Dom Felino

Por Érica Medeiros

Arquivo Pessoal. Mogli todo arrepiado

Escolhi essa foto porque achei bastante pertinente ao caso. Sempre sinto um ARREPIOOOO me percorrer a espinha, ao ouvir a eterna repetição de frases clichês como “gato não se apega ao dono, se apega à casa” e blá blá blá…isso é no Uber, é na fila do mercado, em qualquer canto onde alguém se depara comigo transportando ou abordando o tema “gato”… preguiça! E lá se vai eu tentando argumentar e convencer a pessoa que isso é apenas a repetição de conceitos-padrão há muito criados para “demonizar” injustamente, diga-se de passagem, os nossos bichanos.

E que para mim, inclusive já vêm caindo por terra, pois a cada dia presenciamos na internet, algum vídeo que viraliza demonstrando peripécias e cenas de extremo afeto entre gatos e seus donos. E afinal…gatos amam? Amam. Sofrem. Sentem saudade. Até adoecem e morrem de saudade. Sempre me fiz o questionamento acerca da dificuldade de aceitação humana sobre as várias e várias formas de amar.

Eu, sou uma típica felina nesse quesito e talvez por isso tanta empatia com o tema, e talvez ainda por isso, tanta sensação de injustiça! Rsrsrs

Amo. Sou independente. Não sou chegada a muitos afagos. Não sou chegada a muitos festejos e abraços e chamegos…nem dormir de conchinha. Mas gosto de ficar ali junto, estar do lado, apreciar a companhia. Assim como a maioria, e digo a maioria porque há uma “ruma” de gatos derretidos e bem melosos que chega a abusar de vez em quando. Isso é amar menos? Definitivamente, não.

Entendo que amar sem apego ou com apego em dose sutil, é amar. Esperar com olhar atento que seu dono abra a porta e graciosamente vir recebê-lo com ronrons e passadas de cauda nas pernas. Ou apenas olhar com preguiça e dar aquela piscadinha marota pra dizer “notei que você chegou, humano”, sim, podem ser uma ou duas das inúmeras e variáveis e formas de amar…

E assim como acontece com a trupe dos hominídeos, há sim animais que demostram maior ou menor afeto, ou nenhum. Por estarem ainda imbricados com o instinto selvagem que lhes acompanha e respeitemos isso! Se meus gatos me amam? A maioria sim, o olhar chega derrete ao me ver…. já outros, nem dão conta da minha existência. Coabitamos e é só. Contudo, enxergo isso com extremo respeito à individualização do ser, que se aprendermos a enxergar e respeitar no que se refere aos bichanos, aprenderemos a respeitar no modo de ser de cada indivíduo.

Dom Felino

Indoor: A criação ideal

Por Érica Medeiros

Arquivo Pessoal: Malu, gata à espera de adoção na casa de Erica Medeiros

Como gateira que sou, sempre utilizo termos que acabam sendo ouvidos com certo “assombro” por parte dos novos criadores, simpatizantes e afins. Portanto, achei conveniente elaborar um textinho elucidativo pra explicar o que é criação “indoor”.

Bem, como o próprio nome já define, criar “indoor” significa criar dentro, ou seja, criar o animal em casa sem nenhum acesso à rua.

Tal conceito surgiu para definir aqueles criadores que optam em manter seus felinos em ambiente seguro, contudo, ainda é um tema bastante polêmico, dada à característica mais solene do gato que é a preservação do seu instinto de caça. Tal comportamento felino, “confunde” as pessoas, que acabam por achar que o gatinho precisa dar os famosos “passeios”.

Fato é que nas ruas os nossos gatíneos correm uma série de perigos (atropelamentos, brigas com outros gatos, ataques de cães) e sofrem uma série de maus tratos (envenenamento, chutes, pauladas, água quente, e por aí vai…), afinal, esses peludos ainda não conquistaram totalmente a empatia dos homens, sendo rotineiramente vítimas potenciais da perversidade humana.

Por outro lado, a criação indoor pode se tornar uma dor de cabeça se o tutor não se preocupar em fornecer um ambiente adequado, sadio e preparado para a manutenção do felino. Isso é possível através do enriquecimento ambiental, da castração, dentre outros fatores contributivos a amenizar a falta que o bichano sente em estar “in nature”.

Estudos indicam que a expectativa de vida de um gato que vive nas ruas ou tem um lar, mas dá suas habituais voltinhas, é de em média de 3 anos, quando um gato criado indoor pode viver até 17 anos. Conheço relatos de felinos que viveram até os 23!

A criação indoor, se feita com atenção às necessidades do bichano, é a maneira mais eficaz de mantê-lo seguro, longe de “acidentes”, doenças, parasitas, etc, estendendo sua qualidade de vida e por consequência seu tempo de permanência conosco.

Se você pensa em adotar um gatinho, sugiro ler artigos sobre o tema da criação indoor. É simples e eu recomendo!

Dom Felino

Agora sim! STJ decide que condomínios não podem restringir presença de animais

Por Érica Medeiros

Mogli (Arquivo Pessoal)

Em decisão inédita, o STJ decidiu que condomínios não podem proibir a presença de animais, a menos que estejam causando algum tipo de risco à saúde ou à tranqüilidade dos demais moradores.

Ponto pra nós! Conforme abordado no primeiro texto do Dom Felino, os gatos são presença mais constante nos condomínios tendo em vista a verticalização das moradias, contudo, oferecem pouca ou nenhum circulação nas dependências externas, o que acarretava um contra senso na proibição de se ter um exemplar em casa.

No caso em comento, a ação foi imposta por uma moradora de condomínio em Samambaia-DF, para garantir o direito de permanecer com sua gata de estimação no apartamento, perdendo inicialmente nas primeiras e segundas instâncias.

Pra nossa sorte, a dona do felino não desistiu e recorreu à Corte Suprema para ver assegurado seu direito! Essa decisão abre um precedente positivo para julgamentos em casos similares, já que, segundo o relator, tal proibição é

ilegítima, visto que condomínio não demonstrou nenhum fato concreto apto a comprovar que o animal (gato) provoque prejuízos à segurança, à higiene, à saúde e ao sossego dos demais moradores.”

Pode não parecer, mas o posicionamento da Suprema Corte em relação ao assunto, pode reduzir as batalhas travadas entre condomínios e moradores, já que a proibição feria direitos assegurados pela Constituição, como o direito de propriedade e o direito à individualidade.

Mudar de imóvel muitas vezes vira uma dor de cabeça quando existe tal restrição, tornando inclusive um dos principais motivos de abandono de animais, a impossibilidade de levá-lo para a nova moradia.

Ressalvado o bom senso que se deve existir na convivência comum, claro, torçamos para que essa decisão seja mais um ponto positivo para aqueles que desejam adotar um gatíneo!

Dom Felino

Exposição de Gatos aconteceu em Salvador nesse fim de semana

No último final de semana, dias 04 e 05 de maio, Salvador sediou as XXI e XXII Exposições Internacionais de Felinos do GatoGrupo, com participação das mais variadas raças, para deleite dos gateiros de plantão!

“O GatoGrupo surgiu na parceria entre dois apaixonados por gatos com o objetivo de atrair a atenção que esses magníficos animais merecem e já vem obtendo em outros países e mesmo no Sul e Sudeste do Brasil.”

https://www.gatogrupo.com.br/clube.php

Dentre as raças presentes, os mais charmosos maine coons, bengals, himalaios, persas e exóticos, além do norueguês da floresta, os extravagantes orientais e os verdaderios siameses, ou seja, um show de fofuras para todos os gostos.

O evento contou ainda com a presença de alguns dos exemplares gatíneos do Instituto Patruska Barreiro, para dar um sabor ainda mais gostoso ao encontro, oportunizando aos visitantes a chance de levar um pedacinho desse amor para suas casas.

Houve diversas competições e premiações, mas certamente quem mais ganhou foram os amantes de gato que tiveram a chance saborear um pouco as peculiaridades e o charme de cada raça.

O evento se repetirá na capital baiana em setembro de 2019, portanto, fiquem atentos!