Café com pimenta

Por Juliana Barbosa

De repente 30! Felizmente 30! 

Rapidamente 31!

Intensamente 32!

Ano retrasado, como rito de passagem de decenário, fiz esse texto. No aniversário de 2019 reescrevi, em negrito, o que acreditava que havia mudado em um ano.

Este ano farei diferente. Vou reescrever toda a história, pressupondo que quem a escreveu anteriormente já não existe mais. Usarei aquele clichê: “Se você me conhece baseado no que eu era um ano atrás, você não me conhece mais. Minha evolução é constante, permita-me apresentar novamente.”

Tive como lema juvenil aquela história: “Diz-se que todo ser humano, antes de morrer deve “plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro.”Plantei mudas de árvores, escrevi dois livros ainda adolescente, entretanto, adiei a parte de “ter um filho”. Ao menos no sentido literal, já que “dei a luz a um diploma universitário, “pari” vários textos que inspiraram tantas outras mulheres e a minha cria” chegou a maturidade com bom emprego na minha área de formação. Isso não significa que eu não queira ser mãe – a propósito esse é um dos meus maiores sonhos. Nesse período de amadurecimento, amigos morreram, superei alguns traumas e outros “estamos em obras’ – Ainda mais agora nessa fase balzaquiana que refere-se a Honoré de Balzac, autor do romance do século XIX “Mulher de trinta anos”, ele descreve as angústias femininas, infidelidade, amor e amadurecimento. Mantive esse trecho do texto de 2018, o papel do jornalista é informar.

Voltando ao século XXI, a tal fase da crise dos 30, agora 32.

Aquela guria que idealiza uma vida estável, bem resolvida, confortável, casa própria, carro, vários diplomas e, quem sabe, uma família? Bobinha! A vida não é um comercial de margarina, e você não nasceu num berço de ouro: meu berço era de madeira – sugestivo para quem teria que encarar a vida com resistência e força. 𝑪𝒂𝒍𝒎𝒂! 𝑨𝒒𝒖𝒆𝒍𝒂 𝒈𝒂𝒓𝒐𝒕𝒂 𝒒𝒖𝒆 𝒊𝒓𝒊𝒂 𝒎𝒖𝒅𝒂𝒓 𝒐 𝒎𝒖𝒏𝒅𝒐 𝒂𝒊𝒏𝒅𝒂 𝒆𝒙𝒊𝒔𝒕𝒆. 𝑬 𝒎𝒖𝒅𝒂 𝒐 𝒎𝒖𝒏𝒅𝒐 𝒂 𝒔𝒖𝒂 𝒎𝒂𝒏𝒆𝒊𝒓𝒂, 𝒄𝒐𝒎𝒆ç𝒂𝒏𝒅𝒐 𝒂 𝒓𝒆𝒇𝒐𝒓𝒎𝒂 𝒑𝒐𝒓 𝒅𝒆𝒏𝒕𝒓𝒐, 𝒏𝒂 𝒎𝒆𝒏𝒕𝒆.

Com a ingenuidade do comercial de margarina, tive pressa de viver: Li incontáveis livros, entrei na faculdade aos dezessete anos, tentei direito, não era o que eu queria, fui para publicidade, também não era bem aquilo, então fiz jornalismo e resolvi pousar por ali, na ânsia de ter estabilidade aos trinta. Neste meio tempo, me aventurei no curso de psicologia, paixão que pretendo retomar, e continuei estudando, estudando e trabalhando – como sempre fiz desde quando tinha dezoito anos. Vivi plenamente a universidade, fiz amigos, tomei porres, encarei ressacas, admirei mestres, até chegar à fase do estágio. Eu já tinha vinte e quatro, morava sozinha mas, dependia dos meus pais, o salário mal dava para chamar de salário, acho que o termo correto era incentivo estudantil. Na minha corrida, eu estava longe. Tive paixões, , amadureci mais um tiquinho, porém, o imediatismo continuava gritando: -“cadê a vida de comercial de margarina? ” Formei, fiquei desempregada, voltei para a minha primeira emissora (um bom filho à casa torna), e me acomodei achando que -“ agora vai”! Passaram-se anos, mudei para um apartamento melhor, comprei um carro – com certeza não foi só com o salário de jornalista:

então estudantes, repensem. Jornalismo é uma cachaça, mas, dá uma ressaca danada! Quem faz jornalismo faz, literalmente, por amor pois, financeiramente, o retorno não é aquele que a sua avó iria se gabar para as amigas. Mas, quer fazer? Faça! Nada pior que um profissional insatisfeito. E quem não toma uns porres de vez em quando? Uma das coisas que mais amo no mundo é viajar. Um dos meus lugares favoritos é a chapada Diamantina, especialmente o vale do capão. Amo também trancoso, arraial d’ajuda… O recôncavo da Bahia… Descendo, eu curti Sampa! Mas, o nordeste…. ah!!! Maceió/AL, Caruaru e Gravatá/PE!!! Desculpem-me os devaneios. Continuando… Em 2017 realizei o sonho de conhecer outro país, a Argentina. Logo depois tomei uma topada daquelas! Aos 29 anos, Cazuza (meu gato), morreu, deram Bob Marley (meu cachorro), sem eu me despedi, me separei de um forma traumática, sofri dois acidentes de carro, internação de um mês no hospital, um sequestro básico… até meu telefone quebrou. Voltei para a casa da minha mãe de mala e cuia. Sem nada daquilo que eu pensava ser, o que definia o que eu sou. Parece azar? Mas, não foi, não é. Tive incontáveis livramentos pois, há um propósito nesta bendita existência. Quando o meu sol interior raiou, decidi me desfazer de tudo que já não fazia mais parte de mim: a começar pelo meu emprego. Queria alçar vôos maiores E, a partir daí, pude ver que muitos daqueles que eram meus “amigos”, eram amigos da repórter. O status, e a falsa impressão de “celebridade” que a profissão dá. Não somos o que temos, somos o que somos. Mas, neste mundo adoecido, as pessoas confundem as coisas. Então, joguei tudo pra cima e passei numa seletiva de mestrado em Portugal!! Só não sabia como faria este sonho virar realidade. Prestes a trintar, conheci e me converti ao Budismo. Experiência maravilhosa! Me afastei da filosofia de humanística de Nichiren Daishonin mas, continuo espiritualista. Suponho que haja uma segregação soberba, talvez inconsciente, talvez não intencional, que todas as religiões possuem. Como se a religião fosse um aquário, e a fé, a espiritualidade fossem todo o oceano. É complexo, talvez, inexplicável. E é com este amadurecimento que aceitei com felicidade os meus 30 e poucos anos e alguns cabelos brancos. Quero ser melhor para mim, melhor para os meus, melhor para o mundo. Afinal, não existe uma vida de comercial de margarina. A vida é muito maior que um comercial, a vida é real!

Em 2018, pouco antes de embarcar para PT fiz um ensaio fotográfico muito empoderada. Isso resgatou minha auto estima mas, me ensinou sobre a maldade das pessoas. A distorção social, e os preconceitos que ainda existem. Pra viajar, fiz uma campanha virtual (quem diria? Hoje, eu não faria). Tive uma rede de apoio maravilhosa e cheguei lá! A garota que sonha em conhecer o mundo conheceu mais um país! Mas, vivi experiências que poderiam ser evitadas se eu fosse mais prudente, menos imediatista, mais madura e, principalmente, me planejasse mais. Outra coisa que aprendi muito foi que confiança é sagrada, e não devemos simplesmente entregá-la a qualquer um. A traição é uma violação sentimental e moral. Entretanto, lá em terras lusitanas, reencontrei pessoas que me deram uma família. Descobri que amigo pode virar irmão, independentemente do país em que ele esteja. Aquele que te socorre, que te abraça pelo olhar, usando a tela do celular. Trabalhei como jornalista e repórter em Portugal! Pense! Mas, sentia saudades das pessoas que considero família, que nem sempre tem nosso sangue – isso, até um pernilongo tem! E senti o quanto eu sou abençoada em ter mãe. Não qualquer mãe, a MINHA MÃE. A saudade maior era a dela. E todas as vezes que ela ia ao hospital, eu me sentia impotente. Um oceano nos separava. E ela precisava de mim – e eu dela. Voltei às pressas ao Brasil com o sonho do mestrado não realizado, minha mãe precisando de mim e eu, mais uma vez, desempregada. Pensei que iria voltar ao sofá e deprimir novamente. Bolso vazio, sem celular – de novo e sem dinheiro. Mas, é real, procurem ajuda quando a barra estiver pesada. Procurei. O cérebro é um órgão como qualquer outro e a dor que aperta o peito, vem de lá. O médico que cuida da nossa saúde mental é o psiquiatra. E quem vai nos orientar para uma vida mais saudável é o psicólogo. O que tem de errado nisso? Nada! Cheguei com Doze quilos a mais, com a saúde debilitada. Minha mãe, que sempre foi e é minha melhor amiga, – somos uma dupla de quatro, eu e ela, ela e eu, me deu de presente de aniversário um celular para que eu pudesse trabalhar. Cuidei da saúde , voltei ao peso mais saudável, continuo trabalhando a forma como eu me enxergo, e talvez este exercício leve uma vida inteirinha. Voltei a trabalhar como apresentadora e repórter freelancer. De 2012 a 2019 não houve um só ano que não tenha exercido a profissão Participei da segunda edição da revista papo de salão e visagismo.Trabalhei também como editora de textos numa agência de endomarketing. . Fotografei casamento, ensaios de casal, ensaios infantis… a vida continua! A gente se reinventa! Focando, voltarei a Europa, e quem sabe a Portugal, spoiler! E o Sofá? Não faz parte da rotina. Criei um projeto. Mas, o projeto, ou melhor, o Muito Mais Que Isso já se tornou uma realidade. E era apenas uma ideia que eu tinha, de ter espaço para escrever sem limites de caracteres.

Pause

Imagem: internet

No mês de março o nosso projeto completou um ano e a nossa equipe deu uma parada. Não sabemos se vamos voltar. Estamos vivendo um momento atípico é inédito para nós: A pandemia do coronavírus. Como jornalista, profissão essencial, temos obrigação de mantermos os nossos leitores informados. Entretanto, nossa equipe não é formada apenas por jornalistas. E viralizou entre nós uma falta de ânimo para escrever. Cada um com suas particularidades. É uma pandemia, não uma competição de produtividade! Os tempos políticos já foram melhores mas, não tivemos tempo de Temer antes, quiçá agora. Resistiremos, cada um do seu canto! O amor prevalecerá. A vida é Muito Mais que isso! Não é curta, ela só passa muito rápido! E me deu de presente um homem maravilhoso que me ensinou uma nova forma de me relacionar, um amor como nunca havia experimentado, que me faz sorrir só de pensar nele… Todos estamos assustados com esse novo momento mas, vai passar. O inimigo invisível mudou todos os planos…. Comecei o dia do aniversário chorando. Lavando a alma! Assim como a chuva que cai todo ano quando completo mais um outono. Mas, como diz a música: “a chuva só vem quando tem que molhar”.

Coletivo feminista “TamoJuntas” completa 3 anos de auxílio à mulheres vítimas de violência

Grupo foi inicialmente formado por advogadas de Salvador e hoje está presente em todo o país

Por Juliana Barbosa

Reprodução: Internet

Em abril de 2016, a advogada Laina Crisóstomo não imaginava que uma postagem no Facebook ia mudar sua rotina e a vida de muitas mulheres. Em sua página pessoal, ela ofereceu assessoria jurídica para atender uma mulher vítima de violência doméstica por mês, gratuitamente. Logo após a enorme repercussão do post (6 mil curtidas e quase 5 mil compartilhamentos) ela ganhou o apoio de mais duas advogadas: Carolina Rola e Aline Nascimento.

Laina Crisóstomo durante atendimento no TamoJuntas.

O que era um pequeno grupo de auxílio tomou grandes proporções. Tudo motivado por uma corrente de sororidade nas redes sociais. A fanpage do grupo foi criada no mês seguinte e conta, atualmente, com 80 mil seguidores. A grande demanda pelos serviços prestados e a gravidade dos casos atendidos demonstrou a necessidade de oferecer uma atenção multidisciplinar. Foi assim que, a partir de um convite para que novas voluntárias se unissem, psicólogas, assistentes sociais e outras advogadas de todo o Brasil ofereceram serviços voluntários. Todos são gratuitos, mas são voltados apenas a mulheres que não têm condições financeiras de pagar por eles. Seguindo a determinação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) quanto a atendimentos pro bono (gratuitos), a rede só atende a mulheres em situação de hipossuficiência (pobreza comprovada) e vulnerabilidade.  Atualmente há 70 (setenta) voluntárias em todo o país, sendo 30 (trinta) em Salvador, onde o TamoJuntas surgiu. E para celebrar os 3 anos de (r)existência, uma programação diversificada, nesta sexta-feira, (17).

Divulgação

Muita troca de experiências, carinho e sororidade: Confira quem vai participar!

Da Bahia para o Brasil

A TamoJuntas está nos seguintes lugares:

O Tamo Juntas está presente em 23 estados e, pela dimensão que o grupo tomou e por sua natureza dinâmica, não é tão simples contar quantas pessoas já foram ajudadas pela rede de voluntárias.Em Entrevista para a gazeta do povo, em Outubro do ano passado, Laina Crisóstomo explicou a dificuldade de numerar os atendimentos:

” Aqui em Salvador a gente tem atualmente mais de 300 processos ativos. Mas, nesses dois anos, a gente já ultrapassou 6 mil atendimentos [no Brasil todo]”

Informar para fortalecer 

Divulgação

No ano de 2016 a organização realizou 7 (sete) Mutirões de Atendimento Lei Maria da Penha em Salvador com temáticas de Julho das Pretas, 10 anos da Lei Maria da Penha, Violência contra as Mulheres LBT, Saúde e Violência contra as Mulheres, Feminicidio das Mulheres Negras e Direitos Humanos e Humanas Sem Direitos com cerca de 750 mulheres atendidas. Realizamos também um curso em plataforma Moodle a distância com participação de 693 mulheres de todos os Estados do Brasil com a temática de Violência de Gênero: Aspectos Jurídicos, Psicológicos e Sociais.

O que buscamos não é apenas promover o acesso a justiça de forma real, sem discriminação e julgamento, mas também um acolhimento feminista, de mulheres se colocando no lugar de outras mulheres”, comenta a idealizadora do coletivo, que revela ter vivenciado episódios de violência. “Quem nunca, não é mesmo? Tive um namorado controlador, que queria decidir as roupas que eu iria vestir, o que eu iria comer. Foi tanta violência psicológica que cheguei a desenvolver distúrbio alimentar”. Diz Laina

A advogada destaca que a maioria das assistidas pelo TamoJuntas são negras e jovens. Mas a organização também é procurada por idosas e por mães de adolescentes e crianças que sofreram abuso sexual.

São muitos os casos, alguns pesadíssimos, de cárcere privado, estupro e tortura. Mas também temos histórias marcantes, como de ex-mulheres que se uniram para processar o agressor. Apesar de não termos estrutura nem recursos, temos algo que é muito potente, transformador e que fortalece a vida dessas mulheres. Acolher com feminismo, sororidade e empatia faz com que elas se sintam confiantes para seguir com a denúncia e, o mais importante, suas vidas”, completa Laina.

Já no ano de 2017 realizou uma Roda de Dialogo sobre a temática Feminismo e Religiosidade com a participação de cerca de 70 mulheres de diversas profissões de fé. Foi realizada a I Conferencia Nacional de voluntárias TamoJuntas com voluntarias de 13 Estados do país reunindo cerca de 70 mulheres. Foi feito um curso Direito e Gênero: Lei Maria da Penha na Prática em parceria com a Escola Superior da Advocacia com participação de 55 advogadas e estudantes de Direito. No dia 12/05 a TamoJuntas completou um ano de existência realizando um grande Ovulário na Escola superior da Advocacia sobre temas diversas sobre Feminismo e direitos das mulheres com a presença de cerca de 150 mulheres e o mutirão de aniversario no dia 13/05 em Cajazeiras 11 discutindo Justiça e Direitos das mulheres para cerca de 75 mulheres e o II Ovulário com a presença de cerca de 100 pessoas.

“A gente decidiu ampliar as atividades porque entende a importância do fortalecimento a partir do conhecimento”, diz a fundadora. “Se eu não sei o meu direito, eu não vou conseguir reivindicá-lo”. 

Rede de apoio 

E não são só as atendidas pelo projeto que saem mais fortalecidas e confortadas do encontro com o Tamo Juntas. As voluntárias também descobrem na sororidade (palavra que vem do latim “soror”, que significa “irmã”) do grupo novas formas de ocupar o seu lugar no mundo. 

“O Tamo Juntas tem sido um espaço de autocura, compartilhamento, acolhimento e amparo, não somente para as assistidas, mas também para as voluntárias, que todos os dias têm que ouvir histórias terríveis de violência e entendem que isso poderia acontecer com qualquer uma de nós”, relata Laina. “

Laina traz na bagagem uma história que resume bem o propósito que move o projeto. Em um dos casos que considera mais memoráveis, a ex-mulher de um agressor testemunhou a favor da, à época, atual esposa dele, vítima de violência doméstica e assistida pelo Tamo Juntas.

“Para nós isso foi muito importante porque é justamente o sentido do que é o Tamo Juntas. A gente sempre diz para as mulheres que se ouçam mais. Nós precisamos nos ouvir mais”. 

Números da violência contra a mulher

Uma pesquisa recente encomendada pelo FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública) ao Instituto Datafolha aponta que mais de 16 milhões de mulheres sofreram algum tipo de violência ao longo de 2018. Segundo as projeções realizadas a partir do levantamento, a cada hora, no Brasil, 536 foram agredidas fisicamente com socos, empurrões ou chutes e 177 sofreram espancamentos. A maioria (76,4%) indicou que o agressor era conhecido –por exemplo, cônjuge, companheiro ou namorado (23,9%) e ex-cônjuge, ex-companheiro ou ex-namorado (15,2%). Além disso, o estudo mostrou que mais da metade das vítimas (52%) não procurou ajuda – somente 10% fizeram
denúncia em uma delegacia da mulher. Quando se trata de assédio, 37% das mulheres consultadas disseram ter sofrido algum tipo em 2018. Desse total, 32% receberam cantadas ou comentários desrespeitosos quando andavam na rua, 11,46% no ambiente de trabalho, e 7,78% foram assediadas fisicamente em transporte público.

Mulheres que forem vítimas de violência e precisarem da assistência do grupo podem entrar em contato pelas seguintes maneiras: 

E-mail: contato@tamojuntas.org.br 

Facebook

Instagram

www.tamojuntas.org.br

whatsapp (71 9 9299-0071)

Fontes: Tamo Junta, Gazeta do Povo, Mulheres pela justiça, Universa UOL.