Grande perda no jornalismo baiano. Morre João Carlos Teixeira Gomes, o Pena de Aço

Jornalista que desafiou o carlismo estava internado no Hospital da Bahia

Foto – Reprodução

Da Redação MMQI

O jornalismo brasileiro amanheceu triste nesta sexta feira (19) com a perda do grande João Carlos Teixeira Gomes. Conhecido como Pena de Aço, Joca ocupava a cadeira de número 15 da Academia de Letras da Bahia e se despediu de nós na noite da última quinta-feira (18) após vários dias internado no Hospital da Bahia.

Segundo informações de amigos mais próximos, ele estava enfrentando um AVC ( Acidente Vascular Cerebral) no cerebelo há cerca de três anos. De lá para cá, o seu estado de saúde nunca foi o mesmo. Nos últimos dias, uma fraqueza, precedida de uma pneumonia e falência múltipla dos órgãos, o levou para o internamento.

Além de jornalista, João Carlos era escritor,ensaísta e professor. Junto com Florisvaldo Matos, Calazans Neto e Glauber Rocha ( de quem é biógrafo) formou a geração MAPA na ALB. Mas foi como de perfis biográficos que Joca se notabilizou, mas precisamente por sua coragem em desafiar Antônio Carlos Magalhães com a biografia “Memória das Trevas”, onde ele descreve a trajetória de poder do ex- governador e ex-senador da Bahia.

Joca foi o autor da obra que desafiou o Carlismo. Foto – Divulgação

O nosso Pena de Aço construiu uma carreira sólida dentro do jornalismo, trabalhando, durante muito tempo, no Jornal da Bahia, ocupando diversos cargos, de repórter a chefe de reportagem. Joca também trabalhou no Jornal A Tarde como colaborador fixo e foi secretário de comunicação do Governo do Estado na gestão de Waldir Pires.

Joca deixou uma vasta obra composta por biografias e contos, contribuindo, de forma incansável, para o desenvolvimento da carreira jornalística no estado. É dessa forma que o MMQI homenageia um dos grande nomes do nosso jornalismo.

Fontes – Bahia.ba, Metro 1 e Correio da Bahia

STJ decide pela redução da pena do ex-presidente Lula

Condenação é reduzida de 12 para 8 anos. Petista pode pedir progressão para o semiaberto

Com a nova sentença, o ex-presidente pode pedir progressão de pena. Foto – Paraná Portal

Por Gustavo Medeiros

Em decisão unânime,os ministros Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiram pela redução da pena do ex-presidente Lula na tarde desta terça-feira (23).

A pena no caso do triplex do Guarujá foi reduzida de 12 anos e um mês de prisão para 8 anos e 10 meses. De acordo com o entendimento do STJ, a pena de Lula foi elevada, de forma desproporcional, na segunda instância. O ex-presidente está preso desde abril do ano passado na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

A redução na pena pode permitir que o petista vá para o regime semiaberto ainda este ano, ou seja, Lula pode pedir a progressão para setembro. Neste tipo de regime, o condenado pode sair durante o dia,mas retornar à prisão pela noite e é prevista para quem cumpriu um sexto da sentença. A data para o pedido está disponibilizada no acórdão do julgamento.

A defesa do ex-presidente e a militância, que acompanhava o julgamento, evitaram comemorar a nova sentença. Para os advogados, Lula é inocente e vitima de um julgamento político orquestrado por setores do Judiciário e da política. O advogado Cristiano Zanin afirma que a absolvição é o unico resultado possível.

Além do triplex no Guarujá, o presidente ainda tem o caso do sitio de Atibaia em julgamento. Ele foi condenado, em primeira instancia, a 12 anos e 11 meses de prisão. Neste processo, os advogados recorreram ao TRF 4 , a segunda instancia da Operação Lava Jato. Segundo a defesa, se o caso for julgado antes de setembro, o cenário pode ser favorável à progressão de regime.

Confira aqui os fatos que levaram a condenação do ex-presidente

Fonte: Correio da Bahia e UOL