Papo de Salão & Visagismo

Papo de Salão e Visagismo

 

Flipelô e Exporural movimentam o final de semana

Eventos prometem grande presença de público

Por Gustavo Medeiros

O Final de Semana do Dia dos Pais será movimentado em Salvador. Entre os eventos que acontecem na capital estão a Flipelô e a Exporural, que devem receber uma boa media de publico.

Acontecendo desde a última quinta-feira (08), a Festa Literária Internacional do Pelourinho já está na sua 3ª edição e reune autores de vários países e amantes da literatura em uma vasta programação cultural até este domingo (11) .(acompanhe a programação aqui)

Foto: João Souza/G1

Em sua 20ª edição, a FENAGRO começou neste sábado (10) e vai contar com exposição de animais, show infantil, parques, passeios em pôneis e charretes, desfile de bois adestrados, feira de artesanato e praça gastronômica.Especialmente no domingo (11), o evento vai contar com a apresentação do personagem Ed Banana.

Foto- Grande Bahia

Café com pimenta

Diariamente

Por Juliana Barbosa

Para calar a boca: Dentista

Pra lavar a roupa: Vaza Jato

Para viagem longa: Kit gay

Para difíceis contas: Abraham Weintraub

Para diminuir o desmatamento: Demite quem faz o cálculo

Para o pneu na lona: Couro de gente

Para a pantalona: Conta na Suíça

Para pular a onda: Gilmar Mendes

Para lápis ter ponta: Nióbio

Para o Pará e o Amazonas: Demarcação

Para parar na Pamplona: Queiroz

Para trazer à tona: The Intercept

Para a melhor azeitona: Dinheiro

Para o presente da noiva: Desvio de verbas

Para Adidas: O Igual do Paraguai

Para o outono, a folha: de Pagamento

Para embaixo da sombra: Beach Park

Para todas as coisas: Está puxado

Para que fiquem prontas: Penitência

Para dormir a fronha: Tá gelado

Para brincar na gangorra: Conjes

Para fazer uma touca: Damares

Para beber uma coca: Aécio

Para ferver uma sopa: O Eduardo

Para a luz lá na roça: Vela

Para vigias em ronda: Ninguém viu

Para limpar a lousa: Dallagnol

Para o beijo da moça: Frozen

Para uma voz muito rouca: Corta os remédios

Para a cor roxa: Delegacia da mulher

Para a galocha: Pé na lama

Para ser moda: Instagram

Para abrir a rosa: Mamadeira de piroca

Para aumentar a vitrola: O Antagonista

Para a cama de mola: Tábata Amaral

Para trancar bem a porta: Chama o Moro

Para que serve a calota: Olavo de Carvalho

Para quem não acorda: Lava Jato

Para a letra torta: Caneta bic

Para parecer mais nova: Chama de novinha

Para os dias de prova: Não tem escola

Para estourar pipoca: Witzel

Para quem se afoga: FGTS

Para levar na escola: Que escola?

Para os dias de folga: Não tem mais folga

Para o automóvel que capota: Pra quê auto escola?

Para fechar uma aposta: Estados Unidos

Para quem se comporta: Meritocracia

Para a mulher que aborta: Caixão

Para saber a resposta: Bolsonaro

Para escolher a compota: Ele também

Para a menina que engorda: chama o Dória

Para a comida das orcas: Lixo

Para o telefone que não toca

Para a barragem que transborda

Para a mesa que não vai ser posta

Para você, o que você menos gosta

D i a r i a m e n t e .

Arte em tela: entrevista com o artista plástico André Dragão

Inspirado por Andy Warhol, André nasceu em Salvador. Autodidata, desde criança é apaixonado por artes

Por Juliana Barbosa

Arquivo Pessoal de André

Aos 53 anos, surfista, fã de Elvis Presley, o artista plástico André Dragão conversou com a equipe do Muito Mais Que Isso, e falou sobre o início da carreira e as dificuldades no mercado de artes brasileiro.

MMQI:  Qual foi o fator principal que o levou à arte?

André: Desde criança sempre gostei de desenhar.              

MMQI:                  Em sua opinião, como anda o mercado de artes plásticas no Brasil? O mercado é extremamente fechado, principalmente aqui em Salvador, onde existem os artistas queridinhos, como qualquer área de trabalho, possuem seus privilégios (risos).         

MMQI:                  No seu perfil no Facebook, há muitas pessoas fazendo menções à sua obra. Como se deu esse contato?

André: Na verdade as redes sociais têm uma grande importância para a divulgação dos meus trabalhos. Comecei a divulgar minha arte e caiu no gosto da galera (risos).                              

MMQI:                 Como sobreviver de arte num país como o Brasil?

André: É extremamente difícil e complicado viver de arte. É matando um leão por dia.

MMQI:                 O que falta atualmente para incentivar mais o gosto dos jovens pelas artes?

André: A começar primeiramente nas salas de aulas, colocar na cabeça do aluno que a matéria de arte é tão importante como as outras matérias. Foi através da pintura rupestre que conhecemos a história da civilização, através dos desenhos nas cavernas.

Arquivo Pessoal de André

MMQI:                  Quais são suas principais influências?

André:  Minha principal influência é Andy Warhol , artista norte-americano, um dos precursores da Pop Art. O outro é Salvador Dali, artista espanhol conhecido pelo seu trabalho surrealista.

Salvador Dalí. Arquivo Pessoal de André

MMQI:  Como desenvolveu seu estilo?

André: Me espelhei nos trabalhos de Andy  Warhol e Salvador Dalí.

MMQI:                 Todo seu trabalho é encomendado hoje?

André: Sim, basicamente encomenda.

MMQI:                 E os novos projetos?

André: Muitos projetos, ainda no papel (risos).

As obras do artista plástico baiano conquistam os famosos brasileiros.

Nas fotos: Os cantores Supla, Manno Góes, Mateus Vidal e Bel Marques o prefeito de Salvador, Acm Neto e as jornalistas Jéssica Senra e Camila Marinho,

Arquivo Pessoal André

Em Minha Pele

Naturismo cristão ou nudismo evangélico vem conquistando mais fiéis

Por Juliana Barbosa

Reprodução

Bom dia! Como dizem os jovens: Sextou! E, atendendo aos pedidos, abro mais uma exceção na coluna para naturalizar e parabenizar as religiões que, cada vez mais, desvinculam a ideia da nudez com a sexualidade.

Taí uma coisa que provavelmnte você nunca imaginou: o nudismo evangélico. Mas, ele existe e está virando tendência no Brasil. A prática de ficar peladão sentindo a presença de Deus surgiu na Pensilvânia, nos Estados Unidos, alargou-se à Austrália e a outros locais, mas já está se espalhando pelos trópicos, tendo chegado agora ao Brasil.  São os chamados “naturistas cristãos“.Os naturistas já não estão restritos apenas a praias ou florestas, agora também existem em igrejas. Sim, e não há NADA DE ERRADO nisso.

Sem roupa, os religiosos se reúnem para fazer a leitura da Bíblia. Pode ser na igreja ou ao ar livre, visto que muitos encontros ocorrem em sítios ou praias nudistas.

Embora seja mais voltado a grupos evangélicos, o movimento congrega cristãos naturistas de várias igrejas. Ao site Gospel Mais, os adeptos da prática falaram sobre o conceito.

O arquiteto Estevão Prestes disse ter sido expulso da congregação da Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ) por conta do seu hábito de rezar pelado.


“Quando meus hábitos foram descobertos, fui chamado pelos pastores a um conselho. Houve a leitura de acusação formal de comportamento imoral”, revelou. Hoje em dia, no entanto, admite sofrer menos represálias.

Graças a isso, ele hoje frequenta uma Igreja Presbiteriana. Atualmente, Estevão não esconde que é naturista, mas também não propaga a prática aos quatro ventos e diz se sentir aceito na comunidade da qual participa. Em declarações, explicou que se trata de um grupo de “cristãos de diferentes igrejas que descobriram na prática naturista uma forma de desenvolvimento pessoal, de comunhão mais profunda ou, em alguns casos, apenas uma saudável opção de lazer”.

O religioso refere ainda que todos são bem vindos, pois “apesar do direcionamento predominantemente evangélico” estão “abertos a cristãos de todas as correntes”. “Não acreditamos na discriminação”, garantiu.

Para o programador Nelci Rones, andar pelado não está relacionado ao pecado. Pelo contrário, ele define que “Imoral é o que se faz de sujo com o corpo” – embora não fique exatamente claro o que isso significa. Para muitos dos adeptos, estar pelado é também estar mais próximo de Deus, mesmo que isso signifique enfrentar a resistência de alas mais conservadoras de suas igrejas.

Como Surgiu o Naturismo

No século XIX, com o triunfo da Revolução Industrial e o início da eterioração da vida nas grandes cidades, irromperam tentativas individuais, na Europa e nos Estados Unidos, de adoção da nudez para reinserir o homem na natureza. Em 1903, Paul e Maria Zimmerman fundaram o Freilichpark (Parque da Luz Livre ) Klingberg, na costa do Mar Báltico, para poderem viver, em família, a Freikörperkultur (cultura livre do corpo). Aos poucos, a família Zimmerman passou a receber pedidos de pessoas, de diferentes cidades e, mesmo do exterior, desejosas de participar da experiência nudista no centro que se tornaria um marco na história do moderno movimento naturista. Note-se que Klingberg  é o nome de um lugarejo nas imediações do sítio dos Zimmerman.

Adão e Eva, de Peter Paul Rubens

  Essas duas iniciativas marcam o início do naturismo no mundo como um dos movimentos mais bem sucedidos do século XX. Hoje, prestes a completar 100 anos, congrega milhões de adeptos no mundo inteiro. Sou de parecer que um dos segredos do êxito do naturismo reside no caráter laico do movimento. Ele não nasceu no seio do cristianismo, como uma tentativa de recuperar o paraíso perdido, nem se afirmou como desafio à doutrina das igrejas católica ou protestantes. Esse caráter laico do naturismo evidentemente não é obstáculo para o ingresso ou adesão de cristãos a clubes ou praias, onde é praxe a nudez social, já que não há incompatibilidade entre naturismo e cristianismo.

     O naturismo moderno, nesses quase 100 anos de existência, ostenta uma excelente organização com a Federação Internacional de Naturismo (INF), as federações nacionais em diversos países, como a Federação Brasileira de Naturismo (FBrN). Deve-se à INF a seguinte definição: “O naturismo é uma maneira de viver em harmonia com a natureza, caracterizada pela prática da nudez pública, que tem por objetivo favorecer o respeito de si mesmo, o respeito pelos outros e pelo meio ambiente.” (1973)
Texto de Roberto Figurelli, extraído do livro Praia da Galheta 2002, Sônia T. Felipe et.al., página 51.

A nudez através da arte

O “Davidde Michelangelo: corpo nu é um dos motivos mais frequentes na arte

Um dos motivos mais antigos e explorados por artistas – o corpo humano nu – ainda causa controvérsia. Tema serviu muitas vezes para quebrar tabus, em diferentes épocas.

O corpo nu é um dos motivos mais retratados e antigos na história da arte, aparece inclusive em esculturas pré-históricas. Essa representação, que resistiu até a períodos mais sombrios, como a Idade Média, no entanto, nem sempre foi percebida com naturalidade e ainda gera controvérsia.

A nudez é explorada em algumas das obras mais famosas do mundo, como Vênus de Milo (século 2 a.C.); Laocoonte e seus filhos (entre os séculos 1a.C. e 1 d.C.); O nascimento de Vênus de Botticelli (1484); David de Michelangelo (1501); As três graças de Rafael (1504); Olympia de Manet (1863); Nu deitado de Amedeo Modigliani (1917); e As mulheres de Argel de Picasso (1955). Recentemente foi descoberta até uma versão nua da famosa Mona Lisa, que teria sido pintada, pelo menos em parte, pelo próprio autor da original, Leonardo Da Vinci.

“A nudez é um dos temas base da arte. Até na Idade Média e na arte otomana havia representações de mulheres nuas”, afirma Ulrich Pfisterer, diretor do Instituto Central para História da Arte, de Munique.

Vênus encontrada na Alemanha teria 40 mil e é considerada a escultura humana mais antiga do mundo

Dependendo do período, lembra o pesquisador, esse motivo era retratado com maior ou menor frequência. Enquanto na Idade Média a nudez era tolerada apenas em determinados motivos religiosos, como Adão e Eva, durante o período clássico ou na Renascença ela representou ideais de beleza e força. Nesta última época, o estudo do corpo humano também passou a ser um dos pontos centrais na formação de artistas.

De acordo com o historiador da arte Karlheinz Lüdeking, no século 19, o desenho do nu era matéria obrigatória em academias de artes. “Por questões morais, essa obrigatoriedade proibiu a entrada de mulheres nestes espaços. Em Berlim, somente a partir de 1918 mulheres poderiam estudar arte”, destaca o professor de história da arte na Universidade de Artes de Berlim.

Na segunda metade do século 19, a representação do corpo nu alcançou seu auge, com os impressionistas Édouard Manet, Edgar Degas e Pierre-Auguste Renoir. Nos períodos posteriores, o motivo manteve a posição de prestígio conquistada e seguiu inspirando artistas como Paul Cézanne, Pablo Picasso e a brasileira Tarsila do Amaral.

Escândalos e meio de protesto

A representação do corpo nu nem sempre foi apenas uma consagração a padrões de beleza e, em determinados momentos, serviu para quebrar tabus. Em 1430, Donatello apresentou ao mundo a escultura de bronze de David – um jovem nu pisando sobre a cabeça de Golias.

“Essa obra era praticamente uma provocação, pois tinha claramente um fundo homoerótico”, afirma o historiador Lüdeking.

“Almoço sobre relva”, de Manet, causou escândalo no século 19
“Almoço sobre relva”, de Manet, causou escândalo no século 19

Exposto ou não como provocação, o corpo humano nu causou protestos ao longo da história. Por volta de 1797, Francisco de Goya pintou sua famosa obra A maja nua. A ousadia lhe custou um processo aberto pela Inquisição Espanhola.

Em 1865, a Olympia de Manet causou um dos maiores escândalos da história da arte e foi considerada por conservadores vulgar e imoral. Mas esta não era a primeira vez que o pintor chocava a sociedade francesa. Dois anos antes, o quadro Almoço sobre relva, que retrata uma mulher nua conversando com homens vestidos, chegou a ser considerado por Napoleão 3º um atentado ao pudor.

A nudez como instrumento para contestar padrões sociais ganhou um novo impulso na década de 1960, com a performance. O corpo nu passou a ser uma arma, utilizada principalmente por mulheres, no protesto contra a dominação masculina, representações sexuais e desigualdades sociais.

Neste contexto, surgem nomes como Carolee Schneemann, Valie Export e Marina Abramović. Numa de suas performances mais Conhecidas, Imponderabilia, de 1977, Abramović e seu então parceiro Ulay ficam parado nus um de frente para outro, a uma distância de cerca de 30 centímetros, encostados numa estrutura que representa uma porta. Para entrar no museu, os visitantes precisavam passar pelo casal e, na escolha do lado para passar de frente, eram confrontados com seus próprios tabus.

Abramović e Ulay fizeram várias performances nus
Abramović e Ulay fizeram várias performances nus

Devido a essa intensa exploração da nudez, Lüdeking considera que, atualmente, o corpo nu não é mais um tabu na arte. “A nudez não causa mais um efeito subversivo ou provocativo, mas virou algo convencional”, argumenta.

Já para Pfisterer, a nudez ainda tem grande potencial para causar polêmica. “Depende muito do contexto cultural onde ela acontece. Neste caso, não só o contexto histórico que é importante, mas também o geográfico“, opina.

Recentemente, para atrair famílias, o Museu d’Orsay, em Paris, relançou uma campanha onde um dos slogans é “Tragam seus filhos para ver gente nua”. A estratégia foi bem recebida pelos franceses.

Em entrevista ao conglomerado francês de mídia RFI, a diretora de comunicação do museu, Amélie Hardivillier, disse que a relação com a nudez ainda causa debate, mas destacou que uma das funções da arte é justamente o questionamento.

Neste debate, Lüdeking ressalta que a arte sempre precisa ser analisada a partir da mensagem que pretende passar: “Coisas que acontecem na arte estão lá para serem observadas e interpretadas.

E aí, gostaram da ‘linha do tempo” da nudez em diferentes partes do mundo? Às vezes profana, às vezes sagrada, a nudez ainda é um tabu, ouse dizer: desnecessário.

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Fontes: DW, Notícias ao Minuto, Hypeness e Planat

Pílula Química

Óleo de girassol, canola, soja, coco, azeite, banha de porco: fritar com o quê?

Por Hélio Messeder

Reprodução: Internet

Fritar a comida é uma das coisas mais geniais e gostosas que a humanidade já inventou. O processo de fritar envolve, no geral, imergir o alimento em um óleo quente de modo que ele cozinhe instantaneamente por fora e crie uma capa protetora ao mesmo tempo que o vapor d’agua do alimento cozinha ele por dentro e o mantém úmido. Pense numa coxinha frita na medida certa: aquela casquinha frita e aquele recheio de frango (ou palmito se você for vegano) bem temperado, molhadinho e no ponto. Trata-se de uma explosão de texturas, crocâncias e sabores na sua boca.

Para fritar o alimento de maneira perfeita o óleo precisa estar bem quente, mas não tanto. A temperatura ideal para fritar é cerca de 180 a 200oC, menos do que isso o alimento não formará a casca de fora e vai absorver bastante óleo. Por outro lado, se o óleo estiver muito quente ou alimento passar muito tempo, o vapor de água lá dentro vai escapar e a comida vai ficar ressecada. É o equilíbrio perfeito entre cozinhar instantaneamente fora e deixar a água dentro que faz a comida frita ser maravilhosa.

Mas tudo que a gente gosta é ilegal, é imoral ou engorda e não seria diferente com a fritura. Os óleos são lipídeos e o excesso deles está relacionado a diversos problemas de saúde do nosso corpo. Daí é comum pensar: se eu achasse um óleo mais saudável eu não poderia comer meu kibe frito com queijo em paz?  Como escolher entre tantos óleos do supermercado?

 Se você quer mesmo reduzir seu consumo lipídico o ideal mesmo é não comer fritura. Não há mágica e não importa qual óleo você escolher. Mas não significa que eles são todos os iguais. Os óleos podem ser saturados, monoinsaturados ou poli-insaturados, e parece que há um consenso de que óleos monoinsaturados e poli-insaturados são melhores para a saúde. Os azeites de oliva não aquecidos são ricos em óleos monoinsaturados e costumam ser recomendados por nutricionistas.

Os óleos de girassol, canola, soja todos são ricos em óleos poli-insaturados, mas ao serem aquecidos eles se decompõe e formam substâncias saturadas e outras substâncias (aldeídos) que são consideradas, por alguns cientistas como prejudiciais para saúde. Desse modo, diferente do esperado, o ideal é que para fritura se use materiais que sejam já ricos em substâncias saturadas que não vão se decompor em substâncias prejudiciais durante a fritura. Pasmem, fritar com banha de porco pode ser uma excelente solução visto que gorduras animais são resistentes à temperatura. O óleo de coco e o de abacate também são ricos em gorduras saturadas e podem ser usados se o critério for pensar na decomposição da gordura.

Por outro lado, a riqueza de gorduras saturadas não decompostas durante a fritura passará para o alimento e se você está procurando emagrecer não vai conseguir com banha ou óleo de coco. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia já alertou que o usou continuo de óleos de coco como óleo de cozinha é menos preferível que os outros tipos de óleos.

Os azeites de oliva também se mostram resistentes a altas temperaturas, embora muitas substâncias consideradas benéficas sejam perdidas com o aquecimento. Uma consideração importante é que se você vai fritar usando azeite não precisa ser o extravirgem, não faz diferença usar um azeite oliva melhor ou pior em altas temperaturas

Por fim, é preciso levar em consideração o sabor. Por mais saudável que seja, você nunca vai querer comer um acarajé fritado em azeite de oliva. O azeite de dendê saturado ou não tem um sabor que é só seu e que deixa o acarajé frito nele com um sabor indescritível. Ou seja o sabor é importante na hora da escolha do azeite

O veredito é que fritar com qualquer óleo tem prós e contra. Como sempre, a pílula mostra que moderação no consumo é a melhor coisa. 

Referências:

https://www.endocrino.org.br/media/uploads/posicionamento_oficial_%C3%B3leo_de_coco_sbem_e_abeso.pdf

WANKENNE, M. A. Os tipos e os efeitos da rancidez oxidativa em alimentos. Food Ingredients Brasil, v. 29, p. 38-45, 2014

SANIBAL, Elaine Abrão Assef; MANCINI-FILHO, Jorge. Alterações físicas, químicas e nutricionais de óleos submetidos ao processo de fritura. Food Ingr South Am, v. 1, n. 3, p. 64-71, 2002.

DE AZEVEDO, Cláudio Henrique; LAMOUNIER, Maria Aparecida Teixeira; DE CARVALHO TEIXEIRA, Natália. Óleo de Soja x Banha de Porco–Diferenças e Preferências. Revista Pensar Gastronomia, v. 3, n. 2, 2017.

LE COUTEUR, Penny. Os botões de Napoleão: as 17 moléculas que mudaram a história. Zahar, 2006

WOLKE, Robert L. O Que Einstein disse a seu cozinheiro 2. Zahar, 2010.

WOLKE, Robert L. O que Einstein disse a seu cozinheiro: A ciência na cozinha (inclui receitas). Zahar, 2002.

ROQUE, Nidia Franca. Substâncias orgânicas: estrutura e propriedades. Edusp, 2011.

Fala Direito

STF suspende permissão para gestante trabalhar em atividade insalubre.

Ministro Alexandre de Moraes ressalta que Constituição estipula proteção especial para as gestantes e lactantes.

Por Érica Medeiros.

Reprodução:Internet

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal concedeu no último dia 30/04, liminar que retira do art. 394-A, II e III, da Consolidação das Leis do Trabalho, introduzido pelo art. 1º da Lei 13.467/2017 os termos atinentes à necessidade de apresentação de atestado médico pela gestante, para que haja concessão de adicional de insalubridade no exercício da sua atividade.

O entendimento do relator, é de que tal “detalhe” condicionante no dispositivo, fere regiamente princípios constitucionais basilares, presentes no art 6º da nossa Carta Magna, que preconiza que “são direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.”, inferindo-se daí a necessidade de atenção aos direitos da gestante, bem como do próprio nascituro.

Reprodução internet

A ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) é uma ação própria posta ao exame do STF para demonstrar que determinada lei ou parte dela fere normas constitucionais, já que a Constituição Federal é a Lei Maior do Estado, devendo toda a legislação subjacente obedecer aos seus máximos princípios.

A ação em referência ainda encontra-se em trâmite, sendo a liminar deferida apenas como uma forma de resguardar o direito de tais indivíduos até que a mesma seja julgada em definitivo, conforme bem salientou o relator, justificando sua decisão, com fundamento no requisito para concessão de liminares, qual seria, “o periculum em mora”, ou “perigo da demora”, já que há um grande volume de ADI’s ainda aguardando pauta de julgamento.

Contudo, tal resultado talvez espelhe uma propensão daquela corte em possivelmente acolher em definitivo a ADI que extinguiria da referida lei o impositivo no que tange à necessidade da gestante comprovar com atestado dado pelo médico, a necessidade da obtenção do benefício relativo à insalubridade, resguardando então, àquela e ao nascituro em questão, os direitos basilares assegurados pela nossa Carta Magna.