empreendedores com idades entre 18 e 30 anos. Como você recebeu a notícia ,e o que passa por sua cabeça, agora,que está vivenciando tudo?

Anna – Eu recebi a notícia por e-mail. Mas, foi um e-mail bem tenso. Sabe quando você recebe um e-mail e desesperado pra ler pra saber o que é, o que está escrito e com aquela dúvida se foi aprovado, ou se é um e-mail negativo para dizer que você não foi aprovado? Então foi um sentimento muito bom quando li, fui aprovada, levantei da cadeira, dei um pulo, corri, chorando, para contar a notícia aos meus pais, foi um momento muito, muito bom, e agora que estou aqui, (em nova York), vivenciando isso,está sendo melhor ainda, não imaginava que seria tão impactante. Estou conhecendo pessoas novas, com visões diferentes e positivas do mundo, com trabalhos incríveis na área de sustentabilidade, voltados mesmo para fazer um planeta mais sustentável, e eu já estou aqui inspirada, com novas ideias querendo já mudar minha rotina diária, ser mais consciente, não só com o aqualuz, que é voltado para a água mas, até no dia a dia mesmo, pensando nas atitudes que a gente tem, nas ações que a gente tem que impacta, significamente no meio ambiente, como andar menos de carro, o consumo de gasolina, não usar mais sacolas plásticas, não usar copo descartável. Coisas simples que fazem toda diferença;.

MMQIAos 21 anos você já mudou a história de muita gente, e provavelmente realizou alguns sonhos! Quais são os planos agora?

Anna – Ontem foi meu aniversário de 22 anos, foi o primeiro aniversário que fiz fora do Brasil, e eu ainda acho que fiz muito pouco, sabia? Eu pensando assim, ainda tem tanta coisa que eu quero fazer, no mundo de coisa que passa pela minha cabeça. Nos próximos anos quero criar mais tecnologias, deixar a empresa no âmbito internacional mesmo, tanto o aqualuz, quanto outros produtos, atingindo o mercado fora do Brasil, o máximo de pessoas possível, impactando a vida das pessoas,ajudando o mundo, sendo sempre produtos sustentáveis e alinhados com os objetivos do desenvolvimento sustentável. Para o Aqualuz, por exemplo, a gente pretende nunca parar o desenvolvimento, sempre vão ter novos impactos associados ao aqualuz.

MMQI.Você é CEO de uma startup majoritariamente formada por mulheres, Jovens cientistas. Há preconceito de gênero na área? Se sim, isso interfere de alguma forma?

Anna – Sim, já passei por algumas experiências que eu percebi que os homens estavam sendo favorecidos e havia uma visão machista sobre mim e minha empresa, não só por eu ser mulher, mas também por eu ser jovem. Mas, eu acredito que hoje, na nossa empresa isso não existe, a gente tem homens também, e todo mundo convive pacificamente, não há ninguém com visões distorcidas : ” Eu sou homem, eu tenho mais valor que você..”. É uma coisa que a gente acredita que tem que criar cultura na sociedade mesmo. Acho que hoje, com o espaço que a gente está criando, com a credibilidade que a gente está tendo, o fato de ser mulher e ser jovem, não está sendo mais um ponto negativo, está sendo um ponto positivo, mostrando o próprio potencial que as mulheres e os jovens tem no mundo, então a parte do preconceito está sendo superada, no nosso caso mas, a gente sabe que muitas pessoas que estão começando agora ainda enfrentam esse problema, a gente quer servir de inspiração. É algo que precisa ser trabalhado muito, ainda mas, acredito que já esteja evoluindo.

MMQIO presidente Jair Bolsonaro estará em Nova York quando você for premiada. O que diria ao presidente diante da politica ambiental brasileira no exterior, criticada por especialistas e líderes mundiais em meio ao avanço do desmatamento e das queimadas?

Anna – De fato, a postura não é o melhor cenário para o Brasil, e deveriam pedir auxílio de especialistas na área ambiental, para se posicionarem de forma ideal para o planeta.

Crise no CNPq

O pontapé mesmo para o Aqualuz sair do papel veio no curso de Biotecnologia na Ufba. Ainda no primeiro semestre, participou da incubadora da instituição – a chamada Inovapoli. Por um ano, entre 2015 e 2016, Anna recebeu uma bolsa de iniciação tecnológica do CNPq para desenvolver o projeto.

No início do mês, a Capes ( Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior ), anunciou o corte de 5.200 bolsas, que deixariam de ser renovadas (ou seja, redistribuídas para novos alunos) para conseguir manter as que estavam ativas. No total, a agência já cortou 11.800 bolsas neste ano. Já o CNPq afirmou que não teria como garantir o pagamento de seus 84.000 bolsistas a partir deste mês por falta de verbas. Por enquanto, entidades ligadas à produção científica brasileira tentam chamar a atenção do Congresso para os prejuízos à pesquisa brasileira, caso a previsão orçamentária não seja corrigida pelos parlamentares.

Fontes: El País, BBC, Agência Brasil

Mais de 90% dos brasileiros estão infelizes no trabalho, aponta pesquisa. Vale a pena mudar de profissão?

Pressão na hora da escolha e desilusão financeira estão entre os motivos de frustração

Imagem: Internet

Por Juliana Barbosa

Provavelmente você já ouviu frase: ‘ Se nada der certo eu viro…” É comum entre os jovens. Infelizmente, a frase dita em tom de brincadeira, se tornou coisa séria Um levantamento realizado pelo aplicativo de negócios Survey Monkey, aponta que mais de 90% dos brasileiros estão infelizes em seus trabalhos. De acordo com os dados, mais de 36% dos profissionais brasileiros estão infelizes com o trabalho que realizam e 64,24% gostariam de fazer algo diferente do que fazem hoje.

Você faz parte dessa estatística? O MMQI conversou com pessoas que decidiram sair da zona de conforto e, hoje, são felizes nas novas escolhas.

Érica Medeiros

Além de mulher e mãe, Érica também acumula outras funções. De um lado, a advogada. Do outro, a cuidadora de gatos, que empreendeu no ramo dos felinos. Tudo começou quando Érica queria passar mais tempo com a filha, Olga. Mas, os horários de advogada nem sempre coincidiam com os da menina. Então, surgiu a ideia de unir a necessidade, o útil ao agradável. Hoje, é proprietária do Dom Felino CatSpa.

MMQI Quando você se viu apaixonada por animais, em especial por gatos?

E.M Desde que abri os olhinhos nesse planeta! Desde que tenho consciência do que me rodeia, despertei empatia por eles. Quando aprendi a andar, minha mãe quando ia ver, eu já estava acariciando um cão na rua,doente ou não, machucado ou não…

MMQI Como surgiu a ideia de abrir um SPA para gatos?

E.M – Começou a partir da minha necessidade em encontrar um local que fosse especializado nos cuidados com gatos. E imaginei que outras pessoas também tivessem a mesma necessidade que eu.

MMQI – Até que ponto você acredita que o contato com animais pode ajudar ser humano a superar momentos difíceis?

E.M – Acredito totalmente na influência dos animais na recuperação de doenças emocionais (e físicas), já que o contato com eles libera endorfinas…eu sou prova viva que uma “gato terapia” relaxa, nos ajuda a desacelerar os batimentos cardíacos, bem como outros benefícios,facilmente narrados por quem tem contato direto e aberto com eles.

MMQI – A dedicação aos animais passou para a sua filha?

E.M – Deixo-a livre pra seguir suas paixões e descobrir suas potencialidades. A dedicação aos animais é algo muita minha, como era com minha vó. Minha família de modo geral ama animais e minha filha também. Ela me auxilia sempre que preciso. Mas a dedicação mais especial, ela poderá seguir ou não…ela ainda está experimentando seus amores e preferências…

MMQIVocê nunca pensou em ser veterinária?

E.M –Talvez, na infância e início da adolescência. Hoje, adulta, tenho plena clareza que os animais precisam de mim em outro âmbito.

MMQI Mas você é advogada, certo?

E.M – Sim. Eu também sou advogada.

MMQI – Você é dona do primeiro espaço exclusivo para gatos em salvador, quem sabe do Nordeste. Qual a sensação?

E.M – Sim. Sou. Agora atuando essencialmente em Rio de Contas. Sinto gratidão em retribuir o que recebo deles (dos felinos), sinto confiança no meu trabalho, e espero galgar um espaço de respeito e compreensão aos felinos, por parte de uma camada maior da sociedade.

MMQI O que você acha que falta em Salvador quando o assunto são os animais de estimação?

E.M – Num panorama prático, um hospital veterinário. Sem dúvida.

MMQI Você tem novos planos profissionais? Pretende expandir ainda mais?

E.M – Já mudei de cidade. E sim, tenho outros planos,porém por enquanto, guardados na cabeça e no coração...

MMQI – Qual o maior desafio, quebrar os mitos em torno dos felinos?

E.M – Exatamente. Continuar o meu trabalho, que é o de abrir cada vez mais corações, para que os felinos possam entrar!

Fernando Lopes

Quando tinha 30 anos, o administrador de empresas Fernando Lopes, deixou de lado a estabilidade de um emprego fixo, para vivenciar um antiga paixão: a fotografia. Atualmente, é proprietário da FL Fotografias.

MMQI – Qual sua formação?

F.L – Administrador

MMQI – O que te motivou a mudar de profissão?

F.L- Era infeliz na profissão na qual me firmei, não me sentia realizado e o salário era muito baixo

MMQIValeu a pena a mudança?

F.L – Sim, só me arrependo de não ter feito a mudança muito mais cedo.

MMQI – Como surgiu a paixão pela fotografia?

F.L – Eu sempre gostei de fotografia, desde adolescente eu tirava foto, mas nunca me via trabalhando na área, tinha um certo bloqueio, uma resistência...

MMQIO que a fotografia representa para você?

F.L – Um sonho, uma paixão, minha profissão, meu passa tempo

MMQIQual foi/é o maior desafio de ter trocado a aberto mão de exercer a formação acadêmica para ser fotógrafo?

F.L – Não ter clientes, o Início é muito mais complicado, além de não ter a experiência necessária no ramo.

MMQI Fotografia é uma área de ampla concorrência. Como você se destaca no mercado?

F.L – Existe muita gente que segue esse ramo, mas o que diferencia é seu trabalho, sua dedicação e respeito com os clientes, quase todos os meus clientes são indicados por outros clientes. Quando você faz aquilo que ama, seu trabalho se torna o melhor

MMQIVocê tem novos planos profissionais? Pretende expandir ainda mais?

F.L – Sim, pretendo ampliar o nicho, trabalhar também com Newborn, investir nos trabalhos com casamento, pois é algo que me identifico mais, fora que pretendo fazer exposições de alguns projetos fotográficos que já realizei, e expandi para fora da cidade de SSA, nacional e internacional, por que não?

MMQI O que mais te emociona no seu trabalho?

F.L – A fotografia de casamento é a que me deixa mais sensível, me emociono em todos os trabalhos que realizo. Saber que eu faço parte de um momento tão importante da pessoa me faz lembrar, todos os dias, que fiz a escolha certa quando decidi seguir a fotografia como profissão.

MMQI – O que você diria a quem pensa em mudar de profissão?

F.L – Que nunca se sujeite a trabalhar naquilo que você não gosta, mude se necessário. A realização pessoal é muito mais importante do que qualquer coisa, busque seus sonhos, por mais estranhos e difíceis que eles possam ser.

Imagem: Internet

Witzel lamenta morte de Ágatha, mas diz que “política de segurança pública é um sucesso”.

Por Juliana Barbosa

Levou 72 horas para o governador do Rio, Wilson Witzel, se pronunciar sobre a morte de Ágatha Vitória Sales Felix, uma criança de 8 anos que foi brutalmente assassinada por um tiro de fuzil, nas costas, durante uma ação policial.

A criança foi atingida quando estava com o avô em uma kombi na favela Fazendinha, no Complexo do Alemão, onde a família mora.

E o que faz Witzel?

Em entrevista coletiva, nesta segunda-feira(23), no palácio Guanabara, o governador diz que a “política de segurança pública é um sucesso”.

Faz da morte palanque eleitoral.

Durante o enterro da menina, neste domingo(22), em Inhaúma, na Zona Norte do Rio de Janeiro, um policial militar agrediu Felipe Gomes, organizador do Marcha das Favelas. O integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) Gabriel Monteiro, deu um soco contra o jovem durante uma discussão.

Mesmo assim, em meio ao caos, o governador afirmou que os “usuários de drogas ajudaram a apertar o gatilho”.

NÃO!

Ágatha foi morta pelo Neofacismo. Pela Necropolítica. Os culpados são as autoridades estaduais e federais que incentivam ações violentas da polícia e das milícias contra a população preta e pobre.

Além de Agatha, Kauan Peixoto, de 12 anos, Kauan Rosário, de 11 anos, Kauê Ribeiro, de 12 anos, e Jenifer Cilene, de 11 anos, não resistiram aos ferimentos causados por balas perdidas que, “coincidentemente”, encontraram corpos negros.

O inferno é aqui.

“Somos descendentes de gente que chicoteava negros e índios com uma mão e com a outra segurava um terço”.

Hoje, a sociedade assiste ao genocídio da população preta fazendo arminha com a mão, e com a outra, recita a Bíblia.